segunda-feira, 11 de julho de 2016

Swordplay se aprende na escola.

Olá amigos, ou parafraseando o lorde Ferrinho “saudações nobres guerreiros”. Como a maioria de vocês deve saber (ou não!) eu sou professor de História e Filosofia e dou aulas para o Ensino Médio na Rede Pública do Distrito Federal. Dou aulas no Centro de Ensino Médio nº02 do gama, a segunda maior escola do Distrito Federal e uma das mais antigas também.

Os nossos jogos interclasse 2016 estão chegando. É um momento de desestressar um pouco com o fim do primeiro semestre letivo, em várias atividades esportivas. Temos desde os tradicionais futebol e basquete, passando por modalidades que já foram olímpicas, como o cabo de guerra e algumas até mais “intelectuais”. A novidade este ano fica por conta do swordplay, que entra como modalidade em três eventos distintos.

É amigo, é isso mesmo que você leu. Vai ter swordplay na escola. Organizado por este que vos fala. Serão três modalidades distintas divididas em dois dias de competição: jogos vorazes, xis-um e pega-bandeirinha.

Jogos vorazes imita o filme: cada turma indica dois atletas. Todos os atletas são reunidos uma grande roda, num campo aberto cheio de árvores e obstáculos naturais. No centro da roda existe um número de armas menor do que o número de atletas. Ao ser dado o sinal os atletas devem correr até o centro, pegar uma arma e matar o oponente. Imagino que ao contrário do filme, a competição aqui não vá durar mais que dois minutos.

Xis-um é o famoso um contra o outro. Será organizado um sistema de chaves simples, eliminatórias e sem repescagem. Dois entram e apenas um dos dois sai. Vai assim até termos um grande campeão. Nesta modalidade cada sala pode inscrever quantos atletas quiser, até um limite de dez pessoas.

Já o pega-bandeirinha é um clássico da nossa infância, revisitado. Cada time conta com seis atletas. O objetivo é pegar a bandeira do outro lado, sem eixar que peguem a sua bandeira. Caso um atleta seja eliminado no campo, ele deve se dirigir até a zona de respawn (ao lado do espaço da bandeira), tocar lá e voltar ao campo de batalha. Nesta modalidade específica, apenas o “rei” pode pegar a bandeira e se for morto o rei deve esperar um tempo de pelo menos 10 segundos antes de voltar ao jogo.

Para garantir que no dia os atletas vão saber o que fazer eu tenho organizado treinos duas vezes por semana: um na quinta-feira, de 9:00 as 11:30 e aos sábados de 14:30 as 18:00. Os treinos de quinta são nas dependências da escola e os treinos aos sábados são no campo de treino dos cavaleiros da virtude.


No começo eu pensei em permitir lanças e arcos, mas mudei de ideia por questões logísticas. Teremos apenas espadas, machados, adagas, maças, machados e escudos.  O grande objetivo desta proposta é a diversão e, claro, trazer para o meio escolar o nosso hobbie. Mais para frente pretendo fazer uma oficina de armas. Desejem-me sorte!

Abaixo o link para o primeiro treino misto com a modalidade pega-bandeirinha. 



sexta-feira, 8 de julho de 2016

Superação

Uma coisa que eu aprendi com esportes – e não apenas com o swordplay – é que no campo e na quadra é que superamos a nós mesmos. E não falo apenas da simples superação física de correr um pouco mais, de se esforçar um tiquinho além ou de fazer aquilo que até algumas semanas atrás você considerava impensável.

O esporte permite que você consiga vencer o maior inimigo que você tem: você mesmo. Vi num dojô de karatê uma vez a seguinte frase: “quem vence o oponente é forte, mas quem vence a si mesmo é poderoso”. E o que é vencer a si mesmo? É se superar com o espírito. É quando o seu corpo diz: “ok, já deu pra mim” mas o seu espírito continua inflamando suas células, bombeando energia e gritando a plenos pulmões: “bring it on!”

Tenho uma amiga que me contou que quando começou a treinar swordplay ela era muito ruim. Ruim quanto? MUITO. Péssima. Se ela fosse lutar contra um boneco de aparar golpes – como aqueles que têm em academias de MMA – provavelmente ela perderia.

E o que ela fez depois de quatro treinos sem matar ninguém? Decidiu que se tornaria boa naquilo. Passou a treinar com afinco e nunca desistir de uma luta, mesmo que o outro oponente fosse o melhor guerreiro da guilda. Ela passou a olhar o mundo com os olhos inquisidores, prontos para captar qualquer novo movimento ou desvendar qualquer técnica. Ela passou a ser mais do que ela já era. Ela passou da postura “ok, estou derrotada” para a postura “ok, o que eu posso aprender com isso?”

Hoje ela luta bem. Já lutou com a coxa estirada, com o dedo estourado por conta de um golpe dado com o cano de uma espada e até já voltou para casa com um olho roxo devido a uma lançada que levou bem na cara. Mas ela não desistiu e treino após treino ela continua evoluindo.


E sabe qual que é a melhor parte disso tudo? Se você consegue levar essa postura para o seu esporte favorito, seja ele swordplay, futebol ou seja lá o que for, você é capaz de levar essa ideologia para o resto da sua vida. O que você está esperando para começar a vencer? 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Vamos dançar...

Deixe que nossos corpos corram feito loucos, 
Em meio a um grito uníssono de charge nós vamos,
E que a espuma das espadas que levamos, 
Exploda no EVA siliconado de nossos escudos.

Evitemos o golpe nas jóias da família,
A mentira e a ressurreição indevida,
E que o excesso de força,
Seja apenas de nossos abraços.

E no fundo, no fundo,
O resultado não tem peso na balança,
Somo todos amigos, de espada, escudo e lança.

E no final do dia o que vai sobrar,
São os amigos que acabamos de fazer
E as amizades que viemos a conquistar.

domingo, 26 de junho de 2016

Estado de fúria

A antiguidade conheceu os mais variados tipos de guerreiros. Mas poucos deles podem rivalizar a força, a coragem e especialmente a fúria dos antigos guerreiros vikings conhecidos como Berserkers. O termo significa “sem camisa” ou “pele de urso” justamente porque estes guerreiros entravam num estado de fúria frenética que lhes concedia coragem e habilidades quase sobrenaturais no campo de batalha. Não se sabe exatamente o que levava esses guerreiros a este estado de fúria incontrolável, mas é farta a documentação histórica que atesta a veracidade, tanto da sua existência quando das suas proezas no campo de batalha.

A fúria e a raiva não são estranhas aos campos de batalha. Guerreiros furiosos, entupidos com o efeito da adrenalina correndo por seus corpos eram verdadeiras ameaças vivas aos seus inimigos – e às vezes até mesmo a seus aliados.

Mas no swordplay um berserker não é desejável. Swordplay é uma atividade desportiva que visa a diversão. Não é uma guerra de verdade e nem mesmo uma simulação ou recriação de uma batalha. Você pode treinar assim ou assado, mas se não houver diversão e segurança, alguma coisa está realmente errada. E não dá para ter segurança com alguém “puto de raiva” solto no campo de batalha.

É regra no grupo onde eu jogo que se você atingir qualquer parte proibida do corpo (cabeça, pescoço, nuca, seios, genitais) ou bater com muita força você é quem efetivamente é derrotado. No nosso último treino eu levei dois golpes na cabeça. Todos dois bem fortes. O primeiro deles pegou da testa para cima, em direção ao lobo frontal do lado direito da cabeça. Doeu pacas na hora e a pessoa que deu o golpe limitou-se a colocar sua arma de lado e se encaminhar para a zona de respawn. Algumas rodadas mais tarde o mesmo cara me atingiu de novo com arco semi-profissional, praticamente à queima roupa (eu estava a menos de três metros dele, com certeza), me atingindo bem no olho direito. Na hora pensei que tivesse quebrado meus óculos, ou pior, que tivesse cortado o meu olho. Mas tudo o que fez foi me deixar cego por uns instantes e meio zonzo por alguns minutos. De novo o atacante não pediu desculpas.

Mesmo sendo uma pessoa controlada eu fiquei muito puto. Mas não o bastante para partir para cima do cara. Eu sei que foi um acidente, mas machucou e me deixou muito enraivecido. A raiva durou praticamente o resto do treino. E com a dose extra de adrenalina correndo nas veias eu lutei muito melhor, cegando a despachar sozinho cinco atacantes do outro time que haviam me cercado.  Mas eu não gostei. Não foi uma vitória doce. Foi amarga. Eu estava furioso e não medi minhas palavras e devo ter dito coisas que normalmente eu não diria. Não é dessa forma que eu sou e nem dessa forma que eu quero lutar.


Então, se há alguma coisa a ser aprendida nisso tudo é que você deve tentar relevar o máximo  os acidentes quanto o comportamento dos colegas. E se não for possível e você perceber que não vai se controlar ou que vai fazer alguma coisa errada, simplesmente deixe o campo de batalha. É melhor para você e para todo mundo. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

O golpe perfeito

Quando eu fazia Kenjutsu no Instituto Niten, unidade DF, uma coisa que sempre insistiram – e da qual serei eternamente grato – é que você tem que dar o seu melhor. Sempre. Todas as vezes. Não importa se é treinar um golpe simples como um men ou dô (que você repete centenas de vezes num treino) ou se é num shiai (combate onde todas as técnicas que você conhece estão valendo) com um senpai mais graduado ou mesmo com o sensei. Qualquer coisa abaixo do seu melhor não vai ser o bastante.

Essa é uma lição que todo mundo deveria levar para a vida. Não ser meia boca, não ser meia bomba, não tentar com aquela cara de cachorro derrotado. Se vai fazer, faz bem feito de uma vez, empregando tudo o que você sabe e conhece. Não deixe para dar o seu melhor depois.
Essa é uma postura que eu sempre levo não apenas no swordplay, mas também na vida. Quem treina comigo sabe que eu parto cima, sem ficar muito de embromação. Eu parto sempre pata para o golpe cheio, o golpe que vai matar você de uma tacada só, ou na pior das hipóteses numa boa combinação de golpes rápidos e certeiros.

“Mas é claro” – vai comentar alguém – “Olha só o seu tamanho. Se eu fosse grande como você eu também ia para cima”. Primeiro não é uma questão de ir para cima. É uma questão de se esforçar. E para isso o tamanho não importa muito. No meu grupo existem pelo menos seis pessoas menores do que eu – e todos lutam bem melhor do que eu. Não é mesmo uma questão de tamanho. É a questão de o quanto você está disposto a se esforçar para ver as coisas acontecendo. Mesmo que você seja derrotado você sabe que se esforçou ao máximo e que não entrou no campo de batalha meio morto, com medo do coleguinha muitas vezes melhor que você.


Por isso sempre que possível dê o seu melhor: ataque para matar, defenda-se para viver e faça tudo que estiver a seu alcance. Esforce-se. Dê o “corte perfeito”. 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Eventos de Swordplay – dicas de sobrevivência.

Com a chegada do EPS (Encontro Paulista de Swordplay) e de muitos outros eventos Brasil à fora resolvi fazer este pequeno guia com algumas dicas de o que levar e o que fazer no dia para que dê tudo certo. Bom proveito!

1 – Prepare-se com antecedência.
Não tem nada pior que chegar no evento e perceber que deixou alguma coisa importante em casa. Como é que você foi esquecer do/da (coloque aqui o nome do item importantíssimo que você deixou em cima da sua cama)? Para evitar que isso aconteça escreva uma lista de tudo o que você precisa levar e no dia anterior ao evento junte tudo num canto só.

2 – Avise onde está indo.
Avise a seus pais/responsáveis onde você está indo, com quem, a que horas você pretende voltar, esse tipo de coisa. Nunca é demais ter um pouco de bom senso nessas horas. Mas se você não tem mais que responder a seus pais procure avisar a amigos mais íntimos e até mesmo vizinhos para onde você vai. Hoje em dia segurança nunca é demais.

3 – Não se esqueça do protetor solar...
Se o evento for ao ar livre, como num parque ou praça, não se esqueça de proteger-se adequadamente das indesejáveis queimaduras do sol. Protetor solar não é frescura. É uma necessidade para qualquer pessoa inteligente.

4 – Hail Hydra... digo, Hidrate-se!
Não conte com bebedouros públicos, com vendedores ambulantes ou com a bondade de colegas de treino quando você se desloca para um evento. Leve sua própria cota de água e mantenha-se hidratado o tempo todo. A desidratação é uma coisa bem séria e somada com excesso de raios do sol e calor pode levar até mesmo a desmaios e até convulsões. Prepare-se!

5 – Hora do lanche
Opte por lanches leves, ricos em vitaminas e carboidratos e que possam ser carregados sem a necessidade de refrigeração. Um bom sanduiche de presunto e queijo, barras de cereal, bolo, torta salgada, salgados de padaria são bons exemplos. Evite lutar de barriga vazia.

6 – Heal me, please!
Não há nada de errado em levar alguns itens de primeiros socorros: álcool para limpar feridas, bandaid, merthiolate, gelol, esparadrapo, gaze e outros itens que resolvem 90% das tretas mais sérias que você pode embarrar num evento desse tipo. É como diz aquela velha musiquinha: caiu, bateu, escorregou? Tem que ser... gelol!

7 – Fix me, please!
Já que você está levando material para se cuidar que tal levar material para cuidar do seu equipamento também? Um pouco de silvertape, tesoura, estilete e coisas assim costumam ser uma mão na roda para reparar a espada que se abriu ou aquele escudo que soltou.

8 – Armas... muitas armas.
Existem coisas que a silvertape que você levou não vai dar conta de consertar. Uma espada de cano partido por exemplo. E o que você faz? Saca a sua arma reserva! Leve pelo menos uma arma de confiança, reserva, que você possa usar em caso de necessidade.

9 – Uma muda de roupa limpa e seca
Nunca dê bola para a previsão do tempo. Eles erram na maioria das vezes. Mas se tem uma coisa que é certeza é levar uma muda de roupa sequinha, junto com uma toalha seca e limpinha, guardado num envelope à prova de água. E quando eu falo em “envelope à prova de água” quero dizer um saco plástico bem fechado. Se o evento terminou você não precisa voltar para casa com aquela roupa molhada de suor ou pior ainda, encharcado com a chuva que  previsão do tempo disse que não tinha chance de acontecer.

10 – “Óculos, relógio, carteira”.
Desde que eu comecei a ir sozinho para a escola que eu recito este mantra antes de sair de casa. Se bem que hoje em dia eu troco relógio por celular, mas no fim dá no mesmo. Não leve muito dinheiro em espécie a não ser que você tenha realmente intenção de gastar no evento. Se não for o caso leve pouco dinheiro. O mesmo vale para cartões de crédito/débito que só devem ser usados em caso de emergência. E certifique-se que o seu celular está carregado. Nada piro que na hora que mais precisar dele descobrir que ele está zerado.

11 – E o mais importante...

Entusiasmo e vontade de se divertir. Sério. Não deixe essas coisas em casa quando sair para o seu evento. É um momento legal, de reencontrar/conhecer amigos, condicionar o físico, se divertir e brincar de forma saudável com pessoas que têm o mesmo hobby que você. Nada de chegar no treino com a cara amarrada e pronto para descontar nos outros todas as patadas que o seu chefe, a sua esposa, a sua sogra ou seja lá quem for deu em você durante a semana. Os outros jogadores não merecem isso de você! Deixe seus problemas fora do treino e divirta-se com seus amigos. Você merece e eles também.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Chove chuva, chove sem parar...

Choveu... e agora?


Uma das coisas mais legais da prática do swordplay é o fato dele ser praticado – na maioria das vezes – outdoor. É a chance que os participantes têm de entrar em contato com a natureza, sentindo o sol, a brisa, a grama, as árvores. Num mundo como o nosso onde áreas verdes são cada vez mais escassas, saber que existe um momento de “entrar em contato com a natureza”, ainda mais fazendo alguma coisa que você gosta, é muito bacana. Mas daí, chove.
Essa é uma situação quase certa para quem treina no verão: o grupo será surpreendido com uma boa chuva em alguns dias de treino. Com exceção das tempestades com raios, treinar na chuva não traz, contudo, nenhum prejuízo ao atleta. Só é preciso tomar alguns cuidados extras para que ele não se machuque ou adoeça.
Chover é um verbo defectivo. Ele apresenta irregularidade quando conjugado. E quando chove durante um treino temos uma situação inusitada – e potencialmente perigosa.
O ideal é que se tenha um segundo local de treino, coberto, para ser usado em eventuais eventos climáticos. Uma quadra coberta, um salão comunitário, um depósito vazio, um armazém desocupado são boas opções. Você pode até mesmo deixar o aviso no site do grupo ou postar o aviso pelos grupos sociais que o pessoal mais acessa: em caso de chuva vamos estar na quadra coberta do colégio.
Mas como ideal nunca é o mais comum é bem provável que não se tenha esse segundo local de treino. Nesses casos o ideal é cancelar ou deixar o treino de sobreaviso. Se for uma chuvinha fina, a famosa garoa, pode ser que você consiga treinar. Basta ter cuidado com o chão que vai estar mais escorregadio que de costume e que cedo ou tarde, a sua roupa vai estar encharcada. Devo admitir que lutar com uma chuvinha ao fundo é bem refrescante. Muda completamente a dinâmica e dá uma ideia de “desafio extra”, mas devem ser tomados cuidados extras para que ninguém se machuque.
Em relação ao vestuário, a recomendação é que o swordplayer evite meias de algodão se for treinar na chuva, pois encharcam e podem aumentar o atrito, causando bolhas. Não há como não molhar os tênis, porém alguns modelos possuem um bom sistema de escoamento, evitando que fiquem muito pesados. Já as jaquetas à prova d’água devem ser usadas apenas se oferecerem uma boa ventilação, caso contrário podem esquentar muito o corpo, aumentando a transpiração. E por falar em suor, um erro de quem treina na chuva é achar que pode diminuir a hidratação. O indicado é beber água normalmente, ingerindo de 100 a 200 ml de água a cada 30 minutos.

E se caso a chuva engrossar, ou for propício para relâmpagos e trovões? Neste caso eu peço a você que não treine. O Brasil é campeão mundial na ocorrência de raios. De acordo com a revista Superinteressante (número 84 , agosto de 1994) são mais de 100 milhões de raios por ano! E qualquer um deles é o bastante para dar um fim prematuro a sua vida ou a de seus colegas. Se a chuva começar a aumentar ou os relâmpagos começarem a cruzar o céu paralise o treino imediatamente e vá buscar abrigo seguro. Se você se encontrar preso em uma tempestade de raios, a chave para minimizar o perigo é se abrigar em uma estrutura de proteção. Enquanto a maioria das pessoas procura abrigo quando os raios parecem estar próximos, elas comumente esperam muito tempo para procurar esse abrigo. Se você pode detectar um raio, ele pode estar perto o suficiente para te atingir. Não espere ele cair bem ao seu lado (ou em cima de você) para ficar em segurança.
Evite pequenas estruturas, como banheiros públicos independentes. Coberturas abertas também não são adequados. Estas estruturas vão atrair raios e não fornecem nenhuma proteção, tornando-os mais perigosos para se estar ao redor.
Ficar de pé sob uma árvore é uma péssima ideia. Raios atingem objetos altos, e se a árvore na qual você estiver próximo for atingida, seu corpo pode ser atingido com a mesma força ou sofrer ferimentos tão fortes quanto os sofridos pela árvore.
Seguindo essas orientações, o swordplayer conseguirá completar seu treino tranquilamente, e sem riscos. E para um resfriado, uma boa dica é ter por perto uma toalha e uma muda de roupas secas para trocar logo após o treino.


quinta-feira, 26 de maio de 2016

Dica de jogo: Refém!

 Olá amigos,

Estou trazendo hoje mais uma das práticas que fazemos no grupo dos Cavaleiros da Virtude. Essa é mais uma das nossas “dinâmicas livres” (dinâmicas recreativas e jogos). Ela consiste numa partida de estratégia e embate de times mistos onde cada lado tem um objetivo bem determinado. Vamos às regras:

1 - Dois jogadores tiram os times. Um deles será o time “resgate” e ou outro será o time “sequestro”. Cada um desses jogadores será o capitão de seu time.

2 - O time resgate designa um de seus membros para ser um refém capturado. Esse  refém deve ser posicionado na área de defesa do time sequestro, aqui chamado de prisão.

3 - Esse refém tem regras específicas de movimentação. Ele não pode correr e está desarmado. Ele só pode ser mover se for escoltado por alguém do seu time. A escolta não pode estar a mais de 3m do refém. O refém não pode atacar. O refém neste tipo de jogo é imortal e não sofre dano. Caso a escolta de resgate seja morta o refém deve ser reconduzido por um sequestrador de volta à sua prisão.

4 - O objetivo do time sequestro é manter o refém sob seu poder por 5 minutos. O time sequestro não pode “marcar caixão” e deve manter uma distância de pelo menos dez passos da prisão.

5 - O objetivo do time resgate é invadir a área do time sequestro e resgatar o refém, levando-o em segurança até a área de defesa do time resgate.

6 - Caso algum dos membros dos dois times seja morto ele deve se dirigir até a zona de respawn, levando sua arma em posição de rendição e contar até dez para poder voltar ao campo de batalha. O número de respawns é infinito.  

7 - Ganha o time que completar seus objetivos antes do outro.

É um jogo simples, mas que exige muita estratégia por parte dos dois lados. Algumas variações nas regras podem ser implementadas a fim que o jogo fique mais desafiador. Sugiro as seguintes:

O refém está desarmado, mas se algum combatente ceder uma arma, ele poderá combater. O refém quando atingido mortalmente não morre, no entanto. Ele larga sua arma e se rende.

Ao invés ter apenas um refém os dois grupos podem estar em busca de resgatar alguém. Neste caso a vitória só será alcançada se um time resgatar o seu refém e manter o refém do time adversário.

O capitão de cada time passa a ter um número finito de respawns. Se ele gastar todos os respawns ele morrerá e seu time perderá automaticamente a partida. 


quarta-feira, 11 de maio de 2016

Por que precisamos valorizar os grupos pelo que eles valem e não pelo que achamos que eles custam.

É sábado.  Vai chegando o período da tarde e a agitação na casa de Carlos Henryck, o “Caíke” não pára. São dezenas – literalmente falando – de espadas, lanças, machados, adagas e escudos sendo verificados, contados e catalogados. Tudo guardado em bolsas ou simplesmente amarrado e amontoado no carro da família – que dessa vez vai dar uma carona para levar os equipamentos até o campo de treino, o PEC (Ponto de Encontro Comunitário) do Residencial Santos Dumont, na cidade-satélite de Santa Maria – DF.

Na casa do Erik Lima as agitações começaram ainda mais cedo. Na quarta feira, para ser exato. É o dia da postagem semanal do grupo, alertando os membros a respeito do treino de sábado e das dinâmicas que vão acontecer. Dinâmicas que tinham sido definidas pelo menos uma semana antes. Assim como Caíke, Erik tem sua cota de equipamentos para levar, mas dessa vez o carro da família não está disponível. Ele conta com a ajuda de outros membros do grupo para levar o equipamento até o PEC.

Durante o treino, que começa às duas e meia e vai até às seis da tarde Caíke e Erik se dividem passando treinos (que eles pesquisaram durante toda a semana que passou), coordenando atividades, lutando e corrigindo atitudes de alguns colegas mais exaltados.  Engana-se quem pensa que os títulos de “Cavaleiro” e “Rei” são simples honrarias pomposas: representam muito trabalho e dedicação em nome do grupo.

Ao final do treino Caíke e outros membros do grupo dos armeiros dos Cavaleiros da Virtude (Erik e Henrique) vão juntar o arsenal, recontar tudo, separar as armas que precisam de reparos, empacotar tudo e depois ir para casa.

Tudo isso sem cobrar nada. Nenhum centavo. Zero. De grátis. Na faixa. 0800. Tudo isso para um sujeito chegar atrasado no treino, não fazer nada para ajudar, sentar debaixo da árvore para ficar de conversa fiada e depois ir embora reclamando que o treino foi “fraco”, ou “uma droga”. Tudo isso para que um cara que já treina há bastante tempo chegue sem bata, já no fim do treino porque estava assistindo o campeonato mundial de LOL (League Of Legends – o maior defensor da castidade e da virgindade desde a fundação da Igreja católica). Tudo isso para que um cara deixe de ir porque “o sol tá muito quente hoje”.

Minha mãe já dizia uma coisa muito séria: ingratidão tira afeição. Quanto tempo será que esse pessoal abnegado vai continuar fazendo o que faz para que você, que treina sem compromisso, perca o seu grupo?

“Ah Betão, mas eles fazem porque querem! Ninguém os obriga a gastar o sábado com a molecada!” comenta aquele rapaz com camiseta preta e cavanhaque trançado. Sim, é a mais pura verdade. Eles fazem porque querem. Mas não é por isso que você, ou qualquer outro tem o direito de desmerecer o trabalho deles, seja com comentários estúpidos como esse, seja comparecendo ao treino para não fazer nada e ainda sair reclamando.

Mas nem pense que é exclusividade dos Cavaleiros da Virtude. Os “capas pretas” da Ordem dos Assassinos ralam para caramba e não é só no treino. Se o Lukão e companhia não fizerem o trabalho deles direitinho, não tem treino. Não vai ter espada, treino, técnica, camaradagem, diversão... nada. E isso não é apenas no DF: nos grupos como o Kyôdai em Fortaleza, ou na Magnus Legio de Águas de Lindóia, a realidade é a mesma. Um pequeno grupo trabalha para valer, mantendo a unidade e a coesão do grupo maior. Em outras palavras, eles trabalham para que você possa ir lá exibir seu escudo novo ou a sua adaga personalizada.

E justamente porque nós jogadores recebemos isso de graça na maioria das vezes, ou pagando valores irrisórios, que ficamos mal acostumados. Tem gente que não treinaria swordplay se a mensalidade fosse de R$5,00 por mês. “Não tenho dinheiro”, reclamam em coro o pessoal “mão de vaca” que não tem dinheiro para treinar, mas não hesitam em gastar R$30,00 ou mais numa única escapada ao cinema para ver o novo filme da Marvel e engatar um lanchinho depois.

“Mas é o direito deles gastar o dinheiro deles como acharem melhor”, reclama a menina magricela, cabelos castanhos escorridos e óculos fundos de garrafa na cara. Sim, é um direito de eles gastarem o dinheiro como querem. Mas daí é bom que sejam capazes de eleger suas prioridades e saber com o que gastam. Tenho certeza que com alguma matemática criativa você pode economizar uns trocados para bancar a sua diversão de fim de semana.

Então, a melhor maneira de agradecer a esse pessoal é valorizar o grupo pelo que ele vale. Se o seu grupo cobra mensalidade pague e vá aos treinos. Se ele não cobra, também vá aos treinos com afinco e vontade. Pagando ou não ajude como puder. Não espere que as pessoas peçam uma mão para você. Seja proativo.  Vá lá e pergunte se não precisam da sua ajuda para nada e se você não pode fazer alguma coisa para facilitar o treino dos seus amigos.


Desculpem o texto excessivamente longo. 

domingo, 8 de maio de 2016

Símbolos... de clã.

O termo símbolo, com origem no grego symbolon (σύμβολον), designa um tipo de signo em que a realidade concreta (o significante) representa algo abstrato (religiões, nações, quantidades de tempo ou matéria etc.) por força de convenção, semelhança ou contiguidade semântica. Por exemplo, convencionamos o número como uma representação de quantidade ou de valor de alguma coisa embora aquele símbolo que usamos não exista na natureza.

O "símbolo" é um elemento essencial no processo de comunicação, encontrando-se difundido pelo quotidiano e pelas mais variadas vertentes do saber humano. Embora existam símbolos que sejam reconhecidos internacionalmente, outros só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto. Todo mundo sabe que uma cruz vermelha significa hospital ou atendimento médico, mas poucas pessoas sabem quem um relâmpago cruzando um par de óculos circulares é o símbolo icônico de Harry Potter.

E por que isso é importante para o nosso mundinho de espadas de espuma? Se você tem um grupo e este grupo tem algum símbolo no seu brasão seria interessante saber o que ele significa.

Grupos famosos usam a simbologia e os símbolos a seu favor. A Gladius Swordplay tem como símbolo um escudo cruzado por duas espadas (O simbolismo engloba também a técnica, a habilidade e a disciplina necessária àqueles que empunham a espada, assim como a honra, ética, respeito às regras e retidão de caráter e aos anos de experiência e dedicação ao engrandecimento do grupo). O Draikaner usa dois dragões vermelhos ladeando um escudo como símbolo. O Darastrix usa também um dragão, mas montado sobre um cálice. A Magnus Legio usa uma Quimera (eu pensava que era um leão marinho com asas, mas o Vinicius Madureira, da própria Maguns Legio esclareceu tudo). O Bellator usa uma espada trespassando um “B” maiúsculo. Meu grupo, os Cavaleiros da Virtude usam como símbolo um cavalo empinando. Acho que já deu para entender a referência.

Por isso mesmo é interessante saber que mensagem o símbolo do seu grupo está passando. Conheço um cara que queria colocar o nome do grupo dele como White Knights. Queria, porque quando ele descobriu que se tratava do nome de um grupo racista, desistiu na hora.

Vamos dizer que o seu grupo quer fazer um símbolo e ficou mais um menos assim: uma torre ladeada por duas espadas cruzadas. A torre representa o “castelo”: é símbolo de firmeza, força, tranquilidade, esperança e fidelidade. Dessa maneira, ela representa a parte estável do nosso ser, ou seja, aquela que, em meio aos sabores do clima e é capaz de manter a ordem e nos proteger em meio à batalha.

E a espada? A espada simboliza virtude, bravura e poder, e é um símbolo do estado militar. O poder que a espada representa tem um duplo aspecto: de um lado é destrutivo e pode ser uma destruição injusta, aplicada pela maleficência, e por outro lado é um construtivo e justo, podendo ser usada para estabelecer e manter a paz.


Nada mal para o seu grupo, não é mesmo? Você pode fazer um símbolo muito bacana sem ter que apelar para outros manjados como o lobo, por exemplo. O que me diz? 

SERVIÇO: 


www.dicionariodesimbolos.com.br/
Gladius Swordplay - www.swordplay.com.br
Draikaner - https://draikaner.wordpress.com/
Darastrix - www.darastrix.com.br/
Magnus Legio - https://www.youtube.com/user/Magnuslegio
Bellator - https://www.youtube.com/user/BellatorGCH
Cavaleiros da Virtude - https://www.facebook.com/groups/290815834386415/

Foi mesmo o fim dos Lordes de Ferro

Hoje, depois de muito tempo e muitos avisos, eu excluí definitivamente a conta do Instagram dos Lordes de Ferro. Foi o primeiro grupo de swo...