domingo, 15 de julho de 2018

Neymar, Swordplay, Lei de Gérson e fairplay

Fair play, Neymar, Swordplay e jeitinho brasileiro.


A copa do mundo de 2018 chegou ao fim com o bicampeonato da França, o uso (ou não) do árbitro de vídeo (VAR) e algumas surpresas bem interessantes. Grandes medalhões ficaram pelo caminho, como a Argentina de Messi, o Portugal de Cristiano Ronaldo e a Alemanha, que foi eliminada pela (já eliminada) Coréia do Sul. Times sem muita tradição futebolística foram muito longe (Rússia, Croácia, Suíça...) enquanto que países de muita tradição (Brasil, estou olhando para você!) ficaram pelo caminho.

Ao final do campeonato, a nova geopolítica do futebol mundial se estabelece e vamos entrando na segunda década de espera pelo tal hexa. No fim do campeonato, mesmo sendo derrotados, jogadores como Messi, CR7, Harry Kane saíram fortalecidos. O mesmo não pode ser dito da seleção brasileira, que amargou mais um fiasco. E muito menos pode ser dito de seu maior astro em campo (ou não): Neymar Jr, que a imprensa insiste em chamar de “menino ney” (porra, o cara já tem 26 anos!). Finda a copa e o que resta para Neymar é amargar ser a piada do mundial. Neymar virou sinônimo de “cair”, alorizar quedas, fazer teatrinho, jogo catimbeiro.

Talvez um sinal dos tempos, mas Neymar não estava fazendo nada além do que a escola sulamericana de futebol ensina. Catimba, manha, dengo, valorização de falta... tudo para ganhar alguma vantagem. No futebol ninguém se importa se o mundial veio na raça ou se foi roubado. Dizer que o soco que Maradona deu na bola, no campeonato de 1986, fez apenas parte do jogo ou era “la mana de dios” (a mão de deus) é no mínimo falta de caráter. Educado neste ambiente Neymar tentou fazer o que lhe fora ensinado, mas, canastrão como a sua namorada, fez uma atuação exagerada que lhe valeu a pena de “cai-cai”. Ninguém, nem no seu país ou fora dele o leva a sério.

E de onde vem essa ideia de ganhar vantagem a todo custo? Não se sabe ao certo, mas podemos traçar parte de sua origem com o meio campista Gérson, jogador da década de 80. A expressão nasceu em meados da década de 80 numa entrevista para a revista Isto É. Foi nesta entrevista que que o jornalista Maurício Dias batizou como "Lei de Gérson" o desejo que grande parte dos brasileiros tem de levar vantagem em tudo. A tal “Lei de Gérson”, o costume de levar vantagem em tudo, acabou se tornando um traço não oficial, porém permanente, da mídia, da personalidade e do futebol brasileiro.

Neymar não está sozinho nessa. Comentaristas como Galvão Bueno insinuam o tempo todo vantagens que um jogador pode ter se valorizar uma falta ou se agir de forma ilegal, contando com a “falta de visão do árbitro”. Esta atitude resumia (e talvez ainda resuma) o pensamento de uma boa parte dos brasileiros, ou seja, egoísta, capaz de qualquer coisa para levar vantagem, mesmo que seja imoral ou ilegal. Nada disso importa, o que importa é se dar bem.

E o que diabos isso tem a ver com o swordplay?

Diferentemente de outros esportes/modalidades esportivas onde o objetivo é simplesmente vencer ou mostrar quem é o mais forte, o swordplay trabalha um conceito diferente. Você é o seu próprio juiz. É você que deve avisar quando o golpe do adversário pegar você em cheio. Não existe VAR, nem sensores de toque na sua roupa, nem 4 árbitros circundando o octógono. É você que vai se acusar. Você vai dizer que perdeu.

E por que eu faria uma coisa idiota dessas? Porque é a coisa certa a fazer. Porque, se você joga swordplay, é isso que você vai fazer. Porque a sua palavra vale mais do que um prêmio sem merecimento. Um troféu vazio que vai adornar sua estante pelos anos que virão não vai ter valor nenhum se foi conquistado com “la mana de dios”. Aliás, é bem possível que ele seja até mesmo um motivo de vergonha: tomara que toda vez que olhar para ele, você ouça “trapaceiro/trapaceira” bem dentro da sua cabeça.

Por ser diferente e por permitir que você se auto-acuse, o swordplay pressupõe outra coisa: a sua palavra tem valor. As pessoas acreditem em você. Quando você diz que sentiu o golpe mais duro, o seu oponente vai maneirar nas próximas pancadas; quando você diz que o golpe pegou numa área proibida o seu colega vai se desculpar e sair do jogo; quando você diz que o golpe não pegou numa área mortal o seu oponente vai aceitar e continuar lutando. E se você fizer diferente disso? Se você mentir? Bem, cedo ou tarde todos vão saber. E você vai ficar com a fama de higlander, de trapaceiro, de mentiroso, de neymar... e ninguém mais vai querer jogar com você – ou mesmo pior: ninguém mais vai acreditar na sua palavra.

Por essa dualidade de “auto-acusação e fé publica” é que posturas como “cantar golpes”, “bater com força” e “não aceitar golpes” são duramente repreendidas em grupos sérios. Não é o caso de você ser sempre 100% certinho e honesto, mas é o fato de você tentar agir dessa forma, negando a trapaça e exigindo o mesmo de seus colegas.

É dessa forma que se constrói o fair play (jogo limpo/ jogo honesto/ jogo justo) onde o importante não é vencer o outro e sim superar seus próprios limites. Sim, eu sei que vencer é bom. Eu gosto de vencer. Mas não acho que vale à pena vencer a qualquer custo. Hoje no pega-bandeira o meu time bateu cabeça e perdemos de 7 a 3 (foi quase um 7x1!). Mas quer saber de uma coisa? Eu posso colocar minha cabeça no travesseiro esta noite e dormir o sono dos justos, sabendo que eu dei o melhor. O meu melhor. Sei também que o time que venceu pode fazer o mesmo. Pois eles também deram o seus melhores.

Cabe a você decidir: fica com o jeitinho brasileiro? Com a espada de wave monstruosa? A armadura ilegal? A exploração indevida de uma regra para obter ganhos ilícitos? Ou vai atrás de alguma coisa melhor?

Em tempo: Neymar Jr ganha mais em um ano do que eu vou ganhar em toda a minha vida (a não ser que eu ganhe na mega da virada), mas nem todo dinheiro do mundo compram respeito ou dignidade.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Unidos


De volta à estrada


Só não muda de ideia quem não tem ideia. Ouvi essa frase pela primeira vez, provavelmente, pelos ensinamentos do mestre Mario Sérgio Cortella. Mais provavelmente não seja de sua autoria. Mas independente de seu autor, o seu ensinamento é de uma singeleza e certe
za desconcertantes. Toda pessoa inteligente é cheio de ideias; portanto, mudar de ideia é uma prova de inteligência. É uma fortaleza. Não uma fraqueza.

Desde que me entendo por jogador de swordplay e forjador de equipamento tenho sido resistente ás ideias de união e de padronização do esporte. Os motivos me pareciam bastante sólidos a época. Quem dava legitimidade aos grupos que desejam essas padronizações? Como garantir que cada grupo tenha acesso aos mesmos materiais e regras de construção de equipamentos? Como padronizar os tamanhos das armas? Como padronizar as regras de desmembramento? Double tap? Wave?

Então, por muito tempo, em nome da manutenção da criatividade e da autonomia dos grupos, eu fui frontalmente contra qualquer padronização.

Entretanto, dada às novas configurações do cenário do swordplay nacional, tais como o surgimento de uma associação como a Magnus Legio, passando por eventos como os EPS, ECS, Odisséia entre tantos outros, o nascimento e fortalecimento de grupos nos mais diversos estados do Brasil e do nascimento de grupos violentos e preconceituosos dentro do swordplay eu me vi forçado a reavaliar minhas posições.

Depois de muito refletir só consigo ver na união dos diversos grupos e agremiações de swordplay no Brasil, com força de associações, ligas, federações e confederações uma maneira eficaz de defender não apenas o nosso hobbie como também defender a integridades física de membros, para que eventos como os ocorridos no Rio de janeiro não venham a se repetir novamente.

Então, muito humildemente, me comprometo à causa da união dos grupos de swordplay em nome de uma padronização de regras, equipamentos, normas de conduta e segurança dentro dos diversos grupos, a fim de criar um cenário forte, acolhedor e protetor de nossos desejos e vontades.

Um swordplay, um conjunto de regras.




segunda-feira, 21 de maio de 2018

Relato do evento do 6º Matsuri no Cil Gama


O ataque dos otakus!

Mas bem que poderia ser chamado de “bando de otaku fedido”

Contando a história do começo.
No dia 14 de abril de 2018 o grupo dos Lordes de Ferro foi convidado para fazer uma participação no já tradicional festival de cultura japonesa – o 6º Nihon Matsuri – do Cil (Centro Interescolar de Línguas), na cidade do Gama. Foi um convite que nos deixou muito felizes e ao mesmo tempo um pouco apreensivos. Afinal de contas seria o nosso primeiro evento. Iriamos nos apresentar para um público estimado de mais de 400 pessoas.
Prontamente entramos em contato com a organizadora do evento, a Sensei Veryanne Couto, que se mostrou bastante solícita e disposta a nos ajudar. Escolhemos um espaço arborizado, entre a quadra de esportes e ao prédio da coordenação, em frente as primeiras salas do bloco A. O espaço foi escolhido porque as chuvas no DF já tinham passado e os dias de agora até novembro tendem a ser bem ensolarados: a sombra das árvores seria mais do que bem vinda em caso de sol forte. O espaço escolhido, apesar de um pouco apertado, serviria para pequenos combates, um espaço para arquerismo e até mesmo uma oficina para fazer espadas na hora e ensinar as pessoas como funciona um boffer. Também era propício para trazer e levar equipamentos sem ter que andar muito e podíamos contar com algumas tomadas à disposição.
Tinha selecionado uma equipe com oito voluntários (que depois se tornaram nove) e dei a eles todo o treinamento que eu julguei ser capaz de dar no pouco tempo que tivemos para nos preparar. Pouco tempo mesmo, porque levamos quase duas semanas apenas para fechar o espaço com a Sensei Veryanne. Não que fosse culpa dela: a boa e velha burocracia estatal nos atrapalhou um pouco. O evento abria as portas as dez da manha, mas as oito a galera já estava montando o stand a todo vapor.
Íamos ter um dia longo e divertido à frente. Ele se revelou, entretanto, bastante estressante também.

Bando de Otaku fedido!
O evento começou morninho. Os primeiros visitantes vinham até minha mesa (que transformei em oficina) e perguntavam timidamente como faziam para participar e se tinha que pagar alguma coisa. Como a ideia era apenas divulgar o grupo, deixamos as pessoas curtirem o stand de forma gratuita. Eu sorria e pedia que eles buscassem informações com os meus confrades vestidos de tabardos. Esse foi o nosso primeiro grande erro.
Por mais que a equipe fosse comprometida havia sempre mais pessoas no stand do que o confortável. E sem supervisão o público pegava a primeira arma que via pela frente e se batia livremente com qualquer coleguinha armado.   
Observando agora percebo que deveria ter limitado o numero de participantes de cada vez na arena. No máximo três ou quatro para cada confrade. Por mais boa vontade e paciência que meus confrades tivessem foi muito extenuante repetir dezenas de vezes as mesmas instruções: não bata com força, não apoie a espada no chão, não atinja a cabeça do coleguinha... Muitos pareciam fazer de propósito, trocando de equipamento a cada rodada, deixando as espadas com a ponta para baixo ou simplesmente jogando as armas ao chão. Isso quando não se batiam como se fossem selvagens, descontando a raiva do coleguinha ou o estresse do dia a dia.
O resultado não poderia ser pior: vou levar semanas para reparar todas as espadas cuja estrutura ou segurança foram comprometidas durante o evento.
As coisas começaram a acalmar a tarde quando o tempo nublou e... choveu. Estava no meio do processo de fazer uma espada nova. Foi literalmente um banho de água fria e o fim prematuro da arena de swordplay. Eu não ia arriscar que ninguém se machucasse ali e não ia deixar meu equipamento e ferramentas se molharem. Tem coisa perdida até agora.
Agora eu entendo um pouco o horror que alguns grupos têm dos otakus. Não consigo deixar de pensar que muitos deles realmente trazem má fama ao grupo inteiro.

Se você sobreviveu é porque, provavelmente, fez direito.
Do jeito que estou colocando este relato eu fiz parecer que o evento foi um grande fracasso. Não foi. Desculpe se eu dei essa impressão. Os problemas que tivemos serviram como um aprendizado fantástico. É uma pena que eu não soubesse disso duas semanas antes. O evento teria sido completamente diferente. Mas assim mesmo foi divertido: fizemos muitos amigos, fechamos alguns contatos e já fechamos a nossa participação para o Nihon Matsuri para o ano que vem.
Só que dessa vez eu vou ser mais assertivo e não vou permitir excessos. Aprender com os erros é uma forma dura de aprender, mas é  a forma que traz frutos mais valiosos.

Para quem quiser, tem versão em vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=VTJYzdaf8qY 

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Bancando o tirano para um swordplay melhor

Olá amigos como vão vocês?

Peço desculpas pelo tempo sem escrever, mas o meu blog é alimentado pelas minhas angústias, necessidades e dúvidas. Às vezes eu acho que não tem nenhum assunto para falar e do nada um assunto novo vem à baila.

O texto dessa semana será bastante curto e sucinto. Um grande amigo de São Paulo, líder de um clã, me pediu auxílio para lidar com um membro problemático. Segundo palavras deste meu amigo o membro em questão é um "encostado". Vive às custas de outras pessoas. Mas até aí é uma dinâmica desse cara com as pessoas que ele se relaciona. O problema é que ele vem causando descontentamento e desagregação dentro do grupo.

Segundo esse meu colega, o rapaz em questão passou na frente da autoridade do rei e vendeu para um novato um tabardo. A questão é que o tabardo custava r$ 20 e o cara Vendeu por r$ 30. Além disso ele passou um bom tempo cozinhando este novato sem entregar o bendito tabardo.
Dono de uma boa lábia, ele ainda enrolou o novato por mais um tempo e conseguiu tomar dele mais r$ 20. Mas com toda lábia chega ao fim, o novato veio e conversou com os dirigentes do clã. A reclamação teve efeito e pouco dele depois ele teve o seu tabardo, conforme prometido.

Entretanto o mal-estar permaneceu. E esse meu amigo me perguntou o que eu faria se estivesse no lugar dele.

Bom nós temos a obrigação de dar a segunda chance, é verdade, quando o erro é legítimo. Mas quando o assunto é falta de caráter não existe essa de segunda chance a ser dada. Quando o assunto é mau-caratice a única coisa que você pode fazer, o melhor que você deve fazer, é expulsar sumariamente a pessoa do grupo.

Eu entendo que muitos grupos Democráticos ficam cheios de dedos na hora de se desfazer de um membro que é problemático. Mas esse não deveria ser um problema. Membros, como este do exemplo citado, só servem para criar desunião no grupo. Eles são verdadeiras sementes do mal que se você deixar vão Destruir todo o seu trabalho duro.

Como eu aprendi recentemente estudando sobre tolerância. Uma sociedade tolerante deve tolerar aquilo que é intolerável? A resposta é muito simples. Para que uma sociedade seja plural e tolerante, ela deve ser intolerante com aquilo que é intolerável. Em outras palavras: mesmo que sejamos Democráticos não devemos tolerar nenhum tipo de crime ou atitude antiética dentro de nossos grupos.

Certamente algumas pessoas irão taxar a minha opinião de autoritária. Alguma coisa como um líder autoritário. Tirânico ate. Mas eu devo lembrar a essas pessoas que nem toda autoridade é ruim. Imagine um batalhão do exército que recebe uma ordem: se a opinião de todos os membros do batalhão tivesse que ser ouvida para que uma ordem pudesse ou não ser cumprida não haveria motivo para uma cadeia de comando.

Não tenha dedos ou escrúpulos para cortar membros problemáticos do seu grupo.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Dia internacional das mulheres


Uma data para ser...
É, eu sei que já passou. Foi dia 08. Mas eu queria escrever uma coisa diferente. Eu queria fugir do clichê. Nada de rosas. E levei mais tempo do que eu pretendia para traçar essas linhas sobre uma data que representa tanto em minha vida.

Para começo de conversa eu não queria uma postagem dando os parabéns às mulheres pelo seu dia. Porque eu sei que enquanto precisarmos de um dia internacional das mulheres não temos muito o que comemorar. Esse é um dia de lutas. É um dia para lembrar de todas as mulheres que ao longo da história bateram o pé e mantiveram firmes suas posições e convicções. Seja como uma rainha guerreira como Maeve de Connacht, seja como uma guerreira santa como Joana D’arc, seja como pilotas guerreiras como Yevdokia Bershanskaya, seja como as guerreiras da fantasia como Guinnevere ou a princesa Lea Organa, ou mesmo como qualquer mulher que colocar os olhos nesta postagem.

E para garantir que não sejam apenas as palavras de um “homem cis” eu convidei quatro mulheres que eu admiro para que escrevessem como elas vêm a prática do swordplay. Vou me dar apenas o direito de reorganizar algumas falas e fazer um pequeno trabalho de edição. E vamos a elas. Porque dia da mulher é dia de luta.

As mulheres-guerreiras falam (e se bobear, elas batem forte!)
A primeira entrevistada (e a última a entregar seu texto) foi a Neire, do Star Warriors. Ela fala dos desafios de ser swordplayer: “Há algumas coisas desafiadoras para uma praticante de Swordplay como eu...primeiro o fato de ter iniciado a prática sendo um pouco mais velha que os demais praticantes, após os trinta anos. Geralmente eles são mais novos e com um pouco mais de tempo para aprofundar-se. Claro que não utilizo isso como desculpa e procuro render o máximo que posso”.

Da mais madura para a mais inexperiente do meu seleto bando de contribuintes, eu chamo a fala de Amanda Gabrielle, que também atende pelo apelido de Vanny: “A época medieval e seus combates sempre foram algo que despertou curiosidade em mim. Então gosto muito de lutar dentro deste universo, tanto por sentir que de alguma forma eu estou participando e aprendendo mais sobre uma época que eu gosto muito, quanto por questões pessoais, tais como trabalhar minha coordenação motora e socialização”.

A mais qualificada de todas as entrevistadas já treina a alguns anos. Mas é sua fala que traz peso a esta publicação: “Praticar swordplay para mim é como sair desse universo atual, é como misturar fantasia com um pouco de realidade, quando estou lutando minha imaginação cria todo um cenário medieval com emoção e glória. Lutando aprendi a ter coragem e garra, mas também humildade e honestidade, me tornei uma pessoa mais determinada até na vida”. (Rebeca “Becka” Gabriela).

A menor de todas (altura) elas é a jovem Amanda Vieira: “Desde a primeira vez que eu participei do Swordplay eu fiquei simplesmente encantada. Apesar dos treinos serem bem cansativos, cada segundo em campo valia a pena. Não se tratava apenas de treinamento, era uma comunidade onde as pessoas se importavam umas com as outras”.

E os golpes saem derrubando desafios
“Conheci o Swordplay há alguns anos em eventos que visitei, porém, nunca havia cogitado praticá-lo, embora tivesse contato com esgrima tempos atrás.  Até que conheci o Luís Nascimento em um encontro do Conselho Jedi São Paulo e com isso tive a oportunidade de aliar duas coisas pela qual me interesso: Swordplay e Star Wars. Participar desse grupo é uma experiência rica  e desafiadora...nada conhecia sobre Saberplay”. (Neire).

“Entretanto, devido ao fato de eu ser mulher, algumas vezes eu pude sentir tratamento diferenciado. (...) Enquanto meus colegas se vêm como oponentes em um perigoso campo de batalha, eu ainda sou vista como alguém brincando com uma espada de mentira. Não os culpo por causa disso, eles nem sequer devem enxergar isso como um problema”. (Titânia)

Cuidado com as menininhas empunhando espadas de mentira. Elas lutam como aves de rapina. A prática com elas me ensinou a não subestimar ninguém. 
“Como uma garota sempre me disseram que eu deveria ser delicada e frágil, que meninas devem fazer “coisas de meninas”, mas no swordplay eu sinto que posso ser como eu quiser, vi que até mesmo uma garota com braços fracos pode lutar bem”. (Becka).

A cada desafio vencido, um novo se abre
“Apesar de ser vista como alguém frágil, eu ainda consigo me divertir muito. Apesar de me verem mais como um alvo do que como um adversário, eu ainda adoro correr pelo campo. Todos esses obstáculos que tenho que lidar, tornam ainda mais doce a sensação de quando eu finalmente dou um golpe mortal em alguém”. (Titânia)

“Em experiência eu sou iniciante, eu ainda não lutei ou conheci algum outro grupo, mas é uma questão de tempo, já sei o básico e a cada treino tenho aprendido mais coisas novas, não só sobre técnicas de batalha, mas também técnicas que posso usar em minha própria vida pessoal”. (Vanny)

“O meu desafio reside em tendo de analisar artes como Ai-Do, Kendô, tipos diferenciados de Esgrima, de maneira que possamos realizá-las com eficácia. Isso faz do meu aprendizado algo riquíssimo, despertando cada vez mais a minha curiosidade como praticante à respeito das mais variadas técnicas. É um mundo fabuloso, sem dúvida”. (Neire).



sábado, 3 de março de 2018

Capacidade física?

Conversando com um grande amigo meu, chegamos numa discussão interessante. As pessoas que têm um condicionamento Atlético naturalmente são melhores jogadores de swordplay do que os jogadores comuns? 

Em outras palavras: aquele pessoal mais Atlético do clã tem vantagem real sobre aquele pessoal sedentário? 

Apesar de ser uma pergunta cuja resposta seja bastante óbvia, eu resolvi fazer algumas comparações entre outros esportes razoavelmente semelhantes ao swordplay dentro desta mesma perspectiva. Aqueles que têm preparação física melhor jogam melhor do que aqueles que não tem? 

Procurei um professor de educação física e coloquei o problema diante dele. A resposta dele foi bastante enfática: existem dois fatores que você deve se preocupar inicialmente. Capacidade física e memória muscular. 

Eu tenho certeza que você já ouviu em algum lugar a expressão "é como andar de bicicleta, a gente nunca esquece". Essa expressão está ligado diretamente a uma sabedoria Popular a respeito da nossa memória muscular. E o que viria a ser a memória muscular? É a capacidade que o nosso corpo tem de memorizar alguns determinados movimentos e executá-los de uma maneira rápida e precisa sem que o cérebro preciso estar observando e controlando cada passo do movimento. 

Uma maneira fácil de você entender memória muscular é fazer o seguinte exercício. Sente-se numa cadeira e depois levante-se. 
Agora procure descrever mentalmente todos os passos que o seu corpo precisa fazer para executar o movimento de se levantar da cadeira e se sentar na cadeira novamente. Você vai perceber que o simples movimento de se sentar ou de se levantar de uma cadeira é na verdade mais complexo do que gostamos de pensar. E com os esportes e a mesma coisa. 

A memória muscular de um jogador de futebol é que permite que ele consiga visualizar o gol à sua frente, receber a bola de um cruzamento e chutar no ângulo. Se ele não tem essa memória muscular ele perderia um bom tempo recebendo a bola e depois tentando chutar a bola para frente. Nesse meio tempo o pessoal da Defesa do outro time já o teria desarmado. 

E com swordplay É a mesmíssima coisa. A memória muscular permite que você consiga bloquear o ataque que está vindo na sua direção sem pensar muito a respeito. Deixe que seu corpo faça o trabalho. 

Já a capacidade atlética indica o quão rápido, ou com quanta agilidade, ou ainda com quanta força o seu corpo consegue se mover. Ele também determina Quanto tempo você consegue manter o corpo em movimento dentro de determinadas condições. Uma pessoa sedentária fica sem fôlego depois de um pique de 100 metros; já uma pessoa atlética tem muito mais facilidade de percorrer os mesmos 100 metros e não apresentar nenhum tipo de desgaste físico. 

Então se pegarmos duas pessoas com o mesmo tempo de treino é possível dizer que a pessoa que tem porte Atlético terá uma vantagem substancial sobre a outra já que ele tem ainda mais facilidade de criar memória muscular para todos os golpes que aprendeu durante seu treinamento. A pessoa sedentária poderia até mesmo igualar-se em habilidade nos primeiros momentos da luta, mas com o passar do tempo o cansaço bateria muito mais forte nela e ela fatalmente perderia velocidade e tempo de resposta. 

Claro que o ideal seria que todas as pessoas que praticam swordplay não fossem sedentárias. Até por uma questão de saúde delas mesmas. Mas sabemos que isso não acontece. Para muitas pessoas o dia do treino é o único dia da semana em que você tem a oportunidade de exercitar o corpo. E convenhamos: um dia na semana é melhor do que nenhum dia na semana, embora não seja tão efetivo quanto fazer atividade física todos os dias. 

Se você acha que está perdendo espaço no seu grupo por causa de alguém que está com o desenvolvimento físico melhor que o seu basta que você repense o seu próprio desenvolvimento físico. 

"Mas Betão e quando existe uma diferença de habilidade entre os dois jogadores? Por exemplo um novato extremamente Atlético enfrentando um veterano sedentário" Pergunta a moça de cabelos curtos usando uma orelhinhas de gato. 

Bem minhs amiga, neste caso eu sou enfático em colocar todas as minhas fichas no veterano. Justamente porque o corpo dele já conhece a memória muscular dos golpes, enquanto que o novato vai confiar muito mais na sua habilidade crua. Com passar do tempo fatalmente O Novato se tornará mais habilidoso do que o veterano. Mas é sempre bom ter em mente que nem tudo é habilidade de combate quando se fala de um grupo de swordplay. 

Bom galerinha era isso que eu tinha para falar para vocês hoje. Se vocês tiverem alguma sugestão de pauta aqui para o Blog basta me dar um toque. 

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Treinando com os lordes de ferro

Recentemente eu coloquei mais um vídeo no canal dos lordes de ferro e fiz questão de compartilhar com os principais grupos de swordplay dentro do Facebook. 

Quando estava preparando a postagem lembrei de colocar um pequeno aviso antes do vídeo: "pode ser que não tenha lá muita técnica, mas sobra companheirismo, amizade, respeito e diversão". 

Entretanto esta frase ficou martelando dentro da minha cabeça. Porque eu precisava dizer isso antes do vídeo começar? Seria para justificar a falta de técnica em esgrima, tanto minha como dos meus colegas? Seria para fugir das críticas que provavelmente viriam a respeito da postura e da maneira como golpeamos? 

Está bem longe disso. Depois de raciocinar um pouco eu percebi que não era um aviso a fim de fugir de críticas, mas que era um outro tipo de aviso. Um aviso de que aqui estamos mais preocupados em nos divertimos do que em fazer as coisas da maneira "historicamente correta". 

Claro, você não precisa me levar a mal, ou tomar a ferro e fogo tudo o que eu digo. Eu não estou dizendo que jogar de uma maneira que busque mais a diversão do que a historicidade está correta ou o contrário. Meu grupo não é pior ou melhor do que o seu porque a gente coloca a diversão em primeiro lugar. Tem espaço para todo tipo de grupo porque existe por aí todo tipo de gente. 

Mas eu penso que este é realmente o diferencial do nosso grupo. Ninguém é forçosamente melhor do que ninguém e todo mundo se diverte. Nós nos divertimos com o cara que treina espada Samurai e corre com as mãos para trás como se fosse o Naruto, nos divertimos com a menina que usa o mangual com a corrente mais comprida que eu já vi (de verdade parece um helicóptero de uma hélice só), nos divertimos quando alguém cria uma regra de magia que ninguém quer usar, nos divertimos quando alguém traz um colega pela primeira vez ao treino e ele promete voltar na semana seguinte ( e volta!). 

De certa maneira eu acho que esse vídeo acabou abrindo uma chave dentro da minha cabeça e me fez perceber o quanto eu sou sortudo. Eu tenho um grupo que não apenas se diverte junto mas que é companheiro e amigo. Ter companheiros e amigos no mundo de hoje é quase um tesouro. 

Então eu não sei qual é o objetivo do seu grupo de swordplay. Pode ser que vocês queiram emular com fidelidade histórica a maneira de lutar dos Cavaleiros teutônicos do século 12 lutavam, pode ser que vocês queiram fazer um clã Viking do qual Lagherta teria orgulho, ou pode ser simplesmente que vocês queiram fazer espada de macarrão de piscina e ficar se batendo por aí. Eu realmente não sei. Mas eu sei qual é o objetivo do meu grupo. 

Aqui queremos um lugar Nerd só nosso. Talvez você acha estranho eu dizer isso, uma vez que hoje em dia o termo nerd está amplamente disseminado como uma coisa quase que da moda. Mas eu sou do tempo em que ser um nerd estava longe de ser um elogio. A gente se sentia muito solitário naquele tempo, justamente porque não tinha ninguém para conversar. Hoje e é muito tranquilo você encontrar um colega e discutir a respeito do último filme dos Vingadores ou marcar de ir todo mundo junto para assistir o filme do Pantera Negra. 

Mas antigamente era bem diferente. Era difícil você encontrar alguém que lesse os mesmos quadrinhos que você. Era muito complicado encontrar pessoas que tem o mesmo gosto por seriados de TV que você tinha. E quando você encontrava, pouco importava se o cara era alto, magro, gordo, baixo, preto, branco, azul ou amarelo. Ele agora era seu colega. 

É mais ou menos isso que eu sinto quando treino com os Lordes de Ferro. Somos um grupo de swordplay, numa cidade pequena e tacanha, dentro do Distrito Federal. O simples fato de qualquer um de nós gostar de swordplay já é o bastante para que sejamos quase irmãos. 

No fim das contas eu acho que esse texto é muito mais uma expressão de gratidão do que qualquer outra coisa. 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Swordplay das Gringas!

Swordplay nos Estados Unidos: um jeito diferente de jogar.


O João Pedro Marques Rodrigues, membro da Draikaner – SP, está passando uma temporada nos Estados Unidos e resolveu procurar um grupo por lá. Ele encontrou um chapter do Aratari, do grupo Dagorhir, sediado na Virgínia do Norte. Então ele resolveu fazer um vídeo bem amador (nas palavras dele mesmo) apresentando as principais diferenças do swordplay de lá para o swordplay daqui. Dá uma bicada no vídeo. Ficou bom.

LINK: https://www.youtube.com/watch?v=psQV_IeIZOc

Uai Betão! Se você já mostrou o vídeo do cara, você vai falar do que? – pergunta uma menina simpática enfiada numa armadura samurai completa de eva azul.

O que eu quero fazer é uma rápida dissertação sobre as diferenças. Uma boa dose de achismo e alguns conceitos de segurança super proteção.

Como todo mundo sabe o swordplay brasileiro é uma derivação do swordplay americano. Este por sua vez surgiu na década de 1970. Nos primeiros anos do swordplay no Brasil as pessoas seguiram as regras americanas. Muitos jogadores antigos (cavaleiros dinossauros) lembram-se disso. Mas com o passar do tempo os jogadores brasileiros foram adaptando essas regras para as nossas necessidades. Hoje as regras brasileiras pouco lembram as regras americanas.

Uma das principais diferenças é que no Dagorhir o golpe válido é o que acerta primeiro, vindo do movimento do braço. É fácil perceber nos vídeos certo excesso de força, enquanto que em outros temos literalmente uma seção de “porradaria” grátis. Golpes na cabeça, rosto, nuca, seios, genitais não geram advertência. Isso acaba selecionando uma variedade de jogadores altos, fortes e corpulentos. Afinal, exige-se massa muscular para bater com o boffer com muita velocidade e força. A chance de alguém se machucar usando esse tipo de regras é muito grande. Favorece especialmente jogadores grandes e corpulentos. É difícil ver um magrinho ou um baixote jogando nesses vídeos gringos.

Técnicas dos manuais Johannes Liechtenauer (esgrima alemã), Flos Duellatorum de Fiore dei Liberi (esgrima italiana), Paulus Hector Mair, Joachim Meyer e Salvador Fabris passam longe dos campos Dagorhir. “Eles parecem mais interessados em bater com a espada como se ela fosse um porrete do que cortar como se ela tivesse lâmina de verdade” comentou comigo uma vez o antigo rei da Aliança de Belfort Juan Sebastian.    

Outro ponto é como eles lidam com as regras de desmembramento. Um golpe no braço inutiliza o braço que deve ser posto para trás na hora. Um golpe na perna faz com que você seja obrigado a lutar de joelhos ou com um joelho no chão. Em outros vídeos (recomendo o https://www.youtube.com/watch?v=EIcqcZjIRIg, no youtube) é possível ver o pessoal se jogando no chão, batendo os joelhos com tudo! Um pesadelo para mim, que tenho os joelhos bugados.

Tem muita gente que diz que o boffer swordplay praticando no Brasil é um faz-de-conta e que nos Estados Unidos tudo é muito “mais melhor”. Acredito que o que eu estou vendo aqui é a boa e velha síndrome de vira-lata, como diria Nelson Rodrigues. Nosso boffer swordplay é muito mais colorido e bonito do que o americano. Existe uma grande diversidade de estilos e construção de armas, roupas e armaduras. Muito mais gente estuda os manuais e os adapta do que lá. Além de haver uma grande preocupação com o bem-estar do outro. Preocupar-se com o outro nada mais é do que uma medida de ética. E daí que você não precisa bater com força? E daí que é proibido meter o boffer com tudo na cabeça do coleguinha?

Eu sempre acreditei que o Brasil era meio que os "borgs" de Jornada nas Estrelas. Pegamos o que os outros países têm de melhor, adaptamos para nossa Cultura e nossa realidade, e acabamos fazendo isso melhor que os criadores originais. Foi assim com o sistema bancário, cirurgia plástica, futebol... 

Sendo assim com o boffer swordplay, nós adaptamos aos equipamentos que utilizamos, montamos um sistema de combate mais bem dinâmico e seguro para os participantes aonde brutamontes, mulheres e pessoas mais fracas têm as mesmas chances de vencer.

Claro, há quem prefira o combate mais duro. A experiência do combate jamais vai ser mais completa se você elimina um dos principais alvos: a cabeça. Como que pode requerer mais habilidade se a atividade é mais restritiva? Muitos aspectos da arte marcial são facilitados, deixa de ser combate vira brincadeira. Mas para esses jogadores já existe uma modalidade: Softcombat é o nome da modalidade que estão procurando.

O ideal mesmo é perceber que nesta grande árvore que é o swordplay tem espaço para tudo e para todos. Você não é melhor do que eu por gostar de uma modalidade diferente da minha e com certeza eu não tenho direito de dizer que você é um chorão por não querer se machucar. Mas é certo que temos de fazer três coisas:
1 - deixar da síndrome de vira-latas; 
2 - dar nome certo àquilo que praticamos; 
3 - respeitar o jeito de jogar do outro. 



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Dez dicas para melhor sua performance como jogador de swordplay em 2018

1 - CONTROLE VISUAL
Mantenha os olhos constantemente no campo de batalha e não deixe que os acontecimentos externos (fora do combate) interfiram na sua concentração. Nos intervalos entre uma partida e outra procure manter o foco no que você está jogando e na sua posição no campo de batalha.

2 – PRATIQUE OUTRAS ATIVIDADES FÍSICAS
Condicionamento físico não vence batalhas sozinho, mas um guerreiro cansado não luta com a mesma capacidade de alguém que está descansado. Desenvolva a resiliência praticando outros esportes. Vôlei, basquete, futebol, artes marciais, academia de ginástica, natação e até mesmo caminhada. Qualquer atividade física extra vai te fazer melhor. Experimente andar dois quilômetros por dia e no final de três meses veja como seu jogo melhorou.

3 – AUTO-CONHECIMENTO
Conheça a si mesmo e aprenda a reconhecer seus pontos fortes e fracos. Procure fortalecer os pontos fracos e refinar seus pontos positivos. O conhecimento do próprio corpo, sob pressão, é um ótimo aliado.

4 - RESPIRAÇÃO
Solte o ar no momento do golpe. Respirar profunda e pausadamente entre os ataques e defesas ajuda a relaxar e baixar a freqüência cardíaca, poupando energia e diminuindo o desgaste.

5 - LINGUAGEM CORPORAL
Procure passar uma imagem vencedora para o seu adversário. Não perca seus duelos por antecipação. Procure entrar em combate confiante da sua vitória. Mantenha um comportamento otimista. Afinal de contas, se você perder, poderá aprender muito com isso. O jogo só termina no último golpe, nunca antes.

6 - LIDAR COM ERROS
Errar é um direito de todo jogador, portanto não deixe que o erro, por mais infantil que seja, influencie nos próximos jogos. Não deixe transparecer para o adversário o quanto aquele erro te incomodou.

7 - PALAVRAS NEGATIVAS
Não faça uso de expressões ou palavras negativas, que diminuam você ou seus golpes, abaixem sua moral sua ou de seus colegas ou influencie na sua capacidade de lutar sempre, até o fim. Dizer coisas como “eu sou um lixo”, “eita time ruim” ou “eu sou um merda, meu irmão”, são excelentes armas para o seu adversário usar contra você. Não deixe que ele saiba disso.

8 - ATITUDES POSITIVAS
Tenha sempre atitude de um vencedor. Traga para si, as situações adversas como; torcida, adversários, sol, vento, piso, chuva, etc. O que parece ruim ou incômodo para você pode estar sendo bem mais para o seu adversário. Como diz o ditado: ¨Vento que venta aqui, venta lá também¨

9 - ALEGRIA E PRAZER
Tenha sempre um grande prazer em jogar. Pois esta possibilidade é uma dádiva divina que nunca deve ser menosprezada. Em um mundo de tantas impossibilidades, poder praticar um esporte é o sonho de muitos, mas realização de poucos. Lembre-se disso a todo instante.

10 - PERSISTÊNCIA E AUTOCONFIANÇA
Um campeão é alguém que persistiu um pouco mais e teve um pouco mais de autoconfiança. Pense nisso.

Bons jogos e até a próximo texto!

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