quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Baixe sua bola, coleguinha.

Uma das três virtudes preconizadas pelos estatutos da Aliança de Beufort é a Humildade. Como eu já coloquei aqui em algum lugar, ser humilde não é baixar a cabeça e sim saber qual é o seu lugar. Vinda do latim humilitas, é a virtude que consiste em conhecer as suas próprias limitações e fraquezas, agindo de acordo com essa consciência.

Alguns autores, como Aristóteles, afirmam que ela refere-se à qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre as outras pessoas, nem mostrar ser superior a elas. A Humildade é considerada pela maioria das pessoas como a virtude que dá o sentimento exato do nosso bom senso ao nos avaliarmos em relação às outras pessoas.

Não devemos, no entanto, confundir a humildade com a modéstia. Entendendo modéstia como o sentimento de acautelar-se quanto às qualidades intelectuais e morais em oposição a um exibicionismo vaidoso.

Apesar de não ter sido um praticante da humildade Sócrates parecia conhecê-la por demais. No seu aforismo “só sei que nada sei” ele eixa isso bem claro. Ao dizer que ele sabia que não sabia das coisas ele afirmava duas coisas: a sua ignorância, ao não saber de nada e o seu desejo de aprender. Ora, se ele sabe que não sabe de nada, ele pode aprender qualquer coisa!

Em outras palavras a Humildade nos leva a um conhecimento raro nos dias de hoje: o de se conhecer. E como dizia Sun Tzu: ser humilde é demonstração de sabedoria.

E por que eu estou trazendo esse assunto à baila? Cara, porque tem mesmo muita gente que se acha no meio do swordplay. Dia desses estava conversando com um colega meu sobre as diferenças regionais dos jogos. Na cidade dele a maioria das pessoas prefere o escudo redondo e com pegada de punch enquanto eu dizia que aqui no DF o pessoal preferia o escudo Heather com pegada strap. Daí, do nada, chegou um cara arrotando que nós dois estávamos errados e que na “antiguidade clássica” ninguém amarrava o escudo no braço e que isso era coisa de filme e nerd bitolado...

Na hora me deu aquela vontade de perguntar para a pessoa: vem cá, quem foi que te chamou nessa conversa, hein? Mas eu permaneci calado porque antevi que aquela era uma briga que eu não estava disposto a comprar. Simplesmente dei “calado” como resposta e ignorando o sujeito intrometido continuei conversando com o meu amigo visitante.

Talvez você não saiba amigo/amiga, mas ninguém gosta de um sabichão. Quem sabe o intrometido ache que esta abafando, mostrando quanto ele estudou nesses últimos anos, mas na verdade tudo o que ele está fazendo é se mostrando uma pessoa pouco humilde, metida e inconveniente.  

Eu mesmo procuro ser humilde sempre que posso. Num dos últimos treinos eu pedi para enfrentar outra pessoa no jogo de pega-bandeira. O jogador que eu queria evitar era rápido demais para mim e como eu não costumo (e nem posso) correr, pedi que outra pessoa o marcasse.

Então, o conselho de hoje é muito simples: seja humilde. Conheça-se muito antes de achar que conhece o mundo à sua volta. Todos ganham com esse tipo de postura.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Nem é pelo design, é que ela se parece uma árvore de natal!

Espadas fantasiosas
 

“Vocês são a favor de espadas realistas ou fantasiosas? Lembrando que estou falando de design não de funcionalidade. Eu pessoalmente odeio espadas que fujam a realidade”. Catei essa frase do grupo “A Forja” para começar esse texto, mas não sem antes dar créditos a seu dono, o colega de forjas Gabriel Toddai Lopes.

Existem algumas questões interessantes da fala do Gabriel. Mas para que eu possa trazê-las à tona é necessário fazer alguns entendimentos com você, leitor.

Primeiro entendimento: estou falando aqui de boffer swordplay. Não estou falando de recriação histórica, softcombat ou Hema. Ou seja, estou falando de uma modalidade esportiva com regras bem centradas no toque e não no impacto.

Segundo entendimento: as regras de boffer swordplay rezam que basta um toquinho da arma adversária no lugar certo para que o oponente seja derrotado. Tanto faz se eu bater com força a espada no peito do colega ou se simplesmente eu encostar a ponta da minha boffer sword no peito dele, ele será eliminado da partida.

Terceiro entendimento: uma vez que qualquer tipo de toque vale, o ideal é que não se bata com força, a fim de não machucar e sim preservar a integridade do colega de treinos. Como diria um amigo da BCS: “Swordplay não é Star Wars, por isso não use a força”.

Com esses três entendimentos em mente, vamos voltar à fala do Gabriel? Quando ele faz o seu questionamento ele obviamente está falando da aparência que a arma tem. Design e não funcionalidade, como ele mesmo frisa em seu texto.

Eu jogo esta pergunta para você, leitor. O que você, praticante de boffer swordplay, prefere? Armas mais realistas ou armas fantasiosas? Reflita e responda para si mesmo. Temos uma resposta? Ótimo!

Em primeiro momento sou obrigado a discordar da opinião do Gabriel. EU (vejam bem, estou falando de mim mesmo) não dou muita bola para a veracidade histórica ou a fidedignidade de uma peça, desde que ela seja segura e que não machuque os colegas de treino. Aliás, apesar de não ser capaz de forjar tais peças, sou apaixonado por armas fantasiosas, que lembrem a estética exagerada dos animes e de algumas produções hollywoodianas. Não estou dizendo que uma espada feita para se parecer, em aparência, uma réplica de uma espada que já existiu está errada. Ela está certa. Eu é que prefiro o lado mais fantástico da coisa.

“E por que Betão?” pergunta a mocinha baixinha com bata branca e com um baralho de tarô devidamente amarrado no seu cinto de couro. Por que o boffer swordplay já é, em sua essência, um jogo fantasioso. Por mais que eu me esforce em fazer réplicas o mais próximo possível de suas contrapartes do mundo real elas ainda vão ser, em essência, pedaços de cano ou fibra de vidro, cobertas com PI ou espuma e selados com silvertape. Por mais que eu estabeleça uma medida férrea para espadas de uma mão para o meu grupo, as espadas e armas assim produzidas não serão mais que simulacros dentro de regras fantásticas: encostou a arma no meu peito eu morro; bateu a arma na minha cabeça, você morre. Fantasia pura.

Agora é a hora de pinçar outra fala, desta vez do Fox Sullivan: “acho que, indiferente do uso, a pessoa deve se sentir bem com o equipamento que possui, desde que não atrapalhe a diversão ou treinamento do amiguinho”.

Quando eu jogava Ragnarok online decidi que depois do meu primeiro personagem, todos teriam nomes zoeiros. Era impressionante como as pessoas se incomodavam com “Sir Suvaquinho Depilado”, Knight ou com o “Rabinho Salgado”, Arruaceiro. Imagino que, dadas as devidas proporções, o nome dos meus antigos personagens tenha o mesmo incômodo que as armas fantasiosas tem em algumas pessoas. E por que elas se incomodam tanto? Não saberia dizer. Mas acredito que os motivos podem ser pensados por vocês mesmos.


Era isso. Vida longa ao Swordplay. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Dedicação

“O que eu queria era que as pessoas se conscientizassem que swordplay é um hobby tão importante quanto qualquer outro e não uma coisa que você faz quando não tem mais nada de interessante para fazer”. Essa frase, pescada entre tantas outras que abundaram a reunião pré-treino conjunto, ocorrida neste domingo 15 de janeiro de 2017, me fez questionar. Swordplay é uma coisa sem importância na vida de seus praticantes?

Eu já abordei aqui, em outras ocasiões, sobre você ir ou não ir a um treino de swordplay por este ou aquele motivo. A grande lição que se tira daquelas postagens antigas é que você tem de dizer quais são as suas prioridades e ser fiel à elas. Se você acha que é mais importante para você, fique em casa vendo a reprise do CBOLOL. Se for socialmente imperativo que você saia com a sua esposa, vá com ela. Caso a escola/faculdade/empresa/trabalho exigir sua presença, não se negue e vá. É como dizia a sabedoria da minha mãe: “primeiro a obrigação, depois a devoção”.

Então tudo recai sobre o quanto você gosta de bater espadinhas com seus amigos e quanto você está disposto a investir do seu tempo/dinheiro/energia para isso. É isso com todos ou com quase todos os hobbies. É a dedicação que faz de você um colecionador de quadrinhos ao invés de um simples leitor ocasional; é a dedicação que faz você ser um conhecedor de animes ao invés de um cara que confundo e o jovem Gohan com o Yancha, em Dragon Ball; é a dedicação que faz você se tornar uma referência no seu reino pelo uso da sua arma ou aquele cara que aparece vez sim, vez não.

Entenda que não estou dizendo que o cara “referência” é mais importante que o cara que vem treinar a cada solstício de verão. Eu não estou dizendo, porque eu não preciso dizer. Quem você quer no seu reino/clã? Um cara ponta firme, que aparece quase sempre ou um sujeito que vai trocar o treino pela primeira maratona de Star Wars no Netflix? Se você leu até aqui já sabe a resposta.
Dedicado ou não dedicado... o que você prefere?

E como fazer com que a pessoa se torne um membro dedicado? Não existe resposta certa ou receita de bolo para isso. Para que isso aconteça você te de criar no seu jogador uma satisfação por vir jogar que seja maior do que a satisfação que ele tem em outros hobbies. E isso nem sempre é possível.

Parafraseando Jim Ronh, no seu seminário de fim de semana sobre gerenciamento e planejamento de carreiras, num grupo de dez pessoas temos a seguinte proporção: três fazem a coisa acontecer, cinco são “encostados”, um é inconstante e o que sobra é do contra. É assim em todas as empresas e grupos de trabalho que você puder imaginar, com uma diferença mínima entre as categorias. A boa notícia é que se você tiver pelo menos 30% dos seus membros como dedicados o seu grupo tem uma chance muito boa de expandir e ir para frente.


Era isso. Mas antes de sair gostaria de deixar a pergunta para vocês: você tem se dedicado o bastante para fazer do seu grupo uma coisa divertida para todo mundo?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Os reis da espadinha tóxica

Ou: guia rápido de como lidar com os babacas que abundam o mundo do swordplay.

Nunca falha: De repente você está de boa, conversando com o pessoal do treino ou com amigos na net quando chega um sujeito que mais parece um peito de pombo, arrotando todo o “conhecimento” que ele tem do esporte. Daí ele começa a falar um monte de besteiras e para garantir a sua argumentação solta uma pérola do tipo: “Ah, mas eu treino faz mais de dez anos”. Da vontade de olhar para a cara do pulha e soltar um: “E daí?”

Sabem, poucas frases me deixam mais revoltado do que esta acima e suas variações. É o tipo da coisa que eu não suporto e eu acho que, sinceramente, ninguém deveria suportar é um cara que usa deste tipo de argumento para vencer um debate ou para dar mais peso ao que ele está falando. Claro eu não estou desmerecendo aqui quem tem história de verdade no swordplay e usar esse conhecimento para fazer o esporte florescer. Uma coisa é você sair por ai dizendo que joga tem dez anos ou mais (e dessa forma chamando todo mundo de noobie), ou se propondo a ajudar alguém (Ei cara, você luta bem. Já pensou em usar o quadrado de Meyer na sua técnica?)

Infelizmente é fácil constatar que essa postura se enquadra em todos os lugares. Pessoas se arvoram de seus pseudo-conhecimentos para vencer discussões ou para parecerem superiores. Como se citar o currículo dele fosse o bastante, uma espécie de arma definitiva. E no swordplay eles têm aparecido como erva daninha numa horta mal cuidada.

Você conhece o sujeito. É aquele tipinho que se arvora como “o dono do maior grupo de recriação histórica de Brasília” ou “o cara que inventou as batas amarelo e pretas” ou “o cara que primeiro usou silvertape para cobrir PI30 sobre uma vareta de fibra de vidro”. É uma maneira bem estúpida de usar dessas qualificações para fazer valer o seu próprio ponto de vista. E é o tipo da coisa que é mais comum no mundinho do swordplay do que podemos supor. Parece que quando mais popular o esporte fica ou fica mais conhecido o grupo que a pessoa faz parte, mais a pessoa incha, ou melhor, seu ego incha, tal qual fosse um cururu tei-tei. E daí, pouco a pouco, o ego vai tomando de conta. Cedo ou tarde o cara vai achar que caga mais cheiroso do que qualquer um de nós aqui simplesmente porque ele é dono de um blog que fala de swordplay, ou coisa que o valha.

E claro, não podemos esquecer os caras que nunca jogam em ocasião nenhuma, mas que fazem questão de aparecer nos eventos e treinos, isso há muitos anos. Quantas vezes ouvimos coisas do tipo “como jogador a mais de trinta anos” ou “como dono do maior grupo de swordplay deste lado do parque do Ibirapuera”? Vezes o bastante em minha opinião. Está na hora de contra-atacar.

Normalmente quem usa desses argumentos é uma pessoa que verdadeiramente não tem preparo algum, base ou argumentos sólidos o bastante para permanecer na discussão. Ele quer crescer de uma forma pouco ética, mas muito comum: diminuindo o outro. Ora que chances eu, pobre mortal, tenho de vencer uma discussão sobre espadas longas com um cara que treina desde que Sarney era presidente da república? Eu tenho todas. Desde que eu saiba do que estou falando e esteja pronto para a aceitar o argumento do outro e não suas falácias e bravatas.

E como dar cabo desses tipos? É muito fácil. Quando alguém usar de qualquer desses argumentos tudo o que você precisa é ignorá-lo. Deixe o cara falando bosta sozinho e vá bater espadinha com os colegas. Você ganha muito mais. Mas na possibilidade de não poder fazer isso, basta responder:

Você sabe com quem está falando?
Sim, eu sei. Estou falando com um cidadão brasileiro, assim como eu. Um cidadão cumpridor de seus deveres e direitos como eu. Pessoas que perante a lei são iguais.

Você não sabe do que está falando. Eu sou o líder do antigo (e extinto) clã das espadas emplumadas e ganhador da Copa Itaim-Bibi de Swordplay de 1998…
Eu não sei em que suas qualificações como líder/ganhador do prêmio podem fazer seus argumentos mais fortes ou mais consistentes. Acredite, usar sua qualificação para dar sustentação a esses argumentos fracos só desmerece sua capacidade e reputação.

Eu jogo/treino a 20 anos e é a coisa mais idiota que eu já ouvi.
Eu jogo a bem menos tempo e coisas idiotas por coisas idiotas esse seu argumento bateu os meus recordes. A única coisa que tempo de jogo favorece é ter acesso a mais tempo de treino do que eu. Mas mesmo isso não garante nenhuma argumentação ou conhecimento mais sólido.




No fim das contas, argumente. E não leve as posições tão á sério. A não ser que a posição seja da esgrima francesa. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

E o recesso está acabando...

De volta aos Treinos
Com o fim de festas é hora de retomar os treinos. Para a grande maioria dos grupos de swordplay a volta vai se dar dentro  de uma ou duas semanas. E para o amiguinho ou amiguinha que parou nesse período para descansar, curtir e comer, seguem algumas dicas para retornar às atividades de treino.

Neste período a galera volta com tudo para os treinos para recuperar o que perdeu (ou eliminar o que ganhou) nessas duas semanas de festas. Acredite: essa pequena pausa é o tempo suficiente para que seu corpo perca condicionamento, força, resistência e flexibilidade. Você vai perceber, de uma forma bem clara, que toda a sua habilidade demonstrada no último treino do ano passado parece ter ficado por lá.

Mas não se preocupe. Isso é normal. Afinal você deve ter passado horas dentro de um carro viajando, dormiu até mais tarde, ficou sentado na beira da piscina, exagerou na comida e bebida, e praticou pouca ou até nenhuma atividade física.

Pessoas que praticam alguma atividade física (como o swordplay) costumam ter o metabolismo acelerado. Muitos que não são apenas praticantes de swordplay, também mantém-se em dieta e contando as calorias. Quando paramos de treinar, a velocidade do metabolismo diminui e as calorias ingeridas a mais do que estão acostumados tornam-se gordura em excesso. É muito comum ver atletas voltando para os treinos fora de forma.

O Treino para voltar das férias
A volta aos treinos tem que ser cautelosa: isso evita lesões. Não tenha pressa para ficar em dominar novamente os fundamentos da lança, ou dar um tiro de 100m eliminando todos os defensores que aparecerem no seu caminho. O retorno pode ser mais rápido do que você imagina.

Algumas dicas para seu retorno: treino para voltar das férias: 

Quando for fazer exercícios de coordenação e golpes (como o quadrado de Meyer) bata mais leve e faça mais repetições das manobras;

Procure fazer treinos de intensidade leve/moderada... não é hora de exagerar ainda;

Alongue-se bastante;

Atividades aeróbicas devem ser moderadas: não tente correr na mesma velocidade e distância que você estava correndo antes de sair de férias. Tendo isso em mente seja honesto e compreensivo consigo mesmo;


Após duas semanas, com uma frequência boa, você vai se sentir melhor e poderá voltar aos exercícios mais intensos, e aí sim, pegar firme para se preparar para os eventos deste ano. 


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Retrospectiva do passado e votos para o futuro

Em fevereiro de 2015 eu comecei minha jornada no swordplay. Começou como a busca por um novo hobbie. Naquele momento de 2015 eu tinha começado duas campanhas de D&D 5ª edição que não foram para frente porque os jogadores não tinham agenda. Foi absolutamente frustrante. E eu precisava ocupar a minha mente com alguma coisa. Coincidentemente vi uma reportagem no DFTV sobre uns loucos que se vestiam de fantasias medievais e ficavam se batendo com armas de espuma no parque da cidade. Lembrei-me na mesma hora do Graal/SP, um grupo de boffer swordplay que eu tinha visto numa convenção de RPG na década de 90. Daí eu pensei... por que não?

Entrei em contato com o meu amigo e parceiro de jogos de longa data, o confrade Leandro Godoy, da confraria das ideias, e pedi indicações de um grupo de swordplay no DF. Haviam vários grupos em vista, mas por comodidade resolvi experimentar o grupo mais próximo de casa. O grupo dos “cavaleiros da virtude” (hoje Eldhestar) ficava a menos de dez minutos de carro. Acertei tudo para o sábado e na semana anterior me dediquei a fazer a minha primeira espada de espaguete de piscina. Pena que a espada não durou nadinha: o cano quebrou antes do fim do primeiro treino. Uma pena. Mas o importante foi que eu me diverti muito e na semana seguinte lá estava eu de novo.  

Eu não era exatamente um novato na luta com espadas. Tinha feito dois anos de kendô/kenjutsu no Instituto Niten, aqui de Brasília e já tinha conquistado o sétimo kyo (não fique impressionado – é algo como a primeira graduação, como se fosse uma faixa cinza de judô). Antes disso tinha pegado toda aquela safra de filmes de piratas e cavaleiros que abundava a sessão da tarde na década de 80. Mas nada disso tinha me preparado para o swordplay.  

Claro, olhando de fora você pensa que é tudo uma grande palhaçada. As poses, os golpes, a movimentação... mas quando é você que está segurando o pedaço de cano coberto com espuma e amarrado com silvertape o seu entendimento muda de figura. E o mais importante: o divertimento flui.

As coisas foram evoluindo e eu deixei de lado a espada de duas mãos e passei a usar um escudo. Eu acabei me adaptando bem ao uso do escudo, tanto é que esse é o estilo de luta que me deixa mais à vontade hoje em dia. Foi nesta mesma época que comecei a me interessar pela forja a um nível mais bacana. Quase toda semana eu crio uma arma diferente. Quando eu levo o meu “arsenal completo” as pessoas dizem que é como se eu levasse armas para um reino inteiro.

Meio que a contragosto eu fui crescendo dentro do esporte. Tudo o que eu queria era um novo hobbie: não queria me envolver com organização, com tretas e com nada que não fosse explicitamente divertido. Alguma coisa para me manter ocupado e longe de imbecilidades como o Luciano Huck ou o Esquenta numa tarde de sábado tediosa. Mas acabou que em vários momentos eu precisei deixar esse desejo de lado e me aventurar em práticas menos divertidas de organização. É como me disseram uma vez: se você quer se divertir tem que ajudar os outros a se divertirem também.

Eu sou, provavelmente, o cara mais velho em atividade praticando o swordplay no DF. Tenho 40 anos – se tiver um tiozão mais velho ou na mesma faixa etária, dê um oi e vamos montar a liga dos tiozões do swordplay – mas não vejo os meus colegas de treino como crianças. Eu os vejo como irmãos de armas, como colegas de treino, e eu trato todos como iguais. Não é porque sou mais velho que vou tratar todo mundo como se fosse meu filho.

Esse ano que passou foi muito duro. Perdemos pessoas incríveis que treinavam conosco, mudamos nossa identidade, estivemos na beira do abismo e às portas da desistência. Mas o importante é que seguimos em frente. Alias, é a única coisa que importa: seguir em frente, não importam as adversidades.


Eu não sei o que o ano de 2017 vai nos trazer. Mas seja lá o que for, pretendo enfrenta-lo de escudo em guarda e espada pronta para o contra-ataque.  É como diz a musica Advanced Wind, da trilha sonora do jogo Wild Arms 3 do Playstation 2: 


My shield is strong, 
I'll take my chances here and now! 
Bring on the fight, 
I'll find a way to win somehow! 
No tomorrows, no regrets, 
I'll risk it all for this brand new day!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Natal, ano novo, recesso e espadinhas

Fim do ano e recesso no swordplay do Betão

A todos os amigos e leitores que me deram a honra de suas visitas e comentários, que acreditaram no meu trabalho e durante este ano caminharam comigo, meu muito obrigado. Com sabedoria, esperança, fé, união e trabalho, fomos capazes de encontrar soluções e caminhos para o nosso querido hobby. Unido com vocês, me tornei mais forte para conquistar e realizar metas ainda mais audaciosas. Por isso eu, Betão do Swordplay e coisas afins, desejo aos leitores e amigos um natal cheio de amor, paz, alegria e boas festas.

Que o ano vindouro possa trazer saúde, desenvolvimento, realização de novos planos e projetos.

Estaremos de volta na segunda quinzena de janeiro de 2017.


Feliz natal, prospero Ano Novo e vida longa ao Swordplay!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Plus ça change

A primeira vez que vi esta frase ela me pareceu enigmática. Era o título de um conto sobre o universo de shadowrun (um rpg que mistura cybercultura, magia e raças fantásticas).  A frase faz parte de uma expressão idiomática francesa plus ça change, plus c'est la même chose (“Quanto mais muda, mais fica igual.”). No conto ela mostrava o quanto o mundo que conhecemos tinha mudado, mas, na sua essência, continuava a mesma coisa.

Eu gosto de mudanças. Até porque as mudanças são inevitáveis. Você não pode escolher não mudar e em muitos casos não pode escolher como mudar, mas pode escolher como vai reagir as mudanças. Eu prefiro gostar delas. O que nos leva a segunda frase, dessa vez vinda de um dos cartazes promocionais dos quadrinhos dos X-men: Evolua ou morra.

Evoluir. Talvez seja essa a palavra que eu estava buscando desde o começo deste texto. As coisas evoluem e mudam ou então morrem e se acabam. Com o swordplay não é diferente. Se ele nãos e transforma, não evolui, não se modifica, ele acaba ficando perdido no tempo, isolado, fraco e potencialmente esquecido.

Por isso, aqui em Brasília resolvemos promover algumas mudanças na nossa maneira de fazer Swordplay. Estamos buscando mudanças que promovam o crescimento do grupo, fortaleça a sua identidade, e nos livre de certos problemas que nos atormentam nos dias de hoje.

Então, como resposta ao processo de mudança eu tenho a honra e o prazer de apresentar para vocês o novo sistema de graduação dos treinos dos Cavaleiros da Virtude (esse nome brega vai mudar também, pode eperar...)

Sistema de graduação
A ideia por trás desta proposta é criar um sistema de graduação que independa das famosas “panelinhas” onde apenas os amiguinhos do rei ou os coleguinhas dos nobres do reino consigam postos e graduações avançadas.

É importantíssimo salientar que a patente não deve significar poder e sim merecimento. Ela mede o desenvolvimento pessoal do membro em busca de seu constante melhoramento e o seu comprometimento com a Aliança e seu Reino. Ser um cavaleiro tem muito mais a ver com querer servir mais do que mandar mais do que os outros. Claro que existe alguma glória envolvida, mas ela não passa de uma sombra do que é o trabalho duro que será desenvolvido adiante.

Criamos 6 níveis num total (esses números podem ser escalonados de acordo com o seu grupo): Aprendiz, Soldado/guerreiro, Sargento, Capitão, Cavaleiro, e Lorde. Sendo que este último é membro do conselho de cavalaria, abaixo apenas o do rei, sendo que se só se chega a ele por convite de outro lorde ou membro ativo do conselho de cavalaria.

O sistema de graduação foi pensado para que uma pessoa que deseje, consiga ascender de Aprendiz a Lorde em apenas dois anos – Um ano e meio se ele for excepcionalmente bom. O sistema de graduação não é obrigatório: participa quem quer.

Níveis

Visitante: Todo mundo que vem no treino pela primeira vez ganha automaticamente esta patente. O visitante tem pouca ou nenhuma obrigação com a Aliança ou o Reino.

Aprendiz: Aquele membro mais constante, que já fez a ficha de cadastro, já tem sua bata e já compareceu pelo menos 4 treinos ou eventos.

Soldado/Guerreiro: Membro disciplinado. Já pode representar a Aliança ou seu Reino em eventos, como festas, encontros e etc. Também já pode se inscrever como staff.

Sargento: Já pode ajudar na organização do Reino ou da Aliança. Pode, em caso de guerra, comandar um grupo de até 10 pessoas (soldados, aprendizes ou outros sargentos), como uma unidade coesa. Ele já pode passar treinos, corrigir posturas e ajudar mais ativamente os outros membros a atingirem o seu desenvolvimento.

Capitão: Além de liderar várias unidades o capitão é responsável pela elaboração, aplicação e correção dos testes de graduação. Cabe também ao Capitão zelar intransigentemente pelos 3 H’s da Aliança (Honestidade, Humildade e Honra), garantindo que todos os membros sob seu comando conheçam e sigam essas diretivas.

Cavaleiro: Porta de entrada para o Conselho e para a patente de Lorde. Além da todas as obrigações dos outros níveis o cavaleiro deve ser exemplo vivo de tudo aquilo que a Aliança prega. Apenas Cavaleiros podem ser chamados para serem ajudantes do Conselho da Cavalaria.

Lorde: Membro Ativo do Conselho. São os ideias da Aliança feitos em carne e osso.
A cada treino e realização o membro da aliança receberá uma quantidade de Experiência (XP). Ao acumular bastante experiência esse membro pode pleitear participar de um teste de graduação. São ao todo três testes por ano.

O teste Oral versará sobre a história do seu Reino e da Aliança.

O teste Escrito versará sobre estratégia militar e movimentação de tropas em campo, além de questões objetivas sobre ética e moral.

O teste de combate mede a capacidade e a tenacidade do combatente.

Para passar de Aprendiz para Soldado/Guerreiro, o membro terá que ter uma taxa de acertos de 60%.
Para passar de Soldado/Guerreiro para Sargento, o membro terá que ter uma taxa de acertos de 65%.
Para passar de Sargento para Capitão, o membro terá que ter uma taxa de acertos de 75%.
Para passar de Capitão para Cavaleiro, o membro terá que ter uma taxa de acertos de 85%.
Para passar de Cavaleiro para Lorde, o membro terá que ter uma taxa de acertos de 95%, além da indicação do Conselho em si.

Tabela de Experiência (XP)
Cada Treino
10 XP
Treino Conjunto
50 XP
Encontro Brasiliense de Swordplay
100 XP
Encontro Paulista de Swordplay
100 XP
Torneio (outro reino)
50 XP
Torneio (local)
25 XP
Membro de Staff (outro reino)
30 XP
Membro de Staff (local)
30 XP
Forjador de Armas
50 XP por arma aprovada
Armoreiro
50 XP por peça de armadura aprovada
Costureiro
50 XP por peça de roupa aprovada
Emissário
Variável
Outros
(Variável)


Só serão validos treinos e eventos em que a pessoa realmente participe. Ficar sentado debaixo das árvores, batendo papo, é legal, mas não dá XP! Bom também ficar esperto para os eventos especiais que dão XP em dobro.

Quantidade de XP por nível
Visitante: 0 XP
Aprendiz: 0 XP (4 treinos e bata)
Soldado/Guerreiro: 300 XP
Sargento: 620 XP
Capitão: 960 XP
Cavaleiro: 1320 XP
Lorde: 1720 XP
Exemplo: Pedro é aprendiz. Para se tornar um soldado ele tem que acumular 300 XP para fazer o teste. Para passar no teste ele tem que ter pelo menos 60% de acertos. Se ele passar, receberá sua patente imediatamente. Se ele falhar vai ter de esperar a próxima graduação.
É OBRIGÇÃO EXPRESSA DO APLICADOR DO TESTE explicar porque o pleiteante não passou e o que ele deve fazer para obter sucesso na próxima empreitada. Neste caso, o pleiteante pode solicitar:
a)                 que seja feita uma revisão de sua nota;
b)                 que o reino lhe designe um tutor para orientá-lo nos treinos seguintes.


Essa é a primeira grande mudança. Nas próximas postagens eu pretendo esmiuçá-las um pouco mais. 

sábado, 12 de novembro de 2016

Quem não vive para servir não serve para viver.

Servindo...


Eu sempre gostei de lutas com espadas. Boa parte da culpa disso vem dos antigos filmes que passavam na sessão da tarde: atores como Errow Flinn, Tony Curtis, Douglas Fairbanks e tantos outros mantiveram acessa a chama da esgrima em mim.

Com o passar dos anos eu fui descobrindo que não existia apenas a esgrima europeia e me apaixonei pela esgrima japonesa. Lendo inicialmente as Tartarugas Ninja (Leonardo usava duas katanas) e depois passando para o desenho dos Thundercats (Hashiman, o samurai do terceiro mundo!) eu vim a me tornar fã de carteirinha da cultura japonesa. Não vou mentir: foi uma decepção, quando no auge dos meus doze anos de idade, descobri que palavra samurai significava “servo” ou “aquele que serve”. Foi um balde de água fria nos meus kiais.

De certa forma eu não tinha ainda maturidade para entender isso. E às vezes essa maturidade demora para chegar. Eu só fui aprender mesmo o significado de samurai quando, muito tempo depois de Leonardo e Hashiman, eu pus os olhos em Xógun: a fantástica novela de James Clavell.
Então eu descobri que não apenas o termo samurai estava certo como também tentei transpor para a minha vida pessoal algumas de suas práticas. Cheguei mesmo a praticar Kenjutsu e tenho algumas espadas samurai soltas aqui em casa.

E o que eu quero dizer quando o assunto é ser samurai, no swordplay? É brandir uma katana de espuma e fazer poses fodas depois de matar alguém? Bom, também é isso. Tem muito mais a ver com o seu interesse no esporte em si, no seu grupo, em como você trata os outros e em como você se comporta.

Ter o espírito marcial do samurai aplicado ao swordplay é trazer parte do que significa ser um samurai. O primeiro passo para fazer isso é a simplicidade. Simplicidade é dar um passo acima da complexidade. Simplifique sua prática no esporte. Fazer simples não significa fazer de qualquer forma. Torne o seu treino e a si mesmo mais leve, dispensando as rotinas, discussões e burocracias que não servem para nada. Simplifique e facilite apenas para ter mais energia e trabalhar ainda mais. Ao invés de carregas dúzias de espadas que você sabe que não vai usar no treino, leve apenas as de seu uso. Uma mochila leve ajuda a transportar um homem cansado no fim de um treino. Facilite as coisas sempre que puder, seja para você ou para os outros. Se você ver que o líder do seu grupo esta com dificuldade para organizar a galera, simplesmente dê um passo à frente e o ajude a fazer isso. Não espere o convite.

Se você não quer subir, ninguém pode te ajudar a subir. Essa frase foi dita por um antigo sensei de judô e hoje eu entendo o seu significado com perfeição. Para ser ajudado você tem que querer se ajudar. A motivação é interna, alguém pode te incentivar, educar, inspirar, mas tomar a decisão de subir é sua, somente sua, nesse sentido você é o único e total responsável pela sua vida. Você pode ir ao treino e ficar debaixo das árvores conversando sobre Pokemon Go (alguém ainda joga isso?), ouvindo K-pop ou pode simplesmente pegar seu equipamento e cair para dentro. A escolha é sua. Tome uma atitude e faça sempre o seu melhor.

Você não pode mudar as estações do ano, mas ode mudar como você age em relação à elas. Você não precisa gostar da atitude daquele amigo que é highlander, mas pode mudar sua relação com ele. Tente conversar com ele fora do treino, explique o que houve, tente dialogar. Se não funcionar tente outra coisa. E mais outra. E outra. Cedo ou tarde você vai descobrir alguma coisa que funciona.


Era isso gente. Boa semana para todos. 

domingo, 6 de novembro de 2016

O que você pode fazer para que seu evento seja melhor

Então, você e o seu grupo fizeram um evento qualquer. Pode ter sido o primeiro encontro de swordplay da sua região, um workshop dentro de um evento de anime, ou simplesmente uma intervenção cultural dentro de um evento maior, mantido por uma escola ou universidade. Seja lá como for o evento terminou e você percebeu que ele não foi exatamente do jeito que você queria.

Acontece. Mas nada de sair aí por aí apontando o dedo na direção de todo mundo, dizendo quem errou ou quem deixou de fazer o quê. Vale a pena fazer alguns questionamentos, mesmo que você não tenha sido um dos organizadores. Algumas dessas perguntas vão ajudar você a perceber que mesmo não sendo um dos organizadores você também é responsável pelo evento.

Pergunte a si mesmo: estou sendo amigável e prestativo?
Mesmo que você não faça parte da organização, é uma de suas obrigações ser amigável e prestativo com todas as pessoas que foram convidadas e que estão prestigiando seu evento. Quando fui à São Paulo para um encontro Paulista de Swordplay eu fui muito bem recebido por todas as pessoas com quem tive contato. Não teve nenhuma delas que me recebeu com menos do que um sorriso. Isso deixa impressão muito positiva para qualquer pessoa.

Pergunte a si mesmo: estou sendo positivo sempre?
O segredo aqui é espalhar o bom humor com o seu melhor sorriso. Demonstre sempre que você tem uma atitude "sem problemas". Aliás, se você puder ser um solucionador de problemas ao invés de um causador de problemas, tanto melhor. Tenha em mente que você será sempre observado, dentro e fora dos exercícios, das lutas ou de quaisquer outras atividades. Mesmo durante os intervalos os participantes do evento observam tudo o que está acontecendo. As atitudes falam muito mais do que palavras. Lembre-se que as pessoas não vão a um evento em busca de mau humor ou pessoas negativas: elas querem se divertir. Seja parte ativa disso.

Pergunte a si mesmo: Como está minha aparência?
Se você vai participar de um evento vista-se à caráter. Demonstre o seu respeito pelos participantes, pelo evento em si, e por si mesmo. Essa é a primeira impressão que você vai passar sobre o nosso Esporte. Uma bata suja, rota e rasgada, somada a um equipamento fedido e mal cuidado não vão fazer você parecer um lutador “badass” e sim um coitado.

Pergunte a si mesmo: você é Pontual?
É muito importante ser pontual. Seja pontual e ajude os outros a serem também. Se você marcou o treino para começar às 15:00, comece o treino às 15:00. Mesmo que os outros não tenham chegado. Quando você começa a ser pontual os outros aprendem que você é pontual e acabam se adequando a sua pontualidade. Se ele sabe que o evento começa impreterivelmente às 15:00 eles vão fazer de tudo para estar lá no máximo às 15:00.

Pergunte a si mesmo: eu estou focado naquilo que estou fazendo?
Poucas coisas são mais desagradáveis do que você conversar com alguém e perceber que ela não está dando a devida atenção ao que você está dizendo. Quando você não se concentra naquilo que está fazendo, está abrindo uma porta perigosa para que enganos e acidentes aconteçam. Se o seu trabalho é flanquear pelo lado direito do campo ou instruir os novos colegas em como usar um boffer, é isso que você deve fazer. Concentre-se em fazer aquilo que você tem que fazer da melhor maneira possível. E se você perceber que não foi talhado para aquele tipo de missão, não pense duas vezes e peça ajuda a alguém.

Pergunte a si mesmo: Estou prestando atenção nas apresentações e nas atividades?
Qualquer que seja o seu papel no grupo ou no evento prepare-se muito bem pra ele. Cada tarefa, por menor que seja, é importante para o sucesso do evento. O seu nível de energia deve ser alto. A sua atenção ao que está acontecendo pode ajudar a refinar todo o conteúdo e ensinar coisas que você jamais pensou em aprender. Se você estiver focado de verdade também poderá corrigir quaisquer e interrupções errôneas por parte dos participantes, caso venha a ser questionado por eles.

Pergunte a si mesmo: estou demonstrando interesse genuíno em cada convidado?
Trate cada convidado do seu evento como se ele fizesse parte do seu grupo. Mesmo que você não seja da organização do evento, você está vestindo as cores do seu clã ou do seu grupo. No evento ninguém vai olhar para mim e dizer simplesmente “o Betão”. Vão olhar para mim e vão dizer “o Betão dos Cavaleiros da Virtude”. A maneira como você trata cada um dos convidados vai ser reputada ao seu Clã.

Pergunte a si mesmo: eu contribuí para tornar o evento divertido, simples e mágico para todos?
Como membro da sua equipe, você espalhou otimismo e entusiasmo para todas as pessoas? Ajude as pessoas a entenderem que o swordplay é uma atividade divertida, simples e mágica. Todos temos um excelente motivo para estar ali, e um motivo ainda melhor para estarmos felizes.

Espero que este texto tenha contribuído para o entendimento de todos. O evento não é só dos organizadores. É de todos nós.

Foi mesmo o fim dos Lordes de Ferro

Hoje, depois de muito tempo e muitos avisos, eu excluí definitivamente a conta do Instagram dos Lordes de Ferro. Foi o primeiro grupo de swo...