sábado, 26 de janeiro de 2019

Nomes, nomes, nomes...


Eu me lembro dos anos dourados da minha adolescência, quando eu entrei como segundo baterista de uma banda cover do Black Sabbath chamada Storm Bringer. Mas uma das lembranças mais fortes desse período foi o tempo que levou para escolher o nome da banda.
Talvez seja a coisa mais difícil não seja você montar uma banda de rock ou uma banda de qualquer gênero musical, ou você ser talentoso ou conseguir sucesso e sim descolar um nome legal.
Lembro que muitos anos atrás eu vi uma entrevista da Paula Toller a respeito da criação do kid abelha e os abóboras selvagens. E este nome 'kid abelha' não tinha sido a primeira opção da banda. Nem a segunda, nem a terceira, nem a 15ª! É que todos os nomes bons para banda já tinham sido pegos/escolhidos. 
Quando assunto é swordplay não fica muito longe disso não. Alguns temas, nomes e cores são tão manjados que é até um tipo de “vergonha alheia” você beber dessa fonte mais uma vez. 
Afinal de contas quantos clãs/grupos surgiram ao longo dos anos que tem como símbolo um dragão ou que busca inspiração nos míticos cavaleiros templários? 
Pelo menos uma centena de clãs, não só no Brasil mas no mundo inteiro, fazem esse tipo de coisa. E por que fazer isso? Porque esses nomes e esses símbolos carregam muita força. 
Tudo bem Betão... E o que que eu posso fazer para criar um nome legal de Clã e um símbolo bacana que não faça eu ficar igual a uma dezena de outros clãs por aí? 
A primeira coisa que você tem que fazer a pesquisa. Existem centenas de unidades militares especiais dos tempos medievais e clássicos que você pode se inspirar. Você também pode pegar a unidade de algum livro  Fantástico. Porque não se inspirar nos cavaleiros de Rohan do Senhor dos anéis, ou mesmo na ordem do forte da vela no cenário de RPG de forgotten realms? E quantas símbolos porque não buscar animais mitológicos? Unicórnios, Phoenix, tigres grandes mamíferos, tudo pode ser uma grande inspiração para você. Existem até sites que permitem que você monte seu brasão usando imagens e modelos predefinidos de heráldica.

Então, vamos parar de preguiça e vamos começar a fazer nomes bacanas.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

E como vão ser as disputas no torneio?


Simplicidade e transparência. 

Todas as competidoras vão se enfrentar uma vez para cada modalidade. Em caso de vitória a competidora recebe 3 pontos. Em caso de derrota, não recebe nenhum ponto. Em caso de empate, cada competidora recebe 1 ponto. Vai ser assim para todas as competições. A que acumular mais pontos vence. Se persistir empate, as duas com mais pontos fazem uma luta final.

E como vão ser as lutas? Quem causar 5 pontos de dano na oponente primeiro vence. As lutas vão ser no sistema ponto e para. Cada vez que um ponto foi diagnosticado por um dos juízes ou for acusado por uma das lutadoras a luta será paralisada, o ponto será computado e a competição recomeça. 

Braço: 1 ponto
Perna: 1 ponto
Peito, ombros e costas: 2 pontos
Barriga: 2 pontos

Golpes em áreas proibidas (pescoço, nuca, rosto, seios, genitais, etc) causam a perca de 2 pontos. Não haverá repescagem.

Vamos tentar gravar o torneio, mas sabe como é...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Regras do campeonato - parte 1


Betão e as regras do Torneio?

Vamos falar hoje sobre os equipamentos.

Na competição de adagas vão ser usadas... adagas (dãã!)
A adaga deve ser macia e segura, tanto para cortes como estocadas.

Na competição de armas livres você vai lutar com a arma, ou combinação de arma que você mais se identifica. Se você gosta de escudo e espada curta, use isso. Se você curte uma espada média e uma espada curta, use essa combinação. Se você prefere uma espada longa, bem... acho que deu para entender.
As armas e combinações possíveis são:
Duas adagas;
Duas espadas curtas;
Uma arming sword e uma espada curta;
Uma arming sword e uma adaga;
Uma espada curta e uma adaga;
Escudo e adaga;
Escudo e espada curta;
Escudo e arming sword;
Escudo e lança;
Espada longa;
Machado Longo.

Na competição de lança e adaga vão ser usados, er, bem, lanças e adagas. Você pode deixar a adaga de lado se quiser e usar só a lança. É por sua conta.

Na competição de arco e flecha (tá de zoeira né?)...
Arcos devem ser de cano, qualquer cor de cano, e devem medir no máximo 150cm, as flechas vão ser fornecidas pelos Lordes de Ferro

Tá e quanto mede cada uma dessas armas?
Adaga: até 49cm de comprimento total.
Espada curta (shortsword): de 50cm até 69cm de comprimento total.
Arming Sword: de 70cm a 105cm de comprimento total.
Espada longa (longsword): de 106cm a 130cm de comprimento total.
Arma de haste (lança): até 170cm.
Escudos: obrigatoriamente redondos – ou o mais próximo disso que você conseguir – com bordas acolchoadas. Pode ter pegada central ou pegada em strap; essa é por sua conta. O diâmetro do escudo deve ser suas vezes a medida do cotovelo da guerreira até o nó dos dedos. Então, se uma guerreira tiver 45cm do cotovelo ao nó dos dedos o seu escudo vai ter um diâmetro de 90cm (45x2=90).





Campeonato à vista!


É com muita honra que eu, Valberto Filho (Bethanos), rei dos Lordes de Ferro – Gama – DF convido todas vocês para tomarem parte do nosso torneio da Amazona de Ouro.
O torneio acontecerá no domingo,  19 de maio de 2019, a partir das 15:00 horas no parque leste, na cidade do Gama – DF.
O torneio é de entrada gratuita e a premiação prevista é apenas para o primeiro lugar. As modalidades são:
·         Adaga
·         Arma livre
·         Lança e Adaga
·         Arco e flecha
Regras e pormenores serão divulgadas nos dias subsequentes.
Então, Amazona? O que você está esperando? Venha lutar conosco, e provar o seu valor.




terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Novo local de treino

Ficou misto de sentimentos que venho por meio desta avisar a todos amigos dos Lordes de Ferro que o nosso local de treino mudou.
Nós não treinamos mais no setor central do Gama, próximo ao galpãozinho, simplesmente por motivos de segurança. Existe um grande número de mal elementos rondando o setor central justamente por causa disso deliberamos mudar o local do treino.
O nosso novo local de treino é o parque infantil dentro da praça do cine Itapuã, conhecido carinhosamente como Park leste do Gama. Alguns pontos de referência são agência do Correios do Gama, o próprio cine Itapuã, a Bull's hamburgueria.
Espero todo mundo no nosso novo local de treino, já a partir deste domingo dia 16 de dezembro de 2018.








segunda-feira, 26 de novembro de 2018

3 regras para Trabalhar com grupos grandes


Lembro-me de ter lido uma entrevista do Bruce Dickinson onde ele falava da logística de um show do Iron Maiden. Uma frase me marcou com certeza: “um turnê como a que fazemos hoje não é a mesma coisa de jogar os instrumentos numa van, cheia de amigos, com algumas cervejas no porta-malas”. E eu ficava sonhando quando é que eu teria o prazer de dizer uma frase no mesmo nível para um assunto que eu gostava. Esse dia chegou, e é como diz a música keeper of the flame, da banda Blackmore’s Night: “be careful of what you wish for, And make sure when it knocks at your door, It'll be what you need, not some fantasy, That will haunt you forever more” (tradução livre: “Tenha cuidado com o que você deseja, E certifique-se que quando bater à sua porta, Vai ser o que você precisa, não alguma fantasia, que vai assombrá-lo para sempre e além”).

“Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização. Controlar muitos ou poucos é uma mesma e única coisa. É apenas uma questão de formação e sinalizações”. (Sun Tzu – a arte da guerra, Capítulo V: Estratégia do Confronto Direto e Indireto).

Estava olhando as fotos dos Lordes de Ferro. Sempre, ou quase sempre, ao final de cada treino eu tiro uma foto das pessoas reunidas. Para ter uma lembrança daquele dia. Tivemos dias muito bons, e dias igualmente ruins. Lembro que num treino tivemos apenas três pessoas: eu, o Bardo e a Gelo. Naquele dia pensei em desistir do hobbie e fazer qualquer outra coisa. Mas olhando as fotos do último treino, quando tivemos trinta e duas pessoas, penso que fiz bem em não desistir. Mas teve outra coisa que eu tie de fazer bem também: me preparar para quando o grupo fosse maior.

No começo eu ficava feliz quando tínhamos cerca de dez a quinze pessoas por treino. Dava para fazer um treino bom, mesmo que eu não tivesse uma organização fenomenal. Eu tinha alguma organização, é verdade, e sempre planejava com antecedência o que íamos fazer naquele dia. Cacoete de professor: planejar para ter o que fazer.

Quando eu percebi que estávamos passando fácil da casa das duas dezenas de jogadores em campo soube que seria a hora de programar regras mais severas e organização mais séria para o treino. Passei a cobrar um equipamento mínimo de cada membro, além do tabardo; passamos a fazer fichas de inscrição, e criamos um sistema de regras padronizado que cada jogador tem acesso. Regras e punições foram estabelecidas e para que sejam levadas á sério eu não tenho qualquer pudor em aplicar a lei. Esse sistema de regras está em sua versão 1.5 e passará por uma revisão no final de 2018 para se acomodar às necessidades do reino para 2019.    

Então, a primeira regra para se comandar grupos grandes é criar um sistema de regras amplamente divulgado e claro, que qualquer um seja capaz de ler e de entender. A partir deste ponto é preciso que as pessoas compreendam que a liderança existe e que deve ser seguida. O trabalho da liderança, inclusive, é o de aplicar as regras e as punições para todos. Quando o grupo recebe um comando deve fazer o seu melhor para cumprir esse comando.

A segunda regra é fazer com que suas ações falem mais alto do que suas palavras. Não apenas falem mais ato, mas falem com coerência.  Eu não posso exigir do meu grupo nenhuma forma de honestidade em combate se eu mesmo sou desonesto; Não posso exigir coragem ou habilidade de meus comandados se meus generais assim não o forem; Não posso exigir justiça ou parcimônia se eu proteger de forma injusta alguns membros do grupo em detrimento de outros. As minhas ações devem ser capazes de convencer meus comandados que o meu principal cuidado é “preservá-los de toda desgraça.”

A terceira regra tem a ver com o conhecer para administrar. Lembre-se dos nomes de todos os oficiais e subalternos. Tenha um registro fiel, anotando o talento e suas capacidades individuais, a fim de aproveitar o potencial de cada um. É para isso que servem as fichas de inscrição. Manter essas fichas atualizadas é um passo importante para você saber o que esperar de cada uma das pessoas de seu grupo.

Sun Tzu encerra a questão com um aforismo bem interessante: Em poucas palavras, o que consiste a habilidade e a perfeição do comando das tropas é o conhecimento das luzes e das trevas, do aparente e o secreto. É nesse conhecimento hábil que habita toda a arte. Assim, o perito ao executar o ataque “indireto” assemelha-se ao céu e as terras, cujos movimentos nunca são aleatórios, são como os rios e mares inexauríveis. Assemelham-se ao sol e à lua, eles tem tempo para aparecer e tempo para desaparecer. Como as quatro estações, ele passa, mas apenas para voltar outra vez.

Em outras palavras: organize-se, conheça o seu grupo e mantenha uma liderança firme e honesta. 

Tudo vai se ajeitar.

domingo, 4 de novembro de 2018

Swordplay para deficientes

Um colega meu sugeriu que eu fizesse um texto abordando as reais possibilidades do swordplay servir para pessoas com deficiência. 
Eu achei um tema bastante interessante, apesar de no momento da sugestão eu não ter qualquer subsídio para desenvolver uma ideia minimamente adequada. Então eu fiz como qualquer pesquisador que tem um assunto novo em mãos faz: saí em busca de pesquisas. E nada melhor para me ajudar do que profissionais que trabalham com pessoas com deficiência. Levei algum tempo para contactar todas as pessoas que eu queria e fazer as pesquisas necessárias para me sentir à vontade para escrever essas mal traçadas linhas. Devo admitir também que o resultado final talvez não seja o que você está esperando. Mas acredito que como ponto de partida o texto cumpre a sua função. 
A grande questão aqui é a adaptação do Esporte e suas regras para pessoas com deficiência. O melhor exemplo que eu posso pensar é o futebol de salão para cegos. Existem regras especiais para essa modalidade: bola com Guizo, plateia em silêncio, goleiro capaz de enxergar, mas usando venda nos olhos...
A mesma coisa pode ser feita com swordplay. Basta adaptar colocando guizos nas espadas, vendando os adversários que porventura não possuam deficiência visual. 
Mas e quando é a deficiência não trabalha com um dos sentidos? E se é uma deficiência motora? Uma pessoa que perdeu a mão ou que usa uma prótese na perna? 
A explicação mantém-se a mesma: a pessoa pode e deve utilizar equipamentos adaptados para a sua condição. Existe um grupo de recreação Histórica viking no Brasil em que um dos participantes não tem uma das mãos. Isso não impede que ele use um escudo amarrado ao braço ou que seja extremamente perigoso e ameaçador usando uma espada ou o machado na sua mão hábil.
Com a questão da prótese basta colocar por cima dela uma armadura ou peça de armadura que a torna imune a golpes. Devemos lembrar que neste caso específico a proteção adequada da prótese é indispensável. Muitas próteses foram feitas para suportar o peso do corpo e caminhar mas não foram feitas para receber golpes laterais com espadas de espuma. Neste caso mais do que nunca o cuidado com o outro é indispensável. 
Se o seu grupo não trabalha com regras de Armadura vale a pena dar uma olhada nas que estão na página do pessoal da Gladius swordplay.
No fim das contas tudo se resume a duas coisas: vontade de inclusão e adaptação das regras. É óbvio que uma pessoa cega não poderia ir para uma linha de batalha massiva como a que temos no encontro Paulista de swordplay. Mas isso não deveria ser empecilho para qualquer pessoa participar e se divertir com a nossa modalidade favorita. 

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Relato do EBSB 2018


Eu tenho estado ausente deste blog. Peço desculpas aos meus 1d6+1 leitores. Mas o mundo real chamou por minha atenção nos últimos meses e mesmo que eu tivesse uma pauta razoavelmente interessante para escrever, me faltava tempo hábil para tal.

Mas, para começar a falar de tudo o que aconteceu no EBSB deste ano, eu preciso retroceder no tempo.

Mas se você não quer saber disso, vá rolando a tela até achar um paragrafo que começa com a frase “Então é agora que eu começo a falar do evento”.

Pelo menos um ano e uns meses quando o meu antigo grupo de swordplay, os cavaleiros da virtude/eldhestar chegou ao fim. Eu estava conversando com o meu amigo Manassés Cohen, o samurai judeu, sobre isso. Conversa vai e vem ficamos de montar um novo grupo do Gama – a cidade que eu moro atualmente. Escolhemos o lugar e começamos a fazer a divulgação. Contamos com a valiosa ajuda de Rhayra dos Santos que nos trouxe nossos primeiros recrutas. Foi com poucos treinos do meu grupo, sem nome ainda, que tivemos que tomar algumas decisões importantes: seriamos filiados à Aliança de Beufort ou seríamos um grupo independente, andando com nossas próprias pernas? Teríamos a estabilidade e o know-how de um grupo estabelecido com mais de dez anos de estrada ou optaríamos pela liberdade de dar forma a nos mesmos e seguirmos por nosso próprio caminho?    Escolhemos a segunda opção e foi aí que a minha vida – e minha relação com o EBSB – mudou para sempre.

De repente, lá estava eu, sozinho, dando a forma que eu achava que o grupo precisaria ter para crescer. Já tinha falado com grandes nomes do swordplay do Brasil, pessoas que eu respeito e admiro como Juan Sebastian do Aliança e Glauco da Magnus Legio. Então eu fiz o que todo professor sabe fazer: preparei um planejamento daquilo que eu queria que o grupo se transformasse. Comecei introduzindo os escudos aos poucos e depois as lanças. Depois passamos a adotar a formação de hoplita – a mais completa, em minha opinião.  Não apenas isso. Era a formação usada por outro grupo que eu admiro muito – mas que tem uma injustificada má fama: os cavaleiros da morte / death knights do Rio de Janeiro. Eu disse tem? Não tem mais. Mas calma, que eu estou passando o carro na frente dos bois. Já, já eu volto a essa questão.

Naquele momento eu sabia que eu queria um grupo como o DK. Uma compacta formação de hoplitas, bem oleada e que sabe trabalhar em equipe. Era isso que eu queria, mas tinha coisas que eu não queria. Eu não queria aqueles escudos “porta de frigobar”. Como historiador, preferi ficar com os tradicionais escudos gregos redondos com um quê de escudos vikings – muitos dos meus jogadores são fãs da série.

E então começamos a trabalhar para fazer um escudo e uma lança para cada membro do grupo. Depois disso treinamos exaustivamente as formações básicas de hoplita: golpes, movimentação, formação.  Tudo isso para levar um time pequeno e funcional para São Paulo daqui a dois anos. Eis que surge no horizonte o EBSB. A nossa grande chance de nos apresentarmos. Seria o nosso cartão de visitas.

Então, durante os dois meses anteriores ao EBSB eu fui pilhando o grupo com cada pedaço de informação que eu podia garimpar do evento em si. Ia dizendo a eles: “Olha, o pessoal do Tocantins vai trazer 15 pessoas. Do Tocantins! Não podemos fazer feio! Você mora no DF e no entorno e, portanto, não tem desculpas para não ir”. Ou então “Você não vai? Vergonha, vergonha, vergonha!” Acabou dando certo. Conseguimos levar 36 pessoas para o evento.

Então é agora que eu começo a falar do evento.

Não era para irmos no sábado. Mas como eu ia bancar o cicerone de alguns grupos como o DK e os Macacos eu coloquei dois malucos no Betão-móvel e tocamos para o parque da cidade. Foi um dia maravilhoso de reencontros, batalhas e bate-papo gostoso com amigos que se não fosse pelo swordplay eu jamais teria conhecido. Meio a meu contragosto os meus meninos Thalles e Johnnie Walker se meteram nos torneios. Eu parei para ver a luta do Walker com o Gabriel Carrusca. Walker tem pouco mais de um ano de treino enquanto Carrusca tem pelo menos seis anos. Tava na cara que o Carrusca ia ganhar – e ganhou.... mas foi por pouco. Mas não foi isso que me chamou atenção. Foi o fato do Walker não ter precisado dos juízes em nenhum momento. Ele acusou cada golpe que recebeu e saiu de lá como um vencedor aos meus olhos. Mais tarde Carrusca e falou sobre a luta: “Foi uma das melhores lutas que Eu tive lá. Não sei em que nível ele está, mas luta bem de espada e escudo. Ele tem movimentos rápidos”.  

Também tive a oportunidade de no sábado mesmo treinar com algumas pessoas e saber do infeliz incidente com a delegação dos Macacos. Numa atitude mais do que feliz a organização do evento postergou os demais campeonatos até que eles chegassem. Aproveitei para conversar longamente com o Richard Jorge do DK e fiquei muito triste em saber como algumas palavras maldosas e críticas destrutivas afastaram alguns membros do DK do evento.

E quem teve a oportunidade de conversar com a pequena, mas competente, delegação dos DK pode atestar, como eu também atesto, que as críticas são infundadas. Se elas foram verdadeiras algum dia hoje não passam de “Fake News”.

Encontrei o Daniel dos cavaleiros da Távola Redonda, a sua esposa Pandy e o seu ferreiro Frederico Galheiro. Pessoas maravilhosas. Impressionado com o arsenal deles.

O ponto alto foi a chegada dos macacos. Que grupo mais divertido. E habilidoso também.  
O dia das massivas começou devagar, com um sol de rachar o coco. Todo mundo cansado do sábado.  Mas eu não reclamei nenhum momento. Todo mundo sabia que a semana tinha sido toda chuvosa, com tempestades e o escambau. O sol era mais que bem vindo.
O meu grupo foi chegando aos poucos. Fizemos a última checagem nas armas e mandei todo mundo lutar. Ficar sentado era para gente velha como eu.

No fim as massivas foram incríveis. Os juízes fizeram o possível e os líderes de clã brilharam colocando ordem em suas hostes. Lindo ver a habilidade do Romulo do Alamut com o arco ou ver o desempenho impecável do Luiz Felipe com seus sabres de luz que faziam barulhinho.

Mas nem tudo são flores, abraços e lutas divertidas. Algumas regras da organização como a de cobrir totalmente o cabo das lanças para que se parecessem mais com armas reais (sem mostrar o cano pvc) só deram prejuízo. Eu entendo que “em roma como os romanos” e que se eu aceitei as participar do evento eu aceitei suas regras, mas acho que essa poderia ser revista.

Vou encerrar esse relato com a frase do Cezar, um dos meus meninos: “O EBSB, pra mim, serviu como um motivador. Ver tanta gente engajada e se esforçando, mas sem perder a camaradagem, pessoas habilidosas num nível que eu nunca pensei. Tudo isso me fez ter vontade de  melhorar e treinar cada vez mais, a minha vontade depois do EBSB, é de trazer cada vez mais pessoas pra dentro do esporte”.

É isso gente. Nos vemos de novo em 2020!

PS: não tem fotos. Eu estava ocupado demais me divertindo para tirar fotos. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Obrigado por sua consideração


Yoroshiku Onegaishimasu

Uma das primeiras coisas que você aprende quando começa a treinar no Instituto Niten de kenjutsu é a seguinte frase: yoroshiku onegaishimasu. Eu sempre pensei que se traduzia como “me ensine, por favor”, mas depois de alguns anos descobri que se traduz por “obrigado por sua consideração”. Bom, o efeito é plenamente o mesmo.

O efeito da frase é agradecer. Normalmente usávamos quando algum superior lutava conosco e nos vencia. A frase servia para agradecer o trabalho que o senpai teve conosco, sua consideração com o nosso aprendizado. Afinal, ao nos derrotar, ele mostrava onde estava a falha de nossas técnicas, a brecha em nossas defesas, o erro em nossa postura. Ele nos permitia aprender com o seu estilo, com a sua experiência, mostrando o caminho certo para ser trilhado.

E por que trazer este tema à tona? Porque muitas vezes esquecemo-nos de agradecer. Esquecemo-nos de agradecer o colega de treino que para a sua luta para nos mostrar o jeito certo de conduzir o combate; esquecemo-nos de agradecer ao ferreiro do clã por manter as nossas armas em boas condições; esquecemos de agradecer ao colega que passou a semana inteira planejando o treino para que ele ficasse divertido e legal. E não fazemos isso por mal. Fazemos porque, no nosso mundo apressado, acabamos esquecendo coisas simples como agradecer. Agradecemos então, não para inflar o ego dos colegas, mas para mostrar que estamos felizes em ter um bom colega preocupado com o nosso crescimento.

Então pare de bancar o ingrato e comece a agradecer o que os outros estão fazendo por você, para que o se treino seja cada vez melhor.

Foi mesmo o fim dos Lordes de Ferro

Hoje, depois de muito tempo e muitos avisos, eu excluí definitivamente a conta do Instagram dos Lordes de Ferro. Foi o primeiro grupo de swo...