segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Relato de treino - 06 de fevereiro de 2022

Neste domingo, mesmo sob o risco de chuva intensa, fizemos mais um treino. Começamos com o tempo super fechado, mas depois o tempo abriu e o sol brilhou forte, como se estivesse abençoando nosso desafio. Começamos o treino com os jogadores que chegaram pontualmente na hora.

Após o aquecimento partimos para a segunda parte da dinâmica dos “dez golpes de Grey”, uma sequencia de dez golpes básicos que usamos com espada no swordplay. Criado por Sir Will of Gray e disponibilizada no seu finado canal de swordplay em 2008 é uma sequencia ritmada de cortes muito bons de serem treinados. Fizemos sequencias do 1 ao 6 com seus respectivos conra-golpes. 


Depois disso passamos por uma lista de boas dinâmicas: free for all, rei da montanha, pega-bandeira à moda dos lordes e finalmente arena. Foi a primeira vez em muitos anos que eu participei do Rei da Montanha como jogador e até ganhei um round. 

06 pessoas participaram do treino.

domingo, 16 de janeiro de 2022

Relato de Treino - 16/01/2022

 

Neste domingo, após semanas de chuva sem parar, tivemos um dia especialmente quente. O sol estava à pino, mas mesmo assim não nos fizemos de rogado e começamos o treino com os jogadores que chegaram pontualmente na hora.

Após o aquecimento partimos para a dinâmica dos “dez golpes de Grey”, uma sequencia de dez golpes básicos que usamos com espada no swordplay. Criado por Sir Will of Gray e disponibilizada no seu finado canal de swordplay em 2008 é uma sequencia ritmada de cortes muito bons de serem treinados. Fizemos sequencias do 1 ao 4. Depois de tanto tempo parados é uma boa forma de desenferrujar.

Depois disso passamos para a dinâmica concorridíssima de Jogos Vorazes. Divertida e cheia de estratégia.

Seguimos com pausas para hidratação. Treinar de máscara dá muito trabalho e cansa pra burro. Seguimos com free for all e depois passamos a disputa de 4x4. 

Encerramos com arena.

09 pessoas participaram do treino.

domingo, 19 de dezembro de 2021

Continue semeando

As coisas que eu aprendi ao longo de toda minha vida foi que o conhecimento pode vir de qualquer lugar. E o conhecimento é bastante útil nas nossas vidas. Só existe um tipo de conhecimento que não vai te ajudar, é aquele que você não tem. Às vezes, entretanto, você tem o conhecimento, mas não sabe como usar. esse texto é sobre como usar. 


Dessa forma, quando nós mantemos os nossos olhos e ouvidos atentos para as oportunidades de aprendizado que a vida tem para oferecer, podemos adquirir tesouros inestimáveis. 


Se você me conhece sabe que eu tenho um grupo de Swordplay. O meu grupo, assim como muitos outros grupos do Brasil inteiro, passou um longo período sem poder treinar por conta da epidemia do coronavírus. Só muito recentemente conseguimos fazer dois treinos de teste e mesmo assim, mantendo todas as normas sanitárias de distanciamento social. Garanto para você que treinar de máscara não é a melhor coisa do mundo, mas é bem melhor do que não treinar. 


Ontem eu estava revendo os arquivos de imagens para fazer a postagem de convite no Instagram quando me deparei com uma foto onde o grupo contava com mais ou menos 40 pessoas. Num lugar como Distrito Federal, especialmente uma cidade periférica como é o caso da cidade do Gama, reunir 40 pessoas para um treino de Swordplay é um fato digno de nota. É muito mais do que grupos famosos no Rio de Janeiro e São Paulo conseguem fazer. E por um momento eu fiquei preso à nostalgia do passado, pensando como era bom quando o grupo era daquele tamanho. 


Remoendo essa sensação e lembrei de uma parábola da Bíblia que foi dita para mim durante um treinamento numa das muitas escolas que eu trabalhei. Com Certeza você já ouviu falar da parábola do semeador. E é justamente sobre esta parábola, os efeitos que teve sobre mim naquele momento de nostalgia, que eu quero falar com vocês hoje.


Mas antes de começar a parábola propriamente dita é preciso que você atente para dois fatos muito importantes. O primeiro deles é que se tratava de um semeador muito ambicioso. Se você ler o texto com atenção vai perceber que a atitude dele era atitude de uma pessoa ambiciosa, mas não no sentido mesquinho de ambição e sim no sentido de nos empurrar para frente, de fazer com que busquemos o nosso melhor. E o segundo ponto que eu quero colocar antes de começar a parábola é que a semente que ele tinha era de excelentíssima qualidade. 


Diz a parábola: 

“O semeador saiu a semear. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na”. 


Quando colocamos a parábola em perspectiva percebemos que o cara que toca o treino, ou o cara que fundou o grupo, ou ainda o cara que é o líder do clã, é o Semeador. Enquanto ele semeava, uma parte de suas sementes caiu à beira do caminho e vieram as aves e tiraram a barriga da miséria. 

Entenda que alguns dos caras simplesmente não vão aparecer. Não vão dar nem mesmo uma justificativa pelo WhatsApp. E o que que aconteceu com eles? Bem, se você quer a minha opinião como líder de Clã, eu digo para você que os pássaros os pegaram. 

Imagine o caso de uma jogadora. Ela sabe que os treinos estão de volta e, ela sabe quando e onde os treinos vão acontecer. Mas dá 2:30 da tarde e a menina não aparece. Onde ela está? Os pássaros a pegaram. 


Antigamente eu ligaria para a jogaria e perguntaria o que aconteceu, Como se tivesse algum poder para atrair a jogadora de volta aos treinos. Só que isso é uma ilusão. Eu não posso fazer isso. Só ela tem esse poder.


Continua a parábola: 

“Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; logo nasceu, porque a terra não era profunda e tendo saído o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se”.


Esse é um dos maiores mistérios que permeiam o swordplay. Tem pessoas que você bate o olho na primeira vez que aparece no treino e diz: poxa esse sujeito não vai vir na semana que vem. Só que para sua surpresa, esse cara continua voltando semana após semana e antes mesmo que você perceba ele já é um membro valoroso do seu Clã. Da mesma forma tem aquelas pessoas que começam a treinar com a gente, muito empolgadas e dedicadas que depois simplesmente somem. O que é que aconteceu com elas? Podemos dizer com certeza que caíram em solo pedregoso e como não criaram raízes, o sol as queimou. Pode ser que aqui o sol seja qualquer coisa: um emprego que não dá folga aos domingos, algum compromisso familiar que cai exatamente no dia do treino, ou é a estreia do homem-aranha, ou qualquer outra coisa. Já vi gente faltar ao treino por causa do campeonato de lol! Essas pessoas simplesmente não criaram raízes com a gente. E assim como eu fazia com as pessoas que eram capturadas pelos pássaros, eu também tentava fazer com que essas pessoas criassem raízes. Fato é que isso não depende de mim. 


Continua a parábola: 

“Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram”.


Não consigo pensar em Espinhos mais perigosos e sufocantes do que uma família crítica. Às vezes você tá muito empolgado para treinar, mas a sua mãe vem com aquele papinho de que você já está muito grande para bater espadinha na praça com os amigos. Talvez o pessoal da sua casa faça graça com você porque você tem um hobby um pouco diferente. Seja lá qual for o motivo, no dia do treino você não está lá. E se alguém perguntar o que foi que aconteceu com você, eu vou dizer que os espinhos cresceram e te sufocaram. 


Mas então a parábola termina: “Outra caiu na boa terra e dava fruto, havendo grãos que rendiam cem, outros sessenta, outros trinta por um”.


E o que que eu quero dizer com essa análise de parábola no meio de um blog que fala de swordplay? Eu quero dizer que você administrador do seu Clã deve continuar semeando. Deve continuar convidando amigos e conhecidos para conhecer e treinar swordplay com você. Deve continuar treinando forte e com consistência. Alguns vão ser comidos pelos pássaros, outros vão ser queimados pelo sol e outros vão ser sufocadas pelos Espinhos, mas alguns deles vão cair em Boa Terra e vão dar frutos. 


E é justamente atrás desse pessoal que eu estou. Que você deveria estar. Ter saudade dos bons tempos com 40 pessoas no treino é muito bacana e sedutor. Mas o lance é que eu não posso dar atenção para esses quarenta que não vieram. Seja lá por conta dos pássaros ou por conta dos Espinhos ou por conta do Sol. Eu tenho que dar atenção para quem está lá comigo, crescendo e frutificando. 


Eu não sei se o que eu escrevi até aqui faz realmente muito sentido. Mas eu gostaria de que você que está lendo até agora, entendesse que basta continuar o seu bom trabalho e cedo ou tarde as pessoas vão chegar, vão treinar, vão ficar e vão ajudar você a construir o reino dos teus sonhos. 

 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Back in the game.



Olá meus 1d6-1 leitores. Aqui quem fala é o Betão e é com muito prazer que estou reabrindo oficialmente o nosso blog de swordplay. Para quem não sabe, encerramos temporariamente as atividades por causa da pandemia do covid no Brasil. Agora, com a franca diminuição do número de casos e com as pessoas tendo acesso às vacinas, estamos de volta, mas com algumas mudanças. 


Primeiro que ainda não é 100% seguro sair nas ruas. O covid ainda está por aí e justamente por causa de uma minoria de anti-vacinas idiotas mundo afora, o danado do vírus está se multiplicando e evoluindo. Quando esse texto foi ao público, a grande novidade era a variante ômicron. Por isso, em todos os nossos treinos temos de respeitar, obrigatoriamente, o distanciamento social, o uso de máscaras o tempo todo, a higienização constante com álcool em gel e a proibição da troca de materiais de qualquer forma. Restringimos também os nossos treinos a duas vezes por mês, com um espaçamento de 15 dias entre cada uma das ocasiões para que possamos monitorar a saúde de nossos membros e a evolução da pandemia. Só pode participar dos treinos quem apresentar o comprovante das duas doses de imunizante. 


Segundo que temos novidades legais. O nosso canal do youtube (https://www.youtube.com/channel/UCpFDZ0gr9WNlAtg1m0UeOhA) está de volta e em breve teremos um vídeo de forja explicando como se faz um sabre curvo. Nosso novo insta (https://www.instagram.com/lordes.de.ferro/) também está bombando, com fotos e vídeos de nossos treinos. E demos um raise dead em nossa comunidade no facebook - esta apenas para membros. 


Além dos novos meios de comunicação, vamos voltar a escrever artigos relacionados às questões do swordplay no Brasil mais ou menos pós pandemia. Se você quiser mandar algum tema para gente escrever a respeito, sinta-se livre. 


Queremos também fechar parcerias com outros canais e em breve vamos começar a soltar partes do nosso “livro de regras gerais”. 


É isso. É bom estar de volta.


quinta-feira, 24 de junho de 2021

E a pandemia, hein?

Acho que você sabe, tão bem quanto eu sei que o mundo está afundado numa pandemia avassaladora de um modo que a gente não via há pelo menos 100 anos. 
Diferente de outras pandemias que vivemos no passado, como a gripe espanhola, hoje nós temos uma tecnologia capaz de gerar em menos de um ano vacinas eficazes e remédios que podem nos defender dos efeitos mais malignos desta nova variante do vírus covid. 
Graças a política econômica e sanitária absolutamente desastrosa do governo bolsonaro estamos atrasadíssimos no quesito de vacinação. Menos de 10% de imunizados com duas doses. Recentemente, quando esse texto foi ao ar originalmente, o Brasil bateu a marca triste de mais de 500 mil brasileiros mortos. Projeções indicam que se o Brasil e o ministério da Saúde tivessem comprado as vacinas em tempo hábil, esse número não passaria de 100 mil pessoas.
Mas seria hipocrisia da minha parte colocar a culpa nesse meio milhão de brasileiros mortos exclusivamente na conta do genocida que ocupa atualmente a presidência da república ou seus asseclas. Muitos brasileiros, cidadãos de bem, vizinhos, colegas e até pessoas muito bem intencionados, em quem nós temos depositado grande carinho e afeição, contribuíram de forma decisiva para esse número desastroso e astronômico. 
Quando você vai à uma festa clandestina, quando você ignora os procedimentos de distanciamento social, quando você faz aglomerações sem a real necessidade, você está contribuindo para a disseminação de um vírus mortal que leva à óbito 15% dos seus infectados, lotando UTIs do Brasil inteiro, impedindo que outras pessoas que precisam usar aquelas instalações possam fazê-lo. 
Uma as pessoas que tem nas swordplay comigo é a Jéssika Martins. Além de Bater espadinha como ninguém ela também é enfermeira, especializada em atendimento de emergência, e o relato dela é terrível: "Betão, o plantão da noite passada foi um verdadeiro pesadelo! Não parava de chegar novos pacientes graves e no final do meu plantão passei 45 minutos montada em cima de uma paciente fazendo massagem cardiotorácica para ver se conseguíamos reverter uma parada no coração dela. Depois de 45 minutos de muito esforço aquela senhora veio à óbito. Agora vê bem: uma mulher com um pouco mais de 35 anos, saudável, morrendo assim numa madrugada de uma quarta para quinta-feira, longe dos parentes e dos amigos. Porra Betão, e quando eu saio do plantão vejo pessoas voltando de uma festinha clandestina, fedendo à cachaça e com máscara no queixo. O que é que este pessoal tem na cabeça?"
E por que é que eu tô usando um blog que fala de bater espadinhas de espuma para falar de um negócio desses? 
Simplesmente porque tem alguns grupos de swordplay no Brasil a fora que retornaram aos treinos. É como se essa quantidade absurda de pessoas mortas não significasse nada diante do desejo de bater espadinha com o colega no meio da rua. É como se não houvessem variantes como a Delta (a mais comum n Brasil) ou a Delta Plus que são muito mais infecciosas do quê as que já conhecemos até agora. É como se os hospitais estivessem transbordando de vagas de UTI para atender o pessoal que chega a todo momento com falta de ar. É como se todo mundo já tivesse sido vacinado e estivesse tudo bem. Então, não... não está nada bem!
Não importa o lema que seu grupo tenha. Que tenha palavras como honra, justiça, coragem ou qualquer outro adjetivo viril. Se você ou seu grupo estão de "Volta a treinar" ou mesmo "fazendo eventos" no meio de uma pandemia, como a que estamos vivendo, você está dando um tapa na cara de todos os profissionais de saúde que estão se matando de trabalhar no momento que eu estou escrevendo esse texto, entalado na cozinha da minha casa, de onde eu não saio sem necessidade já tem mais de um ano e meio. 
"Ain Betão, mas aqui é todo mundo maior de idade e cada um cuida da sua vida". O problema é que a doença não respeita só você. Uma pessoa se infecta caminho do treino e acaba infectando os outros colegas. Pode ser que ele não desenvolva nenhum sintoma mas pode infectar o saguão da entrada do seu prédio, ou o elevador. Sem querer, você pode virar infectar aquela senhora que não sai de casa já tem mais de um ano e meio e ela vir a falecer. Você acha que esse é um preço justo apagar por 2 ou 3 horas de exercício aeróbico batendo espada no coleguinha? 
"Ain Betão, mas você já viu o transporte público?" Eu já vi sim, obrigado. Mas eu duvido que as pessoas estejam ali por vontade própria ou por prazer. Eles estão ali para defender o pão de cada dia porque a porcaria do governo não foi capaz de garantir nem vacina nem auxílio emergencial digno para quê ficássemos em casa protegendo aquilo que nós temos de mais valioso: nossas vidas. 
E arriscar jogar essa vida fora, por um prazer fugaz é o que você está fazendo quando coloca o seu grupo para treinar. 
E nem é preciso vir com a conversinha de que vocês estão seguindo todos os procedimentos de segurança. Nas fotos e vídeos que vocês insistem em espalhar pela internet (como se fosse uma grande propaganda) é possível prover praticantes sem Máscara ou se esbarrando. 
Cada vez mais eu tenho desgosto dessas pessoas que se dizem praticantes de swp. O meu grupo não vai voltar a treinar até que seja seguro. E com todo o respeito, foda-se que eu não tenho dinheiro para reformar os equipamentos, ou que vou ficar de fora deste ou daquele evento, o que eu ou o meu grupo vamos ficar fora de forma quando essa bagunça toda terminar. Nada disso vale o preço de uma vida. 
Uma hora como essa é muito fácil culpar os políticos pelo mar de merda que estamos enfiados até o pescoço. Mas vale a pena você olhar em volta e colocar na balança as suas próprias ações para ver o quanto dessa merda saiu do seu cu e da sua boca. 

terça-feira, 15 de junho de 2021

Abusos: termos e definições.

O texto a seguir não é meu. É do meu inestimável amigo e mestre jedi Luis Felipe Nascimento. Vale cada palavra.  



E lá vamos nós mais uma vez...

Recentemente ocorreu MAIS UMA VEZ, casos de assédio moral, bullying e violência psicológica em nossa comunidade.
Com isso, vou tentar resumir um curso de 30 horas que eu fiz, pelo Instituto Olímpico Brasileiro e Comitê Olímpico Brasileiro, para combater e rechaçar essa prática tão odiosa, que afasta vários praticantes e ainda deixa sequelas nas vítimas, e alertar A TODOS, que com base nestes conhecimentos, JUNTOS PODEMOS E IREMOS COMBATER AS MÁS PRÁTICAS DESTA ATIVIDADE ESPORTIVA.
Termos e Definições:
Assédio moral: é uma conduta abusiva, frequente e repetitiva que se manifesta por meio de palavras, atos, gestos, comportamentos ou de forma escrita, que humilha, constrange e desqualifica a pessoa ou um grupo, atingindo sua dignidade e saúde física e mental, ameaçando o seu emprego ou desedificando o clima organizacional do trabalho (no nosso caso se refere aos treinos e o ambiente de treino em si), e até mesmo afetando sua vida profissional e pessoal, geralmente realizada por alguém que tenha poder de tomada de decisão ou aquela pessoa que obtenha poder hierárquico sobre o subordinado ou poder de ingerência no ambiente organizacional.
Assédio sexual: toda a tentativa visando à obtenção de favores sexuais através de condutas reprováveis, indesejáveis e rejeitáveis, como forma de ameaçar e, por vezes, como condição para continuidade no ambiente esportivo e de trabalho. Também se caracteriza por quaisquer outras manifestações agressivas de índole sexual com objetivo de prejudicar a atividade por parte de qualquer pessoa que integre a delegação ou a organização, independentemente do uso do poder hierárquico. O assédio sexual pode assumir a forma de abuso sexual.
Abuso sexual: atividade sexual não desejada, onde o agressor usa a força, faz ameaças ou se aproveita de vítimas que não pode dar seu consentimento. O Código Penal o trata em tipos penais específicos, como estupro, violação sexual mediante fraude e corrupção de menores.
Violência psicológica: é uma conduta que causa dano emocional e diminuição da autoestima ou prejudica e perturba o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, intimidação, manipulação, isolamento, vigilância
constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.
Violência física: qualquer ato deliberado e indesejável que caracterize ofensa à integridade física ou à saúde da vítima como, por exemplo, perfurar, bater, chutar ou queimar, entre outros. Tal ato também pode consistir de atividade forçada, tais quais o consumo de álcool ou algumas práticas de dopagem.
Violência de gênero: é a conduta violenta, seja física ou psicológica, exercida contra qualquer pessoa ou grupo de pessoas sobre a base de seu sexo ou gênero que impacta de maneira negativa em sua identidade e bem-estar social, físico ou psicológico.
Negligência ou omissão: uma omissão por parte de quem compartilha o ambiente de trabalho (treino) ou, no ambiente esportivo, qualquer pessoa com o dever de cuidado para com outrem e que em função de referida omissão permite que algum dano seja causado ou propicia um perigo de dano iminente.
Legislação e Referência Externa:
 Constituição Federal
 Código Penal
 Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei 8.069/1990, com alterações da Lei 11.829/2008
 Lei Federal n° 13.431/2017
 Declaração Universal dos Direitos Humanos
 Convenção sobre os Direitos da Criança
 Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher
 Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher
 Resolução no
20/2005 do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas
 Safeguarding athletes from harassment and abuse in sport – IOC Toolkit for IFs and NOCs
Com base nos termos e legislação vigente neste país, é dever de todo o praticante, principalmente os líderes de clãs, com risco de serem enquadrados como omissos, coniventes e co-responsáveis pelo delito, a buscarem autoridades competentes para estes casos, como Delegacias especializadas em assédio e abuso, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Conselho Tutelar (por região / bairro),Vara da Infância e Juventude, Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Delegacia de Polícia, Ministério Público, Disque Denúncia (Disque 100 ou 180) e Federações de algumas atividades esportivas (HMB é o maior caso que tenho visto).
Para as mulheres:
Ligue 180: O Governo Federal Brasileiro oferece um serviço denominado Central de Atendimento à Mulher em situação de violência (Ligue 180), que registra casos de violações contra as mulheres e os encaminha aos órgãos competentes, alem de disseminar informações sobre seus direitos, dar amparo legal e oferecer uma rede de atendimento e acolhimento. Os registros vão de crimes de importunação sexual, assédio, estupro, exploração sexual (prostituição)a estupro coletivo.
Para todos:
Disque 100 ou Disque Direitos Humanos: • Ouve, orienta e registra a denúncia. • Encaminha a denúncia para a rede de proteção e responsabilização. • Monitora as providências adotadas para manter o denunciante informado sobre o que ocorreu.
1. Precisamos Implementar e monitorar políticas e procedimentos que:
• Declare que todos os atletas tem o direito de serem tratados com respaldo, protegidos contra violência;
• Declare que o bem-estar dos atletas é fundamental;
• Identifique quem é responsável pela implemetação dessas políticas e procedimentos:
• Especifique o que constitui uma violação e o intervalo de consequências;
• Declare um sistema de resposta para lidar com preocupações e denúncias de vítimas / denunciantes, com procedimentos de denúncia e encaminhamento, e um mecanismo de resolução neutra; •Forneça detalhes de onde procurar aconselhamento e suporte para todas as partes envolvidas em uma indicação ou denúncia
2. Oferecer um programa de educação para todas as principais partes interessadas sobre como se envolver nos aspectos práticos da prevenção de violência.
3. Nomear ou trabalhar com pessoal qualificado e designado responsável pela programação esportiva segura e pelo bem-estar do atleta
4. Ouvir as vozes dos atletas na tomada de decisões sobre sua própria proteção.
Swordplayers:
•Conheça seus direitos e responsabilidades em relação à prevençãoe denúncia de violência.
•Identifique seus sistemas de suporte entre e além dos membrosde clã.
•Apoie seus colegas e incentive-os a falar se testemunharem ousofrerem violência.
•Negocie um representante na tomada de decisões sobre sua própria proteção.
Espero que com isso a gente possa evitar a violência contra todos os envolvidos e incorporar um ambiente esportivo seguro, acolhedor e respeitoso para o swordplay.

domingo, 29 de novembro de 2020

Entramos em hiato

 Tudo bem que a gente não publica nada desde setembro só que agora estamos entrando oficialmente em hiato. 

Obviamente nós não somos um anime famoso que pode se dar ao luxo de entrar em hiato por alguns anos enquanto seu autor recarrega as baterias mas não temos nada para escrever já tem algum tempo então é melhor oficializar logo que estamos em férias coletivas indefinidamente. 

Obrigado a todo mundo que acompanhou a gente até aqui e até um momento que a gente possa voltar. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Treinando na pandemia

 Até agora não me meti nos treinos do João, porque, enfim, são os treinos dele e eu não tenho nada que ver com isso. 

Entretanto eu gostaria de colocar uma experiência pessoal minha a respeito desse tipo de treinamento. quando eu comecei os treinos de quem jutsu no instituto me tem, eu passei praticamente o primeiro mês inteiro dando apenas 3 golpes: Men, kote e do. Respectivamente cabeça, pulso e abdômen. Com quase seis meses de treino, já participando de shiais e vestindo armadura eu continuava executando os mesmíssimo os três golpes. apenas por volta do décimo mês de treino foi que um dos coordenadores chegou para mim e disse que eu já estava batendo os golpes direitinho e poderia aprender a segunda postura. Até que momento eu conhecia apenas a chudan e passei a treinar também yaguiu e correnteza. apenas um bom tempo depois foi que eu fiz a minha primeira prova de graduação. Isso depois de ter apanhado muito debaixo daquela armadura de treino. 

O ponto onde eu quero chegar é que se eu fosse o João tivesse toda essa disposição para treinar eu pegaria a postura mais básica que existe com três ou quatro golpes e passaria meses treinando isso aí até que a minha memória muscular fosse perfeita para aplicar esses golpes sem pensar durante o combate.

Temos que pensar que apesar de ele ter vários tutores online, tão intusiastas quanto ele mesmo, nada disso substitui um bom dojo, com aulas presenciais de quem já treinou e já trilhou aquele pedaço do caminho da espada. 

Então logo minha saúde melhore Eu pretendo voltar a treinar aquilo que eu aprendi no instituto.

De novo não é o meu objetivo parecer desrespeitoso e nem tão pouco desmerecer o esforço que o João vem fazendo nas últimas semanas. 

mas todos hão de concordar comigo que se eu aplicar mil golpes de espada com mil técnicas diferentes em mil pontos diferentes da mesma árvore eu vou ter um resultado. entretanto se eu aplicar mil gols com a mesma técnica no mesmo ponto Eu vou ter um resultado bem diferente.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Swordplay é um jogo de elite?


“Depende”. Sim, se você esperava alguma outra resposta mais assertiva, me desculpe, mas eu não posso dá-la ainda. Boffer Swordplay como sabemos é um jogo. É diversão, é educativo, é bom para passar o tempo, é um hobbie… mas é de elite? O que é ser de elite? De que tipo de elite estamos falando? É possível que algo assim seja popularizado ou tudo não vai passar de um nicho de mercado apertadinho entre o animê e os outras tranqueiras nerds da vida?

Segundo o autor Thomas B. Bottomore, a palavra elite era usada durante o século XVIII para nomear produtos de qualidade excepcional. Posteriormente, o seu emprego foi expandido para abarcar grupos sociais superiores, tais como unidades militares de primeira linha ou os elementos mais altos da nobreza. A palavra elite evoca hoje em dia uma visão política de uma classe dominante, superior, com mais recursos. A Elite, de modo geral, pode ser considerada como um grupo dominante na sociedade. Especificamente, entretanto, o conceito possui diversas definições.

Uma delas designa aquelas pessoas ou grupos capazes de formar e difundir opiniões que servem como referência para os demais membros da sociedade. Neste caso, elite seria um sinônimo tanto para liderança quanto para formadores de opinião.

Outra forma de identificar uma elite é aproximando-a da categoria intelectual da classe dirigente. Neste caso, a idéia de formar opinião pública é substituída pela idéia de construção ideológica, entendida como a direção política em um dado momento histórico. Sob este aspecto, a elite cumpriria também o papel de dirigente cultural. A ideologia corrente de um determinado grupo seria mantida e coordenada, em tese, pela elite deste mesmo grupo.

Comercialmente falando “Elite” assume uma característica que indica qualidade e preparação para a vida no mundo capitalista neoliberal que vivemos. Pessoas que possuem um grau de educação maior que a maioria das outras pessoas, normalmente associada a um poder aquisitivo maior.

Assim, vejamos se o Boffer Swordplay é um jogo de elite. Normalmente seus equipamentos são caros. Suas versões de armas mais baratas, vendidas em eventos de anime ou similares quase sempre ultrapassam a soma dos 20 reais. Clãs, reinos e grupos têm normas de vestuário – coisas que outros hobbies quase nunca possuem. O fato de precisarem de acessórios como braçadeiras e peças que se parecem com suas contrapartes medievais, por exemplo, pode transformar uma inocente partida de fim de semana num gasto que pode facilmente superar os 300 reais. Tão certo quanto existe equipamentos caros (espadas de fibra e material importado) também existem suas contrapartes mais econômicas.

Hoje vivemos num mundo onde as pessoas não sabem mais ler. Ou não sabem, ou não querem, ou têm preguiça. Um bom leitor, daqueles que os professores de português adoram praticamente está em extinção. Para fazer o teste basta ir a qualquer escola e pedir que os alunos leiam as páginas de seus próprios livros. É uma leitura dura, sofrida e cheia de erros. Compreensão do que foi lido? É raro. Como professor posso atestar a veracidade desses fatos quando passei um trabalho – uma espécie de ficha de leitura – sobre um filme que assistimos em sala. “Desastre” é a palavra que me veio à mente quando vi o calibre da resposta dos alunos. E Boffer Swordplay demanda alguma leitura.

Então, dentro de uma visão mais simples do que temos hoje no Brasil o Boffer Swordplay é quase uma exclusividade de pessoas que sabem ler e têm algum dinheiro para gastar com seu hobbie. Não é diferente do aeromodelismo, da miniaturização, da coleção de selos… a elitização do gênero depende de quanto você está disposto a gastar com ele.

E no fim das contas o Boffer Swordplay é uma coisa de elite? De certa forma sim, uma vez que ele não vai, nunca, ser uma coisa para todos. Em menor grau ele vai ser como o futebol, que tem seus fãs e seus detratores; que tem seus “CR7” e seus “eu odeio futebol”. O Boffer Swordplay tende para um seletivismo de seus praticantes, tanto quanto qualquer outro hobbie.

E sendo de elite é possível que ele se popularize? Sim. Experiências bem sucedidas neste sentido já foram vistas e sentidas no Brasil. Grupos como o Makkakuh, o Stardust entre outros. Boffer Swordplayers bons, acessíveis  com poucos acessórios e com um forte apelo “popular” introduzem dezenas de jogadores todos os meses (quando não temos pandemia). Simplicidade parece ser a palavrinha mágica para fazer um jogo girar de forma muito adequada. Palavrinha que os veteranos parecem esquecer ou odiar. Iniciativas dessas pessoas realmente fazem a diferença neste espinhoso caminho.

O que precisamos fazer – com urgência – é encontrar formas de popularizar o Boffer Swordplay nos dias de hoje, no atual cenário. Ficar sonhando com eventos como o Bicoline ou o Battle of the Nations: Brazil é só isso... um sonho.

domingo, 10 de maio de 2020

Em vez de dizer não, fique calado no primeiro momento.


O poder do negativo

Eu sempre procuro enxergar partes das minhas práticas de vida em outros pontos da minha vida. Não dá para dissociar o “Betão professor” do “Betão que treina swordplay” do “Betão pai”. São só faces da mesma pessoa. E sempre que eu consigo fazer isso, ou seja, ligar partes diferentes da minha vida, eu costumo ter resultados muito bons. Se não resultados, pelo menos uma boa elucidação a respeito de alguma coisa.

Esses dias estava conversando com algumas pessoas e percebi o poder de uma negativa. O negativo tem um poder muito grande em nossas vidas, especialmente em redes sociais.

Sempre que eu tento trazer coisas novas, seja para os campos de treino, as salas de aula ou mesmo o convívio social com a minha família, um simples "não" tem um poder avassalador de fazer as coisas darem para trás. 

Foi isso quando tentamos mudar o formato das provas bimestrais do formato Enem (múltipla escolha a, b, c, d, e) para o formato PAS (certo/errado, onde uma errada anula uma certa). Quem se prepara bem para o PAS passa no PAS e no Enem. Quem se prepara apenas para o Enem pode até passar no Enem, mas reprova, com certeza, no PAS. O Processo de Avaliação Seriada da UnB é bem complicado.

As discussões já estavam bem avançadas quando um professor mais antigo levantou a mão e disse: “Ah gente, quanta complicação! Para quê correr tanto se o destino de todos é a morte? Eu que não vou fazer essa prova não. Ninguém pode me obrigar a seguir por essas propostas de vocês. Vamos fazer como a gente sempre fez, gente. “ Dito e feito, a proposta foi por terra e atrasamos o desenvolvimento dos alunos em alguns anos.

A mesma coisa acontece com swordplay. Toda vez que você solta uma ideia nova, diferente, aparece alguém com um “não”. Tem umas pessoas no meu grupo que eu aprendi a fazer audição seletiva do que eles falam.

Vamos fazer famílias dentro do grupo, para interagir mais o pessoal com a Lore do grupo: Eles reclamam das famílias; Vamos fazer classificações para que as pessoas mais competitivas se sintam engajadas: Eles reclamam das classificações; Todo mundo tem dois pontos de vida: Eles reclamam também dos pontos de vida! Então fica muito complicado criar alguma coisa, se eu der ouvidos a eles. Tem um que fica “acho que a gente deveria aprender umas técnicas novas”, aí quando a gente começa a ensinar técnicas novas ele vem “aí que isso é meio chato...”

Entretanto, nem todo mundo tem essa audição seletiva. Se um cara desses solta um “ah que ideia ruim, não quero” no meio de uma lista do zap ou de um grupo do face, já tem dez pessoas que pelo “pensamento de rebanho” vão bodejar o “não, não quero” junto com ele.

Por isso eu peço a você que se você não tem nada de bom a dizer de uma ideia que o pessoal do seu grupo acabou de soltar, fique calado. Quando a ideia for posta em prática, aí sim todo mundo vai adorar ouvir você.

Foi mesmo o fim dos Lordes de Ferro

Hoje, depois de muito tempo e muitos avisos, eu excluí definitivamente a conta do Instagram dos Lordes de Ferro. Foi o primeiro grupo de swo...