quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Bastão no swordplay: usos e definições

Não faz muito tempo um amigo e colaborador do blog me inquiriu sobre os motivos do bastão não ser uma arma permitida no swordplay. Como ele me pegou de surpresa eu respondi os motivos mais comuns e dei o assunto por encerrado. Mas hoje, passadas algumas semanas, eu resolvi revisar os motivos de minha recusa em aceitar o bastão como uma arma válida de swordplay e gostaria de compartilhar minhas  reflexões.

O bastão é uma das armas mais antigas da humanidade e uma das mais fáceis de se conseguir. Um cabo de vassoura ou enxada, um tronco fino de árvore reta ou um galho maior que 1,20m já pode ser considerado um bastão. Apesar de sua fácil aquisição, seu manejo adequado exige mais técnica do que o praticante iniciante pode acreditar.  O bastão é uma das poucas armas marciais consideradas simétricas, ou seja, podem ser usadas igualmente para qualquer lado.

Praticamente todas as artes marciais antigas possuem um bastão e um uso para ele. Os antigos samurais usavam o Jô (um bastão de 1,3m de comprimento, cilíndrico, com pelo menos 3cm de diâmetro); o kung fu, o hapkidô, o karatê e ninjutsu usam o bastão Bô, que basicamente é um pedaço de pau de comprimento variante entre 1,80m e 2,1m. Esse bastão de madeira é geralmente feito de bambu.

Nas séries de TV e na ficção, o bastão é usado por vários personagens, como por exemplo Goku em Dragon Ball ("Bastão Mágico"), TenTen em Naruto, Jade em Mortal Kombat, Donatello em Tartarugas Ninja, Tim Drake (Robin III) em Batman, Cheetara em ThunderCats, Diana em Caverna do Dragão, Gambit em X-Men, Morgan Jones em The Walking Dead, só para citar alguns. Ou seja, existem vários motivos para um jogador típico de swordplay querer empunhar um bastão.

The Stick of disagreement

Uma das principais críticas que se faz ao uso do bastão no boffer swordplay é a sua segurança. Um bastão pode atingir altíssimas velocidades graças a seu formato e aerodinâmica e portanto, pode, potencialmente machucar bastante um praticante. A cobertura tradicional para o bastão é o isolante térmico ou isotubo com cobertura plástica para ar condicionado. Mesmo assim o isotubo dá poucos centímetros de espessura de espuma, tendo este que ser complementado com tiras de PI ou espuma de flutuador. Um bastão coberto assim, de forma razoavelmente segura, pode ficar bem gordinho, o que atrapalharia o seu uso.

Outra crítica a ser lavada em consideração é o tamanho da arma e seus pontos de golpe. Um bastão de 1,8m de comprimento é, na verdade, uma parte válida de arma para golpear com 1,8m de comprimento. É incrivelmente apelão. É como se você tivesse uma espada com 1,8m de comprimento que poderia golpear em qualquer direção. As pontas, o meio, as laterais... tudo é golpe válido. E se você pensa que ele não é efetivo contra um oponente de armadura está muito enganado: no mundo antigo muitos cavaleiros de armadura foram derrotados pelo cabo de um ancinho, porque golpes de impacto quebram ossos!

Entretanto os dois problemas citados não são realmente problemas, já que ambos podem ser contornados. As armas de swrodplay são mesmo meio gorduchas, feitas com o propósito de não machucar. Se uma pessoa que usar o bastão vai ter que se acostumar em segurar algo mais “volumoso” do que ele está acostumado.  Então, se aquele seu amigo que praticou Kung Fu quer mesmo usar um bastão como o Rei Macaco, deixe... desde que o bastão seja seguro.

Uma forma de limitar a apelação do bastão é diminuir seu dano: onde quer que o bastão acerte só causará um ponto de dano. Eu sou contra esse tipo de postura, mas é uma solução possível. Outra coisa que pode ser feita é delimitar que áreas do bastão que podem causar dano, deixando uma parte que não causa dano, como o centro, por exemplo. Neste caso a arma pareceria muito mais uma lança dupla, mas com uma área de contato bem maior.

A grande questão é que tudo pode e deve ser adaptado para a prática. Dizer não é muito fácil. Não é a nossa praia. 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Entrevista: Warlike Souls

Antes de tudo galera, obrigado pela oportunidade e por cederem um pouco do seu tempo para essa entrevista.
Nós agradecemos e muito pela oportunidade, e agradecemos a paciência de nos atender bem cedendo seu espaço para conversarmos!

Poderiam se apresentar rapidamente, dizendo como começou no swordplay?
O WARLIKE SOULS iniciou-se pelo de desejo de criar um jogo real e envolvente onde os jogadores pudessem combater entre si com acessórios de combate de forma segura e divertida.
Nossa ideia é proporcionar um sistema de luta diferenciado e inspirado em Games, Animes e Artes marciais. 
Os criadores do sistema Warlike Souls são os profissionais de Educação Física, Prof. Esp. Clériston Sales e o Prof. Esp. Felipe de Arruda, ambos são professores de artes marciais, cosplayers e amantes de games.

O que se faz no clã?

Temos o intuito de unir praticantes de swordplay e seus grupos, e também incentivar através de eventos e treinos a prática desta atividade que traz grandes benefícios sociais, psicológicos e físicos.


Origem do nome do clã, signos, cores favoritas
Nome: Warlike Souls, que tem o significado de ALMAS GUERREIRAS;
Nossas cores são: Branco, preto, vermelho e amarelo.
Nosso brasão:
*Escudo simboliza a nossa força em sempre procurarmos estar unidos;
*Espada simboliza a seriedade dos combates sempre elevando os lados físicos, psicológicos e sociais.
*As duas asas simbolizam o equilíbrio para enfrentar todos os obstáculos, e o aprimoramento de nossas habilidades para crescermos juntos.

Quantos membros vocês têm atualmente?
O Warlike Souls tem grande foco em atender muita gente, sendo as que treinam conosco, de outros clãs, e quem quer nos conhecer.

Para jogar, as pessoas fazem cadastros e nestes anos de existências e atualmente passamos de 350 pessoas que jogaram no nosso sistema de batalhas.


Somos uma equipe pequena, mas atendemos muita gente!

É complicado manter um clã?
Sim e não!

Fazemos muito esforço em manter divulgar nosso trabalho, debatemos muitas ideias para montar boas estratégias de treino, batalhas e eventos para sempre apresentar algo de qualidade para as pessoas, e também tem de ser prazeroso para nós para desenvolvermos um bom trabalho!

Quais são as maiores dificuldades que vocês encontram?
Espaços físicos apropriados para o desenvolvimento dos treinos e batalhas!
Mas estamos nos esforçando para conseguir lugares adequados para muitas pessoas de nossa cidade vir jogar conosco, e também da região! 




Quais são os maiores desafios para manter um clã de swordplay?
Compartilhamos muitas ideias com outros grupos, e parece ser grande a questão administrativa em manter os materiais sempre seguros. Também tem a questão das pessoas se manterem ativas, com o propósito de fazerem as atividades com boa regularidade.

Como vocês fazem para captar novos membros e manter uma estrutura sólida de treinos?
Procuramos desenvolver treinos e eventos com qualidade, e utilizamos bem as mídias sociais. Estudamos muito para obter informações que elevam nossos sistemas de batalhas com bom atendimento gerando retornos das pessoas que nos conhecem que também levam novos praticantes!

Como é a recepção dos novatos?
Interessante que sempre estamos recebendo gente nova que fica olhando querendo conhecer nossas atividades (passam, ficam vendo os outros participarem e perguntam). Estamos prontos para ensinar quem aparecer e buscamos recepcionar bem as pessoas. Às vezes só acontece uma conversa, mas em outro momento a pessoa acaba praticando.

Também temos boas relações com grupos locais, onde trocamos muitas experiências sempre com respeito sobre as opiniões!

Todo tipo de pessoa é bem vinda para treinar ou vocês têm alguma restrição?
O Warlike Souls tem como finalidade levar toda a emoção das batalhas para todas as pessoas!
Temos vários registros em fotos, mas este de um evento de 2016 foi bem marcante.





Rolou muita emoção de toda equipe e de quem estava assistindo!
Crianças, adolescentes, adultos, idosos... Quem quiser participar sempre daremos um jeito de atender bem, pois o Warlike Souls é para todos!

Aqui no DF, local não é um problema para treino. Existem, literalmente, dezenas de espaços públicos disponíveis. E com vocês é assim também?
Há alguns espaços, mas nem todos oferecem estrutura para proteção do clima, ou para atender necessidades fisiológicas!

Também há alguns lugares em que o terreno é irregular e pode proporcionar algumas lesões!

Qual a maior dificuldade que vocês enfrentam para viabilizar os treinos?
Muito interessante é que se marcarmos os treinos e divulgamos nossos eventos, o pessoal que é comprometido sempre dá um jeito de aparecer, mesmo com as dificuldades citadas! Procuramos parcerias com grupos locais e treinamos juntos, aprimorando os treinamentos, e convidamos para nossos eventos, assim ambas as partes ganham com um fluxo bacana de pessoas!
Nesta parte nos sentimos gratos pela presença do pessoal participante, e estamos sempre pronto para disponibilizar atividades!

Qual é o roteiro de um treino normal de vocês?
Como somos professores de Educação Física, temos todo o roteiro de treino deste a preparação física, psicológica, tática e batalhas entre os integrantes.
Tudo acompanhado e corrigido (quando necessário), por nós dois e as vezes com participantes especiais convidados.




O que uma pessoa que nunca veio ao treino de swordplay pode esperar do grupo?
Acolhimento!
Acho que é o que as pessoas mais procuram quando vão praticar alguma atividade que se identificam ou querem conhecer!
Acolhimento é importante para o crescimento do swordplay, bom para o grupo e também para o desenvolvimento de cada pessoa dentro e fora das atividades!




Como é a relação de vocês com as mídias e redes sociais?
Estes são nossos meios de comunicação

Temos muita atenção com o material que vai para estas mídias, pois temos como missão atender bem as pessoas!




O que vocês acham dos vídeos de treinamento on-line? São válidos? Ou é só bobagem?
São bons!
Os conhecimentos são válidos e cabe filtrar para absorver o melhor que se adequa as nossas necessidades!
Quando iniciamos, pesquisamos muito, e com o Warlike crescendo estamos pesquisando o dobro!




Como funciona a evolução pessoal dentro do clã?
No Warlike Souls cada participante tem a emoção de estar em um GAME LIVE, onde para entrar tem que passar por um cadastro de batalha, e o participante recebe um número!

A cada vitória ou derrota dentro dos nossos sistemas de batalhas, há pontos de experiências que são computados em um RANKING, que gera a evolução de quem joga!
Todos que entram iniciam com acessórios básicos (punhais, uma espada), na medida em que atingem os pontos necessários “destravam” novos acessórios. Ao alcançar o 5º nível o jogador poderá escolher sua profissão entre: BÁRBARO, ARQUEIRO, CAVALEIRO, MAGO, MONGE. 

A também os sistemas de batalha em modo história, onde as equipes passam por aventuras e enfrentam grandes chefes BOSS WARLIKE SOULS caracterizados que podem “dropar” itens especiais.

Até onde um novato pode chegar, se for esforçado o bastante?
Quem entra no Warlike pode futuramente ser um grande desafiador, pois se manter a frente no RANKING não é fácil, pois muita gente demonstra querer batalhar para evoluir e ganhar!

Respeitamos muito desde o novato até as pessoas mais experientes. Pedimos que as pessoas lutem com respeito e diversão.

Mais ou menos um ano e meio atrás o meu grupo fez uma ação social com doação de roupas e agasalhos para um lar de idosos. Vocês têm ações semelhantes? O que acham desse tipo de coisa?
Temos planos para realizar ou neste ano ou ano que vem um dia de batalhas para arrecadar itens para projetos sociais!
Esta parte é importante não só para o grupo, mas também para a sociedade ver o quando unidos podemos fazer coisas incríveis ao próximo!


OBS: Parabéns pela ação de vocês para o lar dos idosos!

Vocês acham que o swordplay vem crescendo nos últimos anos no Brasil?
Com certeza!

Acompanhamos muitos grupos surgindo, principalmente nas fontes do facebook, e o interessante que cada um se adequa da melhor forma para passar o swordplay!

O que falta para um desenvolvimento maior da atividade desportiva no Brasil?
Observamos que muitos grupos se unem para promover eventos para difundir o swordplay, e tem bons resultados. Também vimos que alguns grupos conseguiram parcerias com prefeituras, este é o caminho para o desenvolvimento!

Achamos que uma questão de tempo para ser uma atividade bem reconhecida e com as mídias sociais a informação chega mais rápido!
Por nossas experiências vemos como é rápido uma pessoa ver nossas publicações e acaba levando um(a) amigo(a) e depois aparecem nos treinos e isso vai tomando proporções maiores!


Caras, obrigado mesmo pela entrevista. Gostariam de comentar mais alguma coisa?
Nós agradecemos e muito pela oportunidade!

Gostaríamos de convidar Guerreiros e Guerreiras para mais um evento da Warlike Souls Brasil, que vai garantir muitas batalhas e premiação para os 3 primeiros colocados!

Esperamos vocês!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Tá dodói? Fique em casa...

João Bernardes: Dois ligamentos rompidos, três parafusos, mais umas semanas de gesso e sem treino.
Valberto Filho: Tudo isso com uma queda andando pela calçada? Porra, como é que você viveu esse tempo todo para treinar?
João Bernardes: Pois é. Eu faço um monte de coisa que seria mais perigosa e nunca me machuco... Mas andando de boa na calçada sempre me ferro (deve ser por não ficar tão atento, sei lá). Tá foda ficar sem treinar viu? Daqui a pouco vou tentar pelo menos treinar espada única com a esquerda mesmo.

Esse diálogo com o meu amigo João Bernanrdes foi colhido não faz muito tempo, numa das postagens da Liga Nacional de Swordplay. João, eu só posso dizer duas coisas: você me representa, cara. Mas seja lá o que você for fazer, não vá treinar, é sério. Eu vou explicar os motivos abaixo.

Desde que eu comecei a treinar eu me machuquei algumas vezes. É um esporte aeróbico, de contato, normalmente praticado outdoor, em parques e gramados públicos, irregulares e cheios de pedras soltas e outras coisas menos agradáveis. Além disso, eu já cheguei na idade dos entas. Quarenta anos nas costas não me fizeram mais resistente. Se eu não tivesse me machucado nenhuma vez seria mais fácil acreditar que eu não fui treinar nenhuma vez.

Segundo a Dra. Ana Lucena, Fisioterapeuta, a lesão é um evento indesejável e desagradável na vida do atleta. Infelizmente são um mal comum a todos os atletas, profissionais ou amadores. A lesão quase sempre vem acompanhada de dor, desconforto e até mesmo da incapacidade de continuar treinando. As lesões mais comuns na prática esportiva são os entorses, contusões, luxações, fraturas, distensões, cãibras e tendinites. Todas essas lesões podem ser em consequência de traumas ou trabalho excessivo da musculatura, afetando significativamente os músculos, tendões e estruturas ósseas na região acometida.

Por isso, se você se machucar como o João, ou como eu (que tenho fascite plantar), siga estritamente as orientações de um profissional de saúde devidamente gabaritado. Nada de pedir apenas um analgésico na farmácia e voltar a treinar quando não sentir mais dor.

É um dos maiores erros que você pode fazer, avisa a Dra. Ana Lucena. Uma lesão deve ser tratada adequadamente o quanto antes para que ela não evolua para um problema ainda maior. O ideal é procurar imediatamente um bom médico, ou mesmo um fisioterapeuta esportivo. Ele é o profissional que vai indicar o tratamento coreto para eliminar a dor, recuperar a flexibilidade, a força muscular e a estabilidade da área lesada, e retornar o paciente à sua prática esportiva o mais rápido possível, com segurança, dentro dos limites fisiológicos e clínicos pós-lesão.

Por mais que seja tentador, não volte aos treinos antes da hora e não busque caminhos alternativos fora dos meios profissionais para se recuperar. Siga as orientações do seu médico à risca. Respeite os limites do seu corpo e aprenda a conviver com suas limitações. Boa parte da superação de uma lesão grave é feita em cima da cama, com o pé para cima, tomando suquinho e assistindo a reprise de Berserk. 

Não se preocupe. Em pouco tempo você vai estar de volta, recuperado e pronto para outra.

Baixe sua bola, coleguinha.

Uma das três virtudes preconizadas pelos estatutos da Aliança de Beufort é a Humildade. Como eu já coloquei aqui em algum lugar, ser humilde não é baixar a cabeça e sim saber qual é o seu lugar. Vinda do latim humilitas, é a virtude que consiste em conhecer as suas próprias limitações e fraquezas, agindo de acordo com essa consciência.

Alguns autores, como Aristóteles, afirmam que ela refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é considerada pela maioria das pessoas como a virtude que dá o sentimento exato do nosso bom senso ao nos avaliarmos em relação às outras pessoas.

Não devemos, no entanto, confundir a humildade com a modéstia. Entendendo modéstia como o sentimento de acautelar-se quanto às qualidades intelectuais e morais em oposição a um exibicionismo vaidoso.

Apesar de não ter sido um praticante da humildade Sócrates parecia conhecê-la por demais. No seu aforismo “só sei que nada sei” ele eixa isso bem claro. Ao dizer que ele sabia que não sabia das coisas ele afirmava duas coisas: a sua ignorância, ao não saber de nada e o seu desejo de aprender. Ora, se ele sabe que não sabe de nada, ele pode aprender qualquer coisa!

Em outras palavras a Humildade nos leva a um conhecimento raro nos dias de hoje: o de se conhecer. E como dizia Sun Tzu: ser humilde é demonstração de sabedoria.

E por que eu estou trazendo esse assunto à baila? Cara, porque tem mesmo muita gente que se acha no meio do swordplay. Dia desses estava conversando com um colega meu sobre as diferenças regionais dos jogos. Na cidade dele a maioria das pessoas prefere o escudo redondo e com pegada de punch enquanto eu dizia que aqui no DF o pessoal preferia o escudo Heather com pegada strap. Daí, do nada, chegou um cara arrotando que nós dois estávamos errados e que na “antiguidade clássica” ninguém amarrava o escudo no braço e que isso era coisa de filme e nerd bitolado...

Na hora me deu aquela vontade de perguntar para a pessoa: vem cá, quem foi que te chamou nessa conversa, hein? Mas eu permaneci calado porque antevi que aquela era uma briga que eu não estava disposto a comprar. Simplesmente dei “calado” como resposta e ignorando o sujeito intrometido continuei conversando com o meu amigo visitante.

Talvez você não saiba amigo/amiga, mas ninguém gosta de um sabichão. Quem sabe o intrometido ache que esta abafando, mostrando quanto ele estudou nesses últimos anos, mas na verdade tudo o que ele está fazendo é se mostrando uma pessoa pouco humilde, metida e inconveniente.  

Eu mesmo procuro ser humilde sempre que posso. Num dos últimos treinos eu pedi para enfrentar outra pessoa no jogo de pega-bandeira. O jogador que eu queria evitar era rápido demais para mim e como eu não costumo (e nem posso) correr, pedi que outra pessoa o marcasse.

Então, o conselho de hoje é muito simples: seja humilde. Conheça-se muito antes de achar que conhece o mundo à sua volta. Todos ganham com esse tipo de postura.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Nem é pelo design, é que ela se parece uma árvore de natal!

Espadas fantasiosas
 

“Vocês são a favor de espadas realistas ou fantasiosas? Lembrando que estou falando de design não de funcionalidade. Eu pessoalmente odeio espadas que fujam a realidade”. Catei essa frase do grupo “A Forja” para começar esse texto, mas não sem antes dar créditos a seu dono, o colega de forjas Gabriel Toddai Lopes.

Existem algumas questões interessantes da fala do Gabriel. Mas para que eu possa trazê-las à tona é necessário fazer alguns entendimentos com você, leitor.

Primeiro entendimento: estou falando aqui de boffer swordplay. Não estou falando de recriação histórica, softcombat ou Hema. Ou seja, estou falando de uma modalidade esportiva com regras bem centradas no toque e não no impacto.

Segundo entendimento: as regras de boffer swordplay rezam que basta um toquinho da arma adversária no lugar certo para que o oponente seja derrotado. Tanto faz se eu bater com força a espada no peito do colega ou se simplesmente eu encostar a ponta da minha boffer sword no peito dele, ele será eliminado da partida.

Terceiro entendimento: uma vez que qualquer tipo de toque vale, o ideal é que não se bata com força, a fim de não machucar e sim preservar a integridade do colega de treinos. Como diria um amigo da BCS: “Swordplay não é Star Wars, por isso não use a força”.

Com esses três entendimentos em mente, vamos voltar à fala do Gabriel? Quando ele faz o seu questionamento ele obviamente está falando da aparência que a arma tem. Design e não funcionalidade, como ele mesmo frisa em seu texto.

Eu jogo esta pergunta para você, leitor. O que você, praticante de boffer swordplay, prefere? Armas mais realistas ou armas fantasiosas? Reflita e responda para si mesmo. Temos uma resposta? Ótimo!

Em primeiro momento sou obrigado a discordar da opinião do Gabriel. EU (vejam bem, estou falando de mim mesmo) não dou muita bola para a veracidade histórica ou a fidedignidade de uma peça, desde que ela seja segura e que não machuque os colegas de treino. Aliás, apesar de não ser capaz de forjar tais peças, sou apaixonado por armas fantasiosas, que lembrem a estética exagerada dos animes e de algumas produções hollywoodianas. Não estou dizendo que uma espada feita para se parecer, em aparência, uma réplica de uma espada que já existiu está errada. Ela está certa. Eu é que prefiro o lado mais fantástico da coisa.

“E por que Betão?” pergunta a mocinha baixinha com bata branca e com um baralho de tarô devidamente amarrado no seu cinto de couro. Por que o boffer swordplay já é, em sua essência, um jogo fantasioso. Por mais que eu me esforce em fazer réplicas o mais próximo possível de suas contrapartes do mundo real elas ainda vão ser, em essência, pedaços de cano ou fibra de vidro, cobertas com PI ou espuma e selados com silvertape. Por mais que eu estabeleça uma medida férrea para espadas de uma mão para o meu grupo, as espadas e armas assim produzidas não serão mais que simulacros dentro de regras fantásticas: encostou a arma no meu peito eu morro; bateu a arma na minha cabeça, você morre. Fantasia pura.

Agora é a hora de pinçar outra fala, desta vez do Fox Sullivan: “acho que, indiferente do uso, a pessoa deve se sentir bem com o equipamento que possui, desde que não atrapalhe a diversão ou treinamento do amiguinho”.

Quando eu jogava Ragnarok online decidi que depois do meu primeiro personagem, todos teriam nomes zoeiros. Era impressionante como as pessoas se incomodavam com “Sir Suvaquinho Depilado”, Knight ou com o “Rabinho Salgado”, Arruaceiro. Imagino que, dadas as devidas proporções, o nome dos meus antigos personagens tenha o mesmo incômodo que as armas fantasiosas tem em algumas pessoas. E por que elas se incomodam tanto? Não saberia dizer. Mas acredito que os motivos podem ser pensados por vocês mesmos.


Era isso. Vida longa ao Swordplay. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Dedicação

“O que eu queria era que as pessoas se conscientizassem que swordplay é um hobby tão importante quanto qualquer outro e não uma coisa que você faz quando não tem mais nada de interessante para fazer”. Essa frase, pescada entre tantas outras que abundaram a reunião pré-treino conjunto, ocorrida neste domingo 15 de janeiro de 2017, me fez questionar. Swordplay é uma coisa sem importância na vida de seus praticantes?

Eu já abordei aqui, em outras ocasiões, sobre você ir ou não ir a um treino de swordplay por este ou aquele motivo. A grande lição que se tira daquelas postagens antigas é que você tem de dizer quais são as suas prioridades e ser fiel à elas. Se você acha que é mais importante para você, fique em casa vendo a reprise do CBOLOL. Se for socialmente imperativo que você saia com a sua esposa, vá com ela. Caso a escola/faculdade/empresa/trabalho exigir sua presença, não se negue e vá. É como dizia a sabedoria da minha mãe: “primeiro a obrigação, depois a devoção”.

Então tudo recai sobre o quanto você gosta de bater espadinhas com seus amigos e quanto você está disposto a investir do seu tempo/dinheiro/energia para isso. É isso com todos ou com quase todos os hobbies. É a dedicação que faz de você um colecionador de quadrinhos ao invés de um simples leitor ocasional; é a dedicação que faz você ser um conhecedor de animes ao invés de um cara que confundo e o jovem Gohan com o Yancha, em Dragon Ball; é a dedicação que faz você se tornar uma referência no seu reino pelo uso da sua arma ou aquele cara que aparece vez sim, vez não.

Entenda que não estou dizendo que o cara “referência” é mais importante que o cara que vem treinar a cada solstício de verão. Eu não estou dizendo, porque eu não preciso dizer. Quem você quer no seu reino/clã? Um cara ponta firme, que aparece quase sempre ou um sujeito que vai trocar o treino pela primeira maratona de Star Wars no Netflix? Se você leu até aqui já sabe a resposta.
Dedicado ou não dedicado... o que você prefere?

E como fazer com que a pessoa se torne um membro dedicado? Não existe resposta certa ou receita de bolo para isso. Para que isso aconteça você te de criar no seu jogador uma satisfação por vir jogar que seja maior do que a satisfação que ele tem em outros hobbies. E isso nem sempre é possível.

Parafraseando Jim Ronh, no seu seminário de fim de semana sobre gerenciamento e planejamento de carreiras, num grupo de dez pessoas temos a seguinte proporção: três fazem a coisa acontecer, cinco são “encostados”, um é inconstante e o que sobra é do contra. É assim em todas as empresas e grupos de trabalho que você puder imaginar, com uma diferença mínima entre as categorias. A boa notícia é que se você tiver pelo menos 30% dos seus membros como dedicados o seu grupo tem uma chance muito boa de expandir e ir para frente.


Era isso. Mas antes de sair gostaria de deixar a pergunta para vocês: você tem se dedicado o bastante para fazer do seu grupo uma coisa divertida para todo mundo?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Os reis da espadinha tóxica

Ou: guia rápido de como lidar com os babacas que abundam o mundo do swordplay.

Nunca falha: De repente você está de boa, conversando com o pessoal do treino ou com amigos na net quando chega um sujeito que mais parece um peito de pombo, arrotando todo o “conhecimento” que ele tem do esporte. Daí ele começa a falar um monte de besteiras e para garantir a sua argumentação solta uma pérola do tipo: “Ah, mas eu treino faz mais de dez anos”. Da vontade de olhar para a cara do pulha e soltar um: “E daí?”

Sabem, poucas frases me deixam mais revoltado do que esta acima e suas variações. É o tipo da coisa que eu não suporto e eu acho que, sinceramente, ninguém deveria suportar é um cara que usa deste tipo de argumento para vencer um debate ou para dar mais peso ao que ele está falando. Claro eu não estou desmerecendo aqui quem tem história de verdade no swordplay e usar esse conhecimento para fazer o esporte florescer. Uma coisa é você sair por ai dizendo que joga tem dez anos ou mais (e dessa forma chamando todo mundo de noobie), ou se propondo a ajudar alguém (Ei cara, você luta bem. Já pensou em usar o quadrado de Meyer na sua técnica?)

Infelizmente é fácil constatar que essa postura se enquadra em todos os lugares. Pessoas se arvoram de seus pseudo-conhecimentos para vencer discussões ou para parecerem superiores. Como se citar o currículo dele fosse o bastante, uma espécie de arma definitiva. E no swordplay eles têm aparecido como erva daninha numa horta mal cuidada.

Você conhece o sujeito. É aquele tipinho que se arvora como “o dono do maior grupo de recriação histórica de Brasília” ou “o cara que inventou as batas amarelo e pretas” ou “o cara que primeiro usou silvertape para cobrir PI30 sobre uma vareta de fibra de vidro”. É uma maneira bem estúpida de usar dessas qualificações para fazer valer o seu próprio ponto de vista. E é o tipo da coisa que é mais comum no mundinho do swordplay do que podemos supor. Parece que quando mais popular o esporte fica ou fica mais conhecido o grupo que a pessoa faz parte, mais a pessoa incha, ou melhor, seu ego incha, tal qual fosse um cururu tei-tei. E daí, pouco a pouco, o ego vai tomando de conta. Cedo ou tarde o cara vai achar que caga mais cheiroso do que qualquer um de nós aqui simplesmente porque ele é dono de um blog que fala de swordplay, ou coisa que o valha.

E claro, não podemos esquecer os caras que nunca jogam em ocasião nenhuma, mas que fazem questão de aparecer nos eventos e treinos, isso há muitos anos. Quantas vezes ouvimos coisas do tipo “como jogador a mais de trinta anos” ou “como dono do maior grupo de swordplay deste lado do parque do Ibirapuera”? Vezes o bastante em minha opinião. Está na hora de contra-atacar.

Normalmente quem usa desses argumentos é uma pessoa que verdadeiramente não tem preparo algum, base ou argumentos sólidos o bastante para permanecer na discussão. Ele quer crescer de uma forma pouco ética, mas muito comum: diminuindo o outro. Ora que chances eu, pobre mortal, tenho de vencer uma discussão sobre espadas longas com um cara que treina desde que Sarney era presidente da república? Eu tenho todas. Desde que eu saiba do que estou falando e esteja pronto para a aceitar o argumento do outro e não suas falácias e bravatas.

E como dar cabo desses tipos? É muito fácil. Quando alguém usar de qualquer desses argumentos tudo o que você precisa é ignorá-lo. Deixe o cara falando bosta sozinho e vá bater espadinha com os colegas. Você ganha muito mais. Mas na possibilidade de não poder fazer isso, basta responder:

Você sabe com quem está falando?
Sim, eu sei. Estou falando com um cidadão brasileiro, assim como eu. Um cidadão cumpridor de seus deveres e direitos como eu. Pessoas que perante a lei são iguais.

Você não sabe do que está falando. Eu sou o líder do antigo (e extinto) clã das espadas emplumadas e ganhador da Copa Itaim-Bibi de Swordplay de 1998…
Eu não sei em que suas qualificações como líder/ganhador do prêmio podem fazer seus argumentos mais fortes ou mais consistentes. Acredite, usar sua qualificação para dar sustentação a esses argumentos fracos só desmerece sua capacidade e reputação.

Eu jogo/treino a 20 anos e é a coisa mais idiota que eu já ouvi.
Eu jogo a bem menos tempo e coisas idiotas por coisas idiotas esse seu argumento bateu os meus recordes. A única coisa que tempo de jogo favorece é ter acesso a mais tempo de treino do que eu. Mas mesmo isso não garante nenhuma argumentação ou conhecimento mais sólido.




No fim das contas, argumente. E não leve as posições tão á sério. A não ser que a posição seja da esgrima francesa. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

E o recesso está acabando...

De volta aos Treinos
Com o fim de festas é hora de retomar os treinos. Para a grande maioria dos grupos de swordplay a volta vai se dar dentro  de uma ou duas semanas. E para o amiguinho ou amiguinha que parou nesse período para descansar, curtir e comer, seguem algumas dicas para retornar às atividades de treino.

Neste período a galera volta com tudo para os treinos para recuperar o que perdeu (ou eliminar o que ganhou) nessas duas semanas de festas. Acredite: essa pequena pausa é o tempo suficiente para que seu corpo perca condicionamento, força, resistência e flexibilidade. Você vai perceber, de uma forma bem clara, que toda a sua habilidade demonstrada no último treino do ano passado parece ter ficado por lá.

Mas não se preocupe. Isso é normal. Afinal você deve ter passado horas dentro de um carro viajando, dormiu até mais tarde, ficou sentado na beira da piscina, exagerou na comida e bebida, e praticou pouca ou até nenhuma atividade física.

Pessoas que praticam alguma atividade física (como o swordplay) costumam ter o metabolismo acelerado. Muitos que não são apenas praticantes de swordplay, também mantém-se em dieta e contando as calorias. Quando paramos de treinar, a velocidade do metabolismo diminui e as calorias ingeridas a mais do que estão acostumados tornam-se gordura em excesso. É muito comum ver atletas voltando para os treinos fora de forma.

O Treino para voltar das férias
A volta aos treinos tem que ser cautelosa: isso evita lesões. Não tenha pressa para ficar em dominar novamente os fundamentos da lança, ou dar um tiro de 100m eliminando todos os defensores que aparecerem no seu caminho. O retorno pode ser mais rápido do que você imagina.

Algumas dicas para seu retorno: treino para voltar das férias: 

Quando for fazer exercícios de coordenação e golpes (como o quadrado de Meyer) bata mais leve e faça mais repetições das manobras;

Procure fazer treinos de intensidade leve/moderada... não é hora de exagerar ainda;

Alongue-se bastante;

Atividades aeróbicas devem ser moderadas: não tente correr na mesma velocidade e distância que você estava correndo antes de sair de férias. Tendo isso em mente seja honesto e compreensivo consigo mesmo;


Após duas semanas, com uma frequência boa, você vai se sentir melhor e poderá voltar aos exercícios mais intensos, e aí sim, pegar firme para se preparar para os eventos deste ano. 


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Retrospectiva do passado e votos para o futuro

Em fevereiro de 2015 eu comecei minha jornada no swordplay. Começou como a busca por um novo hobbie. Naquele momento de 2015 eu tinha começado duas campanhas de D&D 5ª edição que não foram para frente porque os jogadores não tinham agenda. Foi absolutamente frustrante. E eu precisava ocupar a minha mente com alguma coisa. Coincidentemente vi uma reportagem no DFTV sobre uns loucos que se vestiam de fantasias medievais e ficavam se batendo com armas de espuma no parque da cidade. Lembrei-me na mesma hora do Graal/SP, um grupo de boffer swordplay que eu tinha visto numa convenção de RPG na década de 90. Daí eu pensei... por que não?

Entrei em contato com o meu amigo e parceiro de jogos de longa data, o confrade Leandro Godoy, da confraria das ideias, e pedi indicações de um grupo de swordplay no DF. Haviam vários grupos em vista, mas por comodidade resolvi experimentar o grupo mais próximo de casa. O grupo dos “cavaleiros da virtude” (hoje Eldhestar) ficava a menos de dez minutos de carro. Acertei tudo para o sábado e na semana anterior me dediquei a fazer a minha primeira espada de espaguete de piscina. Pena que a espada não durou nadinha: o cano quebrou antes do fim do primeiro treino. Uma pena. Mas o importante foi que eu me diverti muito e na semana seguinte lá estava eu de novo.  

Eu não era exatamente um novato na luta com espadas. Tinha feito dois anos de kendô/kenjutsu no Instituto Niten, aqui de Brasília e já tinha conquistado o sétimo kyo (não fique impressionado – é algo como a primeira graduação, como se fosse uma faixa cinza de judô). Antes disso tinha pegado toda aquela safra de filmes de piratas e cavaleiros que abundava a sessão da tarde na década de 80. Mas nada disso tinha me preparado para o swordplay.  

Claro, olhando de fora você pensa que é tudo uma grande palhaçada. As poses, os golpes, a movimentação... mas quando é você que está segurando o pedaço de cano coberto com espuma e amarrado com silvertape o seu entendimento muda de figura. E o mais importante: o divertimento flui.

As coisas foram evoluindo e eu deixei de lado a espada de duas mãos e passei a usar um escudo. Eu acabei me adaptando bem ao uso do escudo, tanto é que esse é o estilo de luta que me deixa mais à vontade hoje em dia. Foi nesta mesma época que comecei a me interessar pela forja a um nível mais bacana. Quase toda semana eu crio uma arma diferente. Quando eu levo o meu “arsenal completo” as pessoas dizem que é como se eu levasse armas para um reino inteiro.

Meio que a contragosto eu fui crescendo dentro do esporte. Tudo o que eu queria era um novo hobbie: não queria me envolver com organização, com tretas e com nada que não fosse explicitamente divertido. Alguma coisa para me manter ocupado e longe de imbecilidades como o Luciano Huck ou o Esquenta numa tarde de sábado tediosa. Mas acabou que em vários momentos eu precisei deixar esse desejo de lado e me aventurar em práticas menos divertidas de organização. É como me disseram uma vez: se você quer se divertir tem que ajudar os outros a se divertirem também.

Eu sou, provavelmente, o cara mais velho em atividade praticando o swordplay no DF. Tenho 40 anos – se tiver um tiozão mais velho ou na mesma faixa etária, dê um oi e vamos montar a liga dos tiozões do swordplay – mas não vejo os meus colegas de treino como crianças. Eu os vejo como irmãos de armas, como colegas de treino, e eu trato todos como iguais. Não é porque sou mais velho que vou tratar todo mundo como se fosse meu filho.

Esse ano que passou foi muito duro. Perdemos pessoas incríveis que treinavam conosco, mudamos nossa identidade, estivemos na beira do abismo e às portas da desistência. Mas o importante é que seguimos em frente. Alias, é a única coisa que importa: seguir em frente, não importam as adversidades.


Eu não sei o que o ano de 2017 vai nos trazer. Mas seja lá o que for, pretendo enfrenta-lo de escudo em guarda e espada pronta para o contra-ataque.  É como diz a musica Advanced Wind, da trilha sonora do jogo Wild Arms 3 do Playstation 2: 


My shield is strong, 
I'll take my chances here and now! 
Bring on the fight, 
I'll find a way to win somehow! 
No tomorrows, no regrets, 
I'll risk it all for this brand new day!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Natal, ano novo, recesso e espadinhas

Fim do ano e recesso no swordplay do Betão

A todos os amigos e leitores que me deram a honra de suas visitas e comentários, que acreditaram no meu trabalho e durante este ano caminharam comigo, meu muito obrigado. Com sabedoria, esperança, fé, união e trabalho, fomos capazes de encontrar soluções e caminhos para o nosso querido hobby. Unido com vocês, me tornei mais forte para conquistar e realizar metas ainda mais audaciosas. Por isso eu, Betão do Swordplay e coisas afins, desejo aos leitores e amigos um natal cheio de amor, paz, alegria e boas festas.

Que o ano vindouro possa trazer saúde, desenvolvimento, realização de novos planos e projetos.

Estaremos de volta na segunda quinzena de janeiro de 2017.


Feliz natal, prospero Ano Novo e vida longa ao Swordplay!

Foi mesmo o fim dos Lordes de Ferro

Hoje, depois de muito tempo e muitos avisos, eu excluí definitivamente a conta do Instagram dos Lordes de Ferro. Foi o primeiro grupo de swo...