domingo, 15 de novembro de 2015

Arena circular

Olá gentes,

Hoje quero falar com vocês de uma atividade que tivemos meio que por acaso no treino passado. Foi muito legal e achei que foi bem divertida. O nome é arena circular.

A arena circular consiste em que todos os participantes façam um círculo bem largo. Então entram dois contentores e duelam. Cada um tem dois pontos de vida e se aplicam as regras pertinentes a cada grupo. O perdedor volta para o círculo e um novo desafiante entra. Assim vai revezando até que todos que tenham interesse entrem no circulo e testem suas habilidades.

A meu ver a grande vantagem que esta atividade fornece é que você pode lutar um a um com qualquer pessoa do seu grupo ou clã. Você pode fazer aquele x1 que você sempre quis com aquele colega, mas nunca teve tempo. Você pode evoluir suas habilidades contra alguém bem mais treinado que você e pode ser que se veja derrotado por alguém que nunca fez isso antes. Além de estreitar os laços de camaradagem é uma boa atividade para que os mais graduados do clã possam ver o desenvolvimento individual do grupo.

Até a próxima!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Quando o inimigo está do seu lado

Quando o caldo azeda.


O mal estar entre colegas do mesmo grupo é mais comum do que se imagina. Grupos musicais famosos como os Rolling Stones não entram em turnê se não forem com uma espécie de psicóloga/juíza de paz que vai fazer a mediação entre os membros. Tenho colegas que trabalham lado a lado, fazem anos, na mesma repartição pública e não trocam sequer um bom dia. E é claro, essa situação pode afetar – e muito – grupos de swordplay.

Bem, pode ter começado como um mal entendido, uma troca de impropérios num momento em que o sangue estava quente, um golpe mais forte que acabou deixando certo rancor, uma série de pequenos desentendimentos que foram se acumulando, ou qualquer outro motivo, mas fato é que você não suporta mais aquele seu colega de treino. Você não vai deixar de treinar e é muito provável que seu colega também não deixe. Como suportar e treinar junto com aquela pessoa que você não quer ver nem "pintado de ouro”?

A boa notícia é que se você está passando por esse problema e consegue ler este texto, provavelmente você já tem todas as ferramentas necessárias para resolver ou amenizar a situação.

A primeira coisa que você tem que entender é que não existe nenhuma lei cósmica que obrigue você a gostar de todo mundo. O reverso é verdadeiro: ninguém é obrigado a gostar de você. Mas como vivemos numa sociedade regida por um código de conduta moral, as coisas vão bem além dessa questão. Não preciso gostar de você, mas tenho que te respeitar. Ser respeitoso não é ser falso (ou falsiane, como dita agora a moda dos memes nas redes sociais). Ser respeitoso é agir de forma socialmente aceita para evitar conflitos desnecessários. É mais ou menos a mesma coisa de você dar bom dia para a tia que você não gosta ou para o professor que você não suporta: você não está sendo falso; está apenas cumprindo um ritual social, sendo ou demonstrando ser educado.   

Então a primeira dica é essa: cumpra estritamente os rituais sociais. Dê bom dia, boa tarde e boa noite, e se for o caso pode até apertar as mãos, mas não passa disso. Você não precisa nem sorrir, embora não seja de bom tom ficar com cara de quem foi reprovado no exame de fezes. Se não for uma obrigação, não precisa nem mesmo dar bom dia. Com o tempo vocês dois vão entrar em sincronia e meio que vão “se evitar mutuamente”.  

Se os santos de vocês não se batem, evite a pessoa no campo de batalha. Isso é mais fácil de conseguir em grupos grandes, mas é plenamente manobrável também em grupos menores. Se o seu dessabor está no mesmo time que você basta ignorar a presença dele/dela. Se ele está no time oposto, basta evitar essa pessoa no campo de batalha. Resista a tentação de ir até lá e enfiar a sua espada de espuma de flutuador no meio das costelas daquele infeliz escutador de Anita. É como diz um colega meu, o Júlio: “se o problema não te encontra então você não tem problema”.

E quando eu tenho de treinar justo com aquela pessoa? Bom, pode acontecer. Alguns grupos criam dinâmicas de treinamento que exigem que você dialogue ou trabalhe com aquela pessoa que você não gosta. Tenha em mente que isso vai ser temporário. Simplesmente faça o que foi pedido no exercício/treino e nada mais. Seja educado. E só. 

Óbvio que o ideal seria chamar a pessoa de lado e colocar tudo em pratos limpos. Mas sei bem que às vezes isso não é possível, nem desejável e nem necessário: aliás, só causaria mais transtornos e desavenças, azedando o caldo ainda mais.


Resumindo: seja respeitoso, evite a pessoa e mantenha uma distância segura. No fim, dará tudo certo. 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quer bem feito? busque um profissional.

Nada supera o profissionalismo.

Desde que entrei no swordplay eu tenho me tornado um entusiasta da arte da forja. Criar armas e equipamentos é uma parte que para mim é muito divertida e pessoal. Você pode soltar a imaginação e criar aquela arma, escudo ou peça de armadura que você sempre sonhou. É uma satisfação e tanto entrar no campo de batalha usando armas únicas, aquelas que foram gravadas com o seu suor e o seu cuidado. Armas suas.

E desde que eu entrei para esse mundo das forjas de silvertape tenho buscado me aprimorar cada vez mais. Para isso eu busco sempre novos vídeos na internet. Nota de agradecimento especial ao pessoal do Magnus Legio e do Bellator, sem os quais eu ainda estaria quebrando a cabeça sobre como fazer uma espada.

Mas eu sempre fui um forjador de fim de semana. Nunca pensei em vender os frutos do meu trabalho. Até porque eu não preciso. Eu já tenho um emprego. Eu já sou profissional numa área que nada tem a ver com o swordplay. Eu sempre tive muita curiosidade em saber como seria encomendar uma arma de uma pessoa que é profissional no assunto. E para a minha primeira encomenda eu procurei um pessoal que faz parte do meu círculo de conhecimento.

Contatei o Victor, das Gatosas de Prata. Ele é um dos membros da Aliança Beufort, a mais bem sucedida associação para a prática do swordplay aqui no DF e cavaleiro dos grifos de prata - um dos grupos mais honrados. Quase todo o contato com ele foi feito via chat do facebook.

Daí eu pude perceber o que é profissionalismo quando o assunto é swordplay. Desde o primeiro momento o Victor se mostrou verdadeiramente interessado no meu pedido. Conversamos longamente sobre o que eu  esperava da arma, se tinha imagens de referência, tamanho da arma, se seria de fibra ou cano... ele tomou cuidado até mesmo para perguntar se eu tinha algum problema dele usar couro no cabo da espada. O atendimento não poderia ser melhor. Mesmo apenas via chat ele passou sempre muito profissionalismo, atenção e paciência para explicar tudo o que eu perguntava.

Mas quando eu peguei a espada pela primeira vez ela era muito mais do que eu esperava. Era leve, ágil e muito bonita. Muito parecida com a imagem que eu tinha mandado para o Victor. Foi nesse momento que eu percebi a diferença entre um amador e um profissional. Mesmo com o equipamento dele eu não teria habilidade para fazer uma arma daquele porte. Estou de lua de mal com ela, como dizem.
Modelo I

Modelo II


Espada pronta

Não é linda? Estou em lua de mel...

Não apenas o pré-atendimento, e o atendimento foram exemplares, mas o pós-atendimento foi incrível. Além de ganhar 20% de desconto no próximo pedido eu ganhei uma garantia “para toda a vida” por parte do Victor. Não que eu espere precisar usar. A espada é muito sólida e é a melhor que u já usei na vida.

E o preço? Eu não achei caro não. PI e fibra de vidro, sem falar de todo o cuidado para proteção e detalhes... R$70,00. Fantástico.


SERVIÇO: 
Página das Gatosas. https://www.facebook.com/gatosas
Victor Lima. https://www.facebook.com/victor.lima.547?fref=ts

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Grupos de Swordplay no Distrito Federal

Com a ajuda do inestimável e inexorável Glauco da Magnus Legio vou postar aqui uma lista mais ou menos atualizada dos grupos de Swordplay do DF. Vai que um deles é perto da sua casa e quem sabe podemos cruzar espadas qualquer dia.

Vida longa ao Swordplay!

Distrito Federal (DF)
 Aliança de Beufort | Brasília | http://aliancadbeufort.blogspot.com.br/
-- Ordem dos SilverGriffens | Brasília | http://ordemdossilvergriffens.blogspot.com.br/
-- Grisel | Brasília | Sem Página
-- Cavaleiros de Ibelin | Brasília | Sem Página
-- Ordem dos Cavaleiros da Virtude | Santa Maria DF| https://www.facebook.com/groups/290815834386415/

Fraternidade Klart Vand | Águas Claras | https://www.facebook.com/groups/1506254379594253/

Lobos da Noite | Brasília | Sem Página

Mercenários | Brasília | http://www.facebook.com/groups/251015685014414/

Ordem dos Assassinos | Brasília | https://www.facebook.com/ordemdosassassinos.df/?fref=ts

SACRA - Esgrima, e Combate Histórico- Brasília - https://www.facebook.com/sacradf?ref=bookmarks
--- Ordem de Ascalon
--- Ordem de Aversa



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Entre semideuses e grifos, um final de semana pra lá de bacana

Não é sempre que meus finais de semana são recheados de muita atividade física. Como professor tendo a usar de forma errada o meu fim de semana. Sempre tem alguma prova para corrigir, algum projeto, trabalho para por em dia ou correção para fazer em algum lugar. Mas dessa vez eu arrumei um tempinho não intencional para ter um fim de semana super movimentado.

No sábado, o já tradicional treino com os cavaleiros da virtude. É um super programa.  É sempre bom rever os amigos e treinar o bom boffer swordplay sem muito compromisso, onde o mais importante é cuidar da segurança do colega e se divertir. Como eu sempre estou forjando espadas novas o treino é o lugar para colocar minhas espadas em teste. O que foi bom: duas espadas minhas estragaram: um machado e uma espada média. Tenho certeza que quem estragou o machado (não fui eu) o estava usando com força excessiva a julgar pelo estrago que o cano de eletroduto preto sofreu. A espada quebrou, mas dessa vez acho que só tive azar escolhendo o material. Tem vezes que escolhemos o pior cano da loja. Durante a semana vou refazer e torcer para não dar mais nada errado. J

No sábadoo fui avisado de um evento do clube do livro DF que se realizaria no domingo. Uma ex-aluna minha, chefe das caçadoras de Artemis, perguntou se eu não poderia dar uma sessão rápida de treino com a espada. Claro. Os semideuses usam na sua maioria espadas curtas e médias. Algumas das armas que levei como machados, escudos e maças foram novidades para eles. O mais importante é que não fui lá para ensinar e sim para aprender com eles. É o que eu mais gosto de ser professor: quanto mais você compartilha o conhecimento mais ele cresce.  

Já depois do evento dei uma esticada até o ninho dos grifos de prata, um grupo de swordplay em Brasília que é aliado dos cavaleiros da virtude e membro da aliança de Beufort. Era o aniversário do grupo e resolvi ir ate lá para dar um abraço no pessoal, prestigiar o campeonato deles, bater papo e participar de uns free-for-all. Foi muito divertido, um espaço privilegiado de verde e grama, entre os prédios residenciais da 307 sul. Foi demais colocar as minhas habilidades em cheque contra colegas talentosos e amigos de outros grupos. Você aprende muito com o jeito de lutar deles – bem diferente do nosso. Aproveitei e treinei um pouco de arco (quatro flechinhas...hahaha) e aprendi algumas posturas de esgrima espanhola .


É certo que não dá para fazer isso todo fim de semana, mas esse foi um fim de semana bom demais da conta. 

domingo, 13 de setembro de 2015

É... está quebrada...

Além de qualquer reparo.


Cedo ou tarde vai acontecer. Cedo ou tarde – mais cedo do que tarde no meu caso – o seu equipamento de swordplay vai quebrar, vai estragar para uma condição além de qualquer forma de conserto. Isso é meio que inevitável, uma vez que usamos como matéria prima canos de pvc, EVA, papelão e espuma de poliuretano. Não foi feito mesmo para durar... a não ser que você faça a sua espada e jamais a use.

O importante nesses momentos é manter a calma e aceitar que a coisa está perdida. O primeiro impulso da gente é tentar consertar – especialmente se você a construiu. Bem lá no fundo da sua cabeça aquela voz diz algo como “você construiu isso cara, pode reformar”. Nem sempre isso é verdade. Quem é um forjador sabe do que eu estou falando: muitas vezes é mais fácil começar uma peça completamente nova do que refazer uma que já existe. Mas que dá raiva, ah, isso dá mesmo.

Você nunca deve ter raiva do colega de treino, se ele for o “culpado” pelo seu equipamento quebrar. Pode ser que aquele golpe mais forte tenha quebrado o cano da sua arma, ou que aquele encontrão tenha acabado por rasgar a alça do seu escudo. Mas essas são coisas que acontecem. Fazem parte do esporte. Ficar com raiva só atrapalha você e os outros. Deve ter sido um acidente e se não foi procure os chefes da sua guilda para reclamar do fato.  

E o que fazer com o equipamento quebrado? Bom, você pode usar como item de decoração. Junte as peças de modo que ele pareça firme e pregue na parede do seu quarto ou sala. Você ainda pode tentar desmontar tudo e salvar matéria prima que pode ser reaproveitada.


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Versatilidade

Ou, como diz Bruce Lee, seja como a água.

Treinar em setembro, no clima de Brasília não é para qualquer um. É um desafio e tanto para qualquer pessoa, atleta ou não. Mesmo assim o Reino dos Cavaleiros da Virtude reuniu 37 bravas almas no sábado 05 de setembro, sob o sol escaldante do cerrado do Planalto Central, com uma temperatura média de 32°C e uma umidade relativa do ar em torno de 31% (dados do meu celular – duvido que esteja correto). Estava quente e seco pra caramba! Muita gente não foi porque mães e esposas proibiram. Só fui porque quando saí de casa o sol estava meio escondido por trás dumas nuvens bem lá em cima.

Para se treinar nessas condições é necessário adequar suas atividades. Protetor solar e muita água, além de estratégicas pausas em baixo das frondosas árvores do campo de treino. Treino leve. Nada de ficar se esforçando além do normal. Tudo para evitar superaquecimento e desidratação.

Mesmo assim a energia foi lá em cima. Tanto é que a estrutura do meu escudo de papelão não resistiu e começou a rasgar nas tiras superiores da amarração do punho.  Esse é o segundo escudo que eu fabrico. Ele tem o tamanho certo para uma pessoa do meu tamanho (1,92m de altura). O meu primeiro escudo, feito de EVA e papelão tinha praticamente 3/4 do tamanho deste. Não podia arriscar que ele se abrisse no meio do combate. Se papelão é barato e tal, a cola que eu usei, além das fitas e do isolante térmico não são. Tinha que trazer de volta para casa e tentar consertar.

Daí que de uma hora para outra eu era um escudeiro sem escudo. Fui à minha sacola de armas e procurei algo que eu pudesse usar. Eu tenho muitas opções pra usar com escudo: uma espada estilo viking (feita no estilo Magnus Legio), uma espada híbrida de katana e espada longa (feita no estilo Belathor), uma maça de cabeça cilíndrica, um machado de uma mão e uma mistura de rapier com cimitarra (também no estilo Magnus Legio).

Resolvi usar uma combinação inicial de espada viking/híbrida. Depois passei para uma combinação maça/machado e por fim fiquei com uma espada/machado. O importante mesmo é que, independente da combinação de armas à minha disposição, eu tive de mudar todo o meu estilo de jogo. Afinal com o escudo grande eu posso adotar uma postura mais defensiva, tanker se preferirem. Já com as duas armas eu tinha de adotar uma postura mis ofensiva em campo de batalha. Nada fácil com um clima como aquele. Mas nada de desanimar.

O importante é ir para cima. É sem dúvida uma das coisas que eu mais faço, independente da arma que eu uso. Detesto os caras que ficam só recuando, recuando, esperando um momento de atacar.

Daí que no final não acho que me saí tão mal. Claro que não é hoje que vou trocar o escudo pela dual. Mas a lição que fica é que quanto mais rápido você se adapta às novas circunstâncias ao seu redor melhor.


Serviço:
Espada Estilo Magnus Legio - https://www.youtube.com/watch?v=nY0s0fA7CBA
Espada Estilo Belathor - https://www.youtube.com/watch?v=vTOMnnH_ojg
Machado Estilo Belathor - https://www.youtube.com/watch?v=sBJ9DH74VXY

domingo, 30 de agosto de 2015

Com luvas ou sem luvas?

No treino da semana passada resolvi testar um usar um par de luvas. Eram luvas dessas simples, de pedreiro mesmo, que você compra nas lojas de 1,99. Elas são macias, de algodão e na palma vem com um monte de bolinhas de plástico que deveriam, supostamente, aumentar a aderência entre a luva e seja lá o que você estiver segurando.

Como era um par de luvas mais surradinho (eu usava para brincar com as minhas cachorras) eu cortei os dedos fora. Ficou uma luvinha estilo aquelas de ciclista, confortáveis e com um jeitão bem rústico que combina bastante com o estilo viking de luta que eu treino.

Bom, na mão do escudo caiu como uma luva (desculpe o trocadilho bobo, mas não resisti). Ajudou a segurar melhor a correia do escudo e deu mais conforto à mão em contado com o material protetivo do escudo. Ajuda a manter o suor das mãos nas mãos, sem deixar que ele vaze para o papelão do escudo. Como eu uso um escudo todo feito de folhas de papelão, os efeitos da água e da umidade são uma preocupação para mim.

Já na mão da espada eu não gostei tanto assim. Como eu raramente faço decoração do cabo com algum material, normalmente seguro no PVC nu. Nessas a pegada ficou estranha e a todo tempo ficava com a impressão de que a espada ia sair voando das minhas mãos a qualquer momento. Tenho apenas duas espadas com cobertura de corino no cabo e nessas a pegada funcionou melhor.

Essa foi a primeira experiência com luvas. Pretendo treinar mais algumas vezes com elas para ter certeza de seus efeitos. E você? Costuma usar luvas? Qual é a sua sensação?


sexta-feira, 21 de agosto de 2015

13 dicas para aproveitar melhor seu treino de swordplay

Feito com a ajuda do professor de educação física Aloísio Pires.


1- O treino de swordplay é um exercício que deve ser praticado com regularidade. Se seu grupo treina apenas uma vez por semana, procure encaixar algumas rotinas de golpes básicos e manobras em casa ou com os amigos. Pacotes de exercícios com as armas que duram de dez a vinte minutos são perfeitos. Tente encaixar ao menos um por semana.

2- Antes de dar início a seus treinos, procure um médico para uma avaliação, principalmente da capacidade cardiorrespiratória. A cada ano refaça os exames (se você tem mais de 40 anos, refaça os exames a cada seis meses).

3- Procure fazer uma refeição leve antes de iniciar o treino. Dê preferência para frutas e carboidratos. Evite praticar swordplay em jejum e após a ingestão de alimentos gordurosos.

4- Evite ingerir bebidas alcoólicas, pelo menos 12 horas antes da prática de swordplay e procure hidratar-se preferencialmente com soluções isotônicas, ou água em intervalos regulares. Evite a ingestão de grandes volumes de água de uma só vez, isto poderá lhe trazer mal estar (a famosa dor desviada).

5- Abandone o hábito de fumar. O uso do cigarro favorece o aparecimento de várias doenças e limita sua atividade física. Se você não fuma, ou nunca fumou, nem pense em começar.

6- Procure dormir pelo menos 8 horas por noite, especialmente na véspera do treino.

7- Use calçados e roupas adequadas e confortáveis para o exercício. Se o dia estiver quente evite usar roupas demais, para não gerar superaquecimento do seu corpo. (Walasson, arrume uma bata, por favor).  

8- Use protetor solar com fator de proteção igual ou superior a 20, pelo menos 30 minutos antes da exposição solar, mesmo com tempo nublado.

9- Evite os horários mais quentes. Se puder use óculos com proteção contra os raios solares (UVA e UVB). Se preferir, use também boné ou viseira.

10- Realize exercícios de alongamento e aquecimento antes do treino. Alongamentos após a atividade física também evitam dores e lesões futuras. É importante alongar após o treino também.

11- Caso você faça uso contínuo de medicamentos como insulina, anticonvulsivantes, anti-hipertensivos, etc., não o interrompa para praticar esportes. Peça sempre orientações ao seu médico.

12- Se você sentir estar no seu limite físico ou passar mal durante o treino, interrompa o mesmo e peça ajuda.

13- Tenha sempre com você um documento de identidade, cartão com endereço e telefones de contato, além da carteira do plano de saúde se possuir. Ajuda na hora de levar você ao hospital ou ao centro de saúde.


O swordplay é uma atividade saudável. Além de manter o corpo em forma, ajuda a fortalecer os músculos e proporciona o bem-estar que tanto buscamos. Isso sem falar que é divertido pra caramba!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

There and back again

A difícil arte de recomeçar

Algumas vezes a vida adulta nos prega peças engraçadas. Hoje em dia eu tenho recursos para comprar qualquer coisa nerd que eu sempre quis comprar. Se eu quiser, e bater o pé com alguma força, posso comprar uma luminária do Goku se preparando para lançar uma Genkidama. Claro que eu tenho outros gastos em mente, como a prestação do carro e a reforma da cozinha, mas não posso dizer que me falte dinheiro para atender meus desejos. O que me falta de verdade é tempo.

Estou a quase um mês sem pisar nos treinos de swordplay. Os motivos são vários mesmo. Desde obrigações sociais e familiares, trabalho ou mesmo impossibilidade física de participar – a minha presença era necessária em outro lugar. Claro, em nenhum dos lugares/eventos que eu fui – exceto talvez a obrigação trabalhista – eu fui realmente obrigado a ir. Foram escolhas. Escolhas conscientes. Escolhas que geraram perdas. Quando você escolhe, obrigatoriamente você perde alguma coisa. Neste último mês o swordplay parecia o vasco no campeonato brasileiro de 2015: perdeu muitas vezes em seguida.

Estou ensaiando uma volta para este fim de semana. Mas eu digo que não é fácil. Voltar, depois de tanto tempo, parece ser mais difícil do que eu me senti quando comecei. É uma sensação estranha mesmo. Uma sensação de puro estranhamento. Eu vou estar lento, fora de forma, sem a mesma pegada no combate, sem visão de campo, sem estratégia... eu tenho certeza que a mente vai pedir alguma coisa e o corpo, bem, o corpo vai dar “sinal de ocupado” ou como dizem os mais jovens “de conexão recusada”.


Mas é como diz aquela célebre fase do Hobbit: “there and back again”. Vamos ver o que é que acontece. 

Foi mesmo o fim dos Lordes de Ferro

Hoje, depois de muito tempo e muitos avisos, eu excluí definitivamente a conta do Instagram dos Lordes de Ferro. Foi o primeiro grupo de swo...