domingo, 27 de dezembro de 2015

Quem é o dono da técnica?

Técnica. Do grego “téchne”, significava arte, ou ofício. É o procedimento ou o conjunto de procedimentos que têm, como objetivo, obter um determinado resultado, seja no campo da ciência, da tecnologia, das artes ou em outra atividade qualquer. Trocando em miúdos, técnica é tipo uma “receita de bolo” que você segue para conseguir alguma coisa, algum resultado. Óbvio que a definição do termo “técnica” vai bem além disso, mas para o que eu quero discutir aqui essa ideia central serve muito bem.

Todo mundo que pratica swordplay já tentou, pelo menos uma vez, fazer a sua própria espada. Não só no Brasil, como em todo mundo as pessoas desenvolvem “receitas” de como fazer suas armas favoritas, dando mais cor e forma ao desporto: machados de duas cabeças, réplicas de armas vistas em filmes e animes, armas orientais, onde o limite é apenas o que a pessoa é capaz de construir. Tutoriais existem aos montes pela internet e não me deixam mentir. Alguns deles tão antigos quanto a atividade desportiva em si. Variações dentro dos modelos, formas, objetivos e necessidades que se aplicam a cada grupo ou clã. É muito comum, inclusive, que se dê nome às técnicas mais famosas. É normal ouvir coisas como “esta espada foi feita pelo método bellator” ou “esse machado foi feito baseado no estilo da magnus legio”. E não existe nada de errado nisso.

Mas será que existe alguém que possa dizer-se “dono/dona” de uma determinada técnica? Será que num mundo com 7 bilhões de pessoas, você é único “floquinho de neve” que desenvolveu aquele modo de fazer adagas, ou aquele jeito de fortificar as bases de um machado? Desculpe filho/filha, mas a resposta é não.

Existem XXXX itens a serem observados. O primeiro deles é que existe nos seres humanos uma coisa chamada “evolução paralela”: pessoas submetidas a problemas semelhantes e com recursos semelhantes tendem a descobrir respostas parecidas para seus problemas. Você é capaz de dizer qual o país ou cultura do mundo desenvolveu a lança? Ou espada?  A clava? Você não pode porque são criações que existem em todas as culturas do mundo. Desde os Ianômanis do norte do Brasil, passando pelos Otomanos do século XV, até os gregos de VII aC.

A segunda coisa a ser observada é que muito do que é criado no swordplay vem da interação com os outros. É muito difícil fazer swordplay sozinho. Não dá para dizer onde começou a sua ideia e onde terminou a dica do outro. Quem pensou me usar macarrão de piscina pela primeira vez? Quem decidiu fazer guarda de EVA siliconado? Quem decidiu experimentar a fibra de vidro ou o famoso (e mítico) PI pela primeira vez? Ninguém sabe, mas provavelmente não foi qualquer um capaz de ler essas palavras.

Então o meu conselho é: vamos parar de ser cuzões e deixar de reivindicar para nós mesmos a “invenção da roda”. Se você criou algo bem legal mesmo para o desporto o legal é compartilhar com os outros. Manter a fórmula secreta só para você faz de você um babaca. E de babacas, convenhamos, o mundo está cheio.

É isso  gentes. Bom fim de ano para todos e longa vida ao swordplay.

Serviço:


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Quando o dever chama

Minha mãe tinha uma frase que durante muitos anos eu repeti sem entender muito bem. A frase é: “primeiro a obrigação, depois a devoção”. Significa que primeiro temos que fazer aquilo que é realmente importante para a nossa vida e depois partir para outras coisas menos importantes. Eu só tive mesmo consciência real dessa frase quando passei a morar sozinho e entender que por mais que eu goste de gastar dinheiro com certas coisas, algumas despesas precisam ser pagas primeiro, como a conta de água, por exemplo.

No fim de semana passado tivemos o segundo episódio da guerra entre os assassinos e os cavaleiros da virtude. Uma interação bacana entre dois dos melhores clãs de swordplay do DF. Um momento de disputa, embate e ao mesmo tempo de formar novas amizades e trocar ricas experiências. É como eu costumo dizer aos amigos Rômulo e Lucas de Lima: fui ara a guerra e acabei fazendo bons amigos. Foi um deslocamento hercúleo de forças dos dois lados: reunir gente que saiu de Santa Maria para o parque da cidade não foi fácil. Uma festa sem precedentes na história do swordplay do DF... e eu não fui.

“Porra Betão, como é que você não foi?” pode perguntar alguém. É simples: eu tinha outros compromissos agendados. “Mas o que pode ser mais importante que uma guerra?” pode inquirir outro. A resposta não pode ser mais simples do que essa: sair com a minha esposa. Enquanto meus amigos trocavam golpes com armas feitas de cano e espuma, cobertas por silver tape, eu estava passeando no shopping com a minha esposa.

Você deve estar pensando que eu me arrependi de ter saído com a patroa, não é? Ledo engano esse... eu adoro sair com a minha esposa. Como não gostar de sair com a pessoa mais importante da minha vida, minha companheira, amante e confidente? Temos uma relação bem bacana e sabemos que de vez em quando temos que separar um tempo só para nós dois. Sair para almoçar fora, fazer compras, ir no cinema sem hora para voltar... esse tipo de coisa que apenas um casal pode fazer como a gente faz. Eu troco o swordplay qualquer dia da semana por estar perto da minha amada. Swordplay é hobby, é algo que eu faço por prazer, nas horas vagas.

Aprendi a duras penas que na vida adulta tem coisas que a gente faz por obrigação e outras que a gente faz por prazer. E quando eu consigo unir os dois, é com isso que eu vou ficar.

Longa vida ao swordplay. 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Equipamento de qualidade faz toda a diferença

Eu me lembro de que quando comecei a editar textos, trabalhava num Works 5.0 que rodava em DOS (não é MS-DOS, é apenas DOS) que veio de “brinde” quando comprei o meu primeiro PC com Windows 3.1. E eu odiava. Fazia o possível para usar o Write, mesmo que ele não tivesse corretor de texto e nem pudesse fazer alinhamento justificado de texto. Só depois consegui uma cópia do Word for Windows 2.0 (sim, dois ponto zero).

Na época eu prestava serviços de digitação para a Pró-reitoria de Pós-Graduação da Universidade Estadual do Ceará e a diretora na época exigia que eu usasse o Works. Não adiantava nem dizer que ele era um editor ruim. Ela queria no Works. Numa de nossas discussões eu a apresentei ao Word 2.0 e disse que o trabalho fluiria melhor com a ferramenta certa.

“Ah, isso não existe. O texto tem que sair bom com o editor que for. Se eu te der uma caneta de ouro você faz um best seller?” Era bem equivocada essa posição. E sabe por que? Porque a ferramenta de trabalho faz sim diferença no produto final. Pegue um super cozinheiro e dê a ele ingredientes de terceira, ou pegue um super piloto e dê a ele um carro de motor mais fraco. Não precisa ser gênio para perscrutar o resultado.

O swordplay também não foge a essa regra. Quanto melhor o equipamento, melhores suas chances. Afinal se você pode ter acesso a uma espada bonita, leve, resistente e bem acabada por que você optaria um uma espada feia, pesada, frágil ou mal acabada?  E para conseguir equipamento de qualidade você tem duas opções: virar um ferreiro bom demais da conta ou comprar uma peça de algum cara consagrado.

Faz algum tempo eu cometei aqui com vocês que tinha encomendado uma espada longa com eles e dessa vez me arrisquei a pedir alguma coisa mais “complicada”. Uma espada bolongnese. Estou encantado com este estilo de esgrima e precisava de uma espada do estilo, também chamado de escola Dardi,  para usar nos meus treinos em casa.
Então, encomendei a espada mais uma vez ao Victor. Ele é um dos membros da Aliança Beufort, a mais bem sucedida associação para a prática do swordplay aqui no DF e cavaleiro dos grifos de prata - um dos grupos mais honrados.  E agora, pela minha própria experiência pessoal, posso coroá-lo como o melhor ferreiro de todo DF. Não amigo, não tem para mais ninguém.

Mas não precisa acreditar somente na minha palavra (seria sábio da sua parte, mas não posso esperar isso de todos) e por isso estou colocando uma ilustração.
Mais uma vez: se precisarem de um ferreiro, chamem o Victor. Melhor no DF não há.

SERVIÇO:
Página das Gatosas. https://www.facebook.com/gatosas

Victor Lima. https://www.facebook.com/victor.lima.547?fref=ts

domingo, 6 de dezembro de 2015

Os vídeos de treinamento da internet funcionam?

Desde que eu comecei com esse negócio de swordplay eu tenho me embrenhado pelo universo do treinamento online. Você sabe e até mesmo já deve ter visto por aí: pessoas ensinando você a usar, em pleno século XXI, armas do século XV.

Como sou naturalmente curioso, tenho visto muitos vídeos com posturas, posições, técnicas e escolas de combate com armas. As fontes são as mais variadas: desde renomados professores de história, com suas reencenações históricas precisas, passando pelos especialistas do HEMA (Historical European Martial Arts/ Artes Marciais Históricas Européias), com suas reinterpretações dos antigos manuais de luta medievais, atravessando os entusiastas de Percy Jackson, até pessoas que “desmontam” as coreografias dos filmes e animes para criar seus próprios estilos de luta. Se você é capaz de pensar em empunhar uma espada, pode ter certeza que em algum lugar da rede você vai encontrar um vídeo que ensine você a usar aquela arma.

Mas qual é a efetividade desses vídeos? Eles funcionam mesmo? Você pode aprender a lutar melhor com eles? Eu procurei alguns colegas para tentar responder essas questões. O primeiro deles é o professor Marcos, titular da pasta de Educação Física da SEDF, e faixa preta de Kung Fu no estilo Louva-a-deus. Expliquei rapidamente as regras do swordplay para ele e mostrei como se luta: onde podem pegar os golpes, onde não pode, o que pode fazer e o que não pode, enfim, o básico. Depois mostrei a ele dois vídeos de treinamento com a espada longa, no tradicional estilo alemão: um de posturas e outro de sparing.

A primeira coisa que ele esclareceu é que eu deveria ter em mente as diferenças entre brandir uma arma de cano coberta com espuma para uma arma de metal. As armas de metal serão sempre mais rápidas, leves e precisas, uma vez que não estão realmente preocupadas com a segurança do oponente. Elas são, quase sempre, balanceadas e feitas para o que se propõe: acertar o outro causando o maior dano possível.

A segunda coisa é que nenhuma das posturas de ataque que eu mostrei está preocupada em deixar de acertar a cabeça, os genitais ou o pescoço. Na verdade, acertar essas áreas é uma necessidade num combate “de verdade”. Boa parte dos ataques mira justamente nesta área. Um exemplo disso é o kendo/kenjutsu. Um praticante que migre dessa modalidade para o swordplay terá muitas dificuldades em usar o que já sabe de um combate real num combate “amistoso”, já que o primeiro golpe que se treina é o “men” (golpe na cabeça).

Um terceiro item que ele reforçou é que as posturas (katas, como ele se referiu) da esgrima alemã partem do princípio que se você bobear e deixar a guarda aberta vai morrer ou ficar seriamente ferido. É tudo muito cauteloso, mesmo àquelas manobras que parecem um ataque descontrolado. No swordplay essa limitação inexiste porque o pior que pode acontecer é você levar um ou dois golpes no peito e ficar de fora da partida por um round ou dois. Então as pessoas são menos cautelosas com armas de verdade, mas não com armas de espuma. Eu mostrei um vídeo de sparing dos cavaleiros da virtude e depois comparamos com um vídeo de sparing do estilo alemão. A constatação foi automática: todo cara de swordplay vai para cima de verdade.

O segundo especialista que eu contatei foi um amigo que treina HEMA e swordplay nos estados unidos, Sean Aspie. Ele mesmo tem ou tinha alguns vídeos de tutorial de como usar a espada. Nosso papo foi rápido, mas ele foi categórico em afirmar que pouca coisa que você vê nos treinos de HEMA ou de reencenação histórica podem ser usadas no swordplay. Você aproveita as posturas básicas, as posições de guarda, como segurar a arma, aprende a medir distância e dar alguns golpes, mas é só. É como tentar pegar o que você aprendeu jogando futebol de salão a vida inteira e transportar para o futebol de campo: algumas coisas vão funcionar, mas outras... (ok, ele usou outra analogia, mas creio que essa ficou bem melhor).


E o veredicto final? Os vídeos funcionam de certa forma. Se você pegar vídeos de swordplay mesmo vai ver uma coisa mais limpa, mais ajustada para aquilo que você pratica. Se não, vai ter de filtrar/ajustar/ignorar um monte de coisas. No final das contas é você que vai ter de julgar se aquele material serve ou não para você. 

domingo, 15 de novembro de 2015

Arena circular

Olá gentes,

Hoje quero falar com vocês de uma atividade que tivemos meio que por acaso no treino passado. Foi muito legal e achei que foi bem divertida. O nome é arena circular.

A arena circular consiste em que todos os participantes façam um círculo bem largo. Então entram dois contentores e duelam. Cada um tem dois pontos de vida e se aplicam as regras pertinentes a cada grupo. O perdedor volta para o círculo e um novo desafiante entra. Assim vai revezando até que todos que tenham interesse entrem no circulo e testem suas habilidades.

A meu ver a grande vantagem que esta atividade fornece é que você pode lutar um a um com qualquer pessoa do seu grupo ou clã. Você pode fazer aquele x1 que você sempre quis com aquele colega, mas nunca teve tempo. Você pode evoluir suas habilidades contra alguém bem mais treinado que você e pode ser que se veja derrotado por alguém que nunca fez isso antes. Além de estreitar os laços de camaradagem é uma boa atividade para que os mais graduados do clã possam ver o desenvolvimento individual do grupo.

Até a próxima!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Quando o inimigo está do seu lado

Quando o caldo azeda.


O mal estar entre colegas do mesmo grupo é mais comum do que se imagina. Grupos musicais famosos como os Rolling Stones não entram em turnê se não forem com uma espécie de psicóloga/juíza de paz que vai fazer a mediação entre os membros. Tenho colegas que trabalham lado a lado, fazem anos, na mesma repartição pública e não trocam sequer um bom dia. E é claro, essa situação pode afetar – e muito – grupos de swordplay.

Bem, pode ter começado como um mal entendido, uma troca de impropérios num momento em que o sangue estava quente, um golpe mais forte que acabou deixando certo rancor, uma série de pequenos desentendimentos que foram se acumulando, ou qualquer outro motivo, mas fato é que você não suporta mais aquele seu colega de treino. Você não vai deixar de treinar e é muito provável que seu colega também não deixe. Como suportar e treinar junto com aquela pessoa que você não quer ver nem "pintado de ouro”?

A boa notícia é que se você está passando por esse problema e consegue ler este texto, provavelmente você já tem todas as ferramentas necessárias para resolver ou amenizar a situação.

A primeira coisa que você tem que entender é que não existe nenhuma lei cósmica que obrigue você a gostar de todo mundo. O reverso é verdadeiro: ninguém é obrigado a gostar de você. Mas como vivemos numa sociedade regida por um código de conduta moral, as coisas vão bem além dessa questão. Não preciso gostar de você, mas tenho que te respeitar. Ser respeitoso não é ser falso (ou falsiane, como dita agora a moda dos memes nas redes sociais). Ser respeitoso é agir de forma socialmente aceita para evitar conflitos desnecessários. É mais ou menos a mesma coisa de você dar bom dia para a tia que você não gosta ou para o professor que você não suporta: você não está sendo falso; está apenas cumprindo um ritual social, sendo ou demonstrando ser educado.   

Então a primeira dica é essa: cumpra estritamente os rituais sociais. Dê bom dia, boa tarde e boa noite, e se for o caso pode até apertar as mãos, mas não passa disso. Você não precisa nem sorrir, embora não seja de bom tom ficar com cara de quem foi reprovado no exame de fezes. Se não for uma obrigação, não precisa nem mesmo dar bom dia. Com o tempo vocês dois vão entrar em sincronia e meio que vão “se evitar mutuamente”.  

Se os santos de vocês não se batem, evite a pessoa no campo de batalha. Isso é mais fácil de conseguir em grupos grandes, mas é plenamente manobrável também em grupos menores. Se o seu dessabor está no mesmo time que você basta ignorar a presença dele/dela. Se ele está no time oposto, basta evitar essa pessoa no campo de batalha. Resista a tentação de ir até lá e enfiar a sua espada de espuma de flutuador no meio das costelas daquele infeliz escutador de Anita. É como diz um colega meu, o Júlio: “se o problema não te encontra então você não tem problema”.

E quando eu tenho de treinar justo com aquela pessoa? Bom, pode acontecer. Alguns grupos criam dinâmicas de treinamento que exigem que você dialogue ou trabalhe com aquela pessoa que você não gosta. Tenha em mente que isso vai ser temporário. Simplesmente faça o que foi pedido no exercício/treino e nada mais. Seja educado. E só. 

Óbvio que o ideal seria chamar a pessoa de lado e colocar tudo em pratos limpos. Mas sei bem que às vezes isso não é possível, nem desejável e nem necessário: aliás, só causaria mais transtornos e desavenças, azedando o caldo ainda mais.


Resumindo: seja respeitoso, evite a pessoa e mantenha uma distância segura. No fim, dará tudo certo. 

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Quer bem feito? busque um profissional.

Nada supera o profissionalismo.

Desde que entrei no swordplay eu tenho me tornado um entusiasta da arte da forja. Criar armas e equipamentos é uma parte que para mim é muito divertida e pessoal. Você pode soltar a imaginação e criar aquela arma, escudo ou peça de armadura que você sempre sonhou. É uma satisfação e tanto entrar no campo de batalha usando armas únicas, aquelas que foram gravadas com o seu suor e o seu cuidado. Armas suas.

E desde que eu entrei para esse mundo das forjas de silvertape tenho buscado me aprimorar cada vez mais. Para isso eu busco sempre novos vídeos na internet. Nota de agradecimento especial ao pessoal do Magnus Legio e do Bellator, sem os quais eu ainda estaria quebrando a cabeça sobre como fazer uma espada.

Mas eu sempre fui um forjador de fim de semana. Nunca pensei em vender os frutos do meu trabalho. Até porque eu não preciso. Eu já tenho um emprego. Eu já sou profissional numa área que nada tem a ver com o swordplay. Eu sempre tive muita curiosidade em saber como seria encomendar uma arma de uma pessoa que é profissional no assunto. E para a minha primeira encomenda eu procurei um pessoal que faz parte do meu círculo de conhecimento.

Contatei o Victor, das Gatosas de Prata. Ele é um dos membros da Aliança Beufort, a mais bem sucedida associação para a prática do swordplay aqui no DF e cavaleiro dos grifos de prata - um dos grupos mais honrados. Quase todo o contato com ele foi feito via chat do facebook.

Daí eu pude perceber o que é profissionalismo quando o assunto é swordplay. Desde o primeiro momento o Victor se mostrou verdadeiramente interessado no meu pedido. Conversamos longamente sobre o que eu  esperava da arma, se tinha imagens de referência, tamanho da arma, se seria de fibra ou cano... ele tomou cuidado até mesmo para perguntar se eu tinha algum problema dele usar couro no cabo da espada. O atendimento não poderia ser melhor. Mesmo apenas via chat ele passou sempre muito profissionalismo, atenção e paciência para explicar tudo o que eu perguntava.

Mas quando eu peguei a espada pela primeira vez ela era muito mais do que eu esperava. Era leve, ágil e muito bonita. Muito parecida com a imagem que eu tinha mandado para o Victor. Foi nesse momento que eu percebi a diferença entre um amador e um profissional. Mesmo com o equipamento dele eu não teria habilidade para fazer uma arma daquele porte. Estou de lua de mal com ela, como dizem.
Modelo I

Modelo II


Espada pronta

Não é linda? Estou em lua de mel...

Não apenas o pré-atendimento, e o atendimento foram exemplares, mas o pós-atendimento foi incrível. Além de ganhar 20% de desconto no próximo pedido eu ganhei uma garantia “para toda a vida” por parte do Victor. Não que eu espere precisar usar. A espada é muito sólida e é a melhor que u já usei na vida.

E o preço? Eu não achei caro não. PI e fibra de vidro, sem falar de todo o cuidado para proteção e detalhes... R$70,00. Fantástico.


SERVIÇO: 
Página das Gatosas. https://www.facebook.com/gatosas
Victor Lima. https://www.facebook.com/victor.lima.547?fref=ts

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Grupos de Swordplay no Distrito Federal

Com a ajuda do inestimável e inexorável Glauco da Magnus Legio vou postar aqui uma lista mais ou menos atualizada dos grupos de Swordplay do DF. Vai que um deles é perto da sua casa e quem sabe podemos cruzar espadas qualquer dia.

Vida longa ao Swordplay!

Distrito Federal (DF)
 Aliança de Beufort | Brasília | http://aliancadbeufort.blogspot.com.br/
-- Ordem dos SilverGriffens | Brasília | http://ordemdossilvergriffens.blogspot.com.br/
-- Grisel | Brasília | Sem Página
-- Cavaleiros de Ibelin | Brasília | Sem Página
-- Ordem dos Cavaleiros da Virtude | Santa Maria DF| https://www.facebook.com/groups/290815834386415/

Fraternidade Klart Vand | Águas Claras | https://www.facebook.com/groups/1506254379594253/

Lobos da Noite | Brasília | Sem Página

Mercenários | Brasília | http://www.facebook.com/groups/251015685014414/

Ordem dos Assassinos | Brasília | https://www.facebook.com/ordemdosassassinos.df/?fref=ts

SACRA - Esgrima, e Combate Histórico- Brasília - https://www.facebook.com/sacradf?ref=bookmarks
--- Ordem de Ascalon
--- Ordem de Aversa



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Entre semideuses e grifos, um final de semana pra lá de bacana

Não é sempre que meus finais de semana são recheados de muita atividade física. Como professor tendo a usar de forma errada o meu fim de semana. Sempre tem alguma prova para corrigir, algum projeto, trabalho para por em dia ou correção para fazer em algum lugar. Mas dessa vez eu arrumei um tempinho não intencional para ter um fim de semana super movimentado.

No sábado, o já tradicional treino com os cavaleiros da virtude. É um super programa.  É sempre bom rever os amigos e treinar o bom boffer swordplay sem muito compromisso, onde o mais importante é cuidar da segurança do colega e se divertir. Como eu sempre estou forjando espadas novas o treino é o lugar para colocar minhas espadas em teste. O que foi bom: duas espadas minhas estragaram: um machado e uma espada média. Tenho certeza que quem estragou o machado (não fui eu) o estava usando com força excessiva a julgar pelo estrago que o cano de eletroduto preto sofreu. A espada quebrou, mas dessa vez acho que só tive azar escolhendo o material. Tem vezes que escolhemos o pior cano da loja. Durante a semana vou refazer e torcer para não dar mais nada errado. J

No sábadoo fui avisado de um evento do clube do livro DF que se realizaria no domingo. Uma ex-aluna minha, chefe das caçadoras de Artemis, perguntou se eu não poderia dar uma sessão rápida de treino com a espada. Claro. Os semideuses usam na sua maioria espadas curtas e médias. Algumas das armas que levei como machados, escudos e maças foram novidades para eles. O mais importante é que não fui lá para ensinar e sim para aprender com eles. É o que eu mais gosto de ser professor: quanto mais você compartilha o conhecimento mais ele cresce.  

Já depois do evento dei uma esticada até o ninho dos grifos de prata, um grupo de swordplay em Brasília que é aliado dos cavaleiros da virtude e membro da aliança de Beufort. Era o aniversário do grupo e resolvi ir ate lá para dar um abraço no pessoal, prestigiar o campeonato deles, bater papo e participar de uns free-for-all. Foi muito divertido, um espaço privilegiado de verde e grama, entre os prédios residenciais da 307 sul. Foi demais colocar as minhas habilidades em cheque contra colegas talentosos e amigos de outros grupos. Você aprende muito com o jeito de lutar deles – bem diferente do nosso. Aproveitei e treinei um pouco de arco (quatro flechinhas...hahaha) e aprendi algumas posturas de esgrima espanhola .


É certo que não dá para fazer isso todo fim de semana, mas esse foi um fim de semana bom demais da conta. 

domingo, 13 de setembro de 2015

É... está quebrada...

Além de qualquer reparo.


Cedo ou tarde vai acontecer. Cedo ou tarde – mais cedo do que tarde no meu caso – o seu equipamento de swordplay vai quebrar, vai estragar para uma condição além de qualquer forma de conserto. Isso é meio que inevitável, uma vez que usamos como matéria prima canos de pvc, EVA, papelão e espuma de poliuretano. Não foi feito mesmo para durar... a não ser que você faça a sua espada e jamais a use.

O importante nesses momentos é manter a calma e aceitar que a coisa está perdida. O primeiro impulso da gente é tentar consertar – especialmente se você a construiu. Bem lá no fundo da sua cabeça aquela voz diz algo como “você construiu isso cara, pode reformar”. Nem sempre isso é verdade. Quem é um forjador sabe do que eu estou falando: muitas vezes é mais fácil começar uma peça completamente nova do que refazer uma que já existe. Mas que dá raiva, ah, isso dá mesmo.

Você nunca deve ter raiva do colega de treino, se ele for o “culpado” pelo seu equipamento quebrar. Pode ser que aquele golpe mais forte tenha quebrado o cano da sua arma, ou que aquele encontrão tenha acabado por rasgar a alça do seu escudo. Mas essas são coisas que acontecem. Fazem parte do esporte. Ficar com raiva só atrapalha você e os outros. Deve ter sido um acidente e se não foi procure os chefes da sua guilda para reclamar do fato.  

E o que fazer com o equipamento quebrado? Bom, você pode usar como item de decoração. Junte as peças de modo que ele pareça firme e pregue na parede do seu quarto ou sala. Você ainda pode tentar desmontar tudo e salvar matéria prima que pode ser reaproveitada.


Foi mesmo o fim dos Lordes de Ferro

Hoje, depois de muito tempo e muitos avisos, eu excluí definitivamente a conta do Instagram dos Lordes de Ferro. Foi o primeiro grupo de swo...