quinta-feira, 26 de maio de 2016

Dica de jogo: Refém!

 Olá amigos,

Estou trazendo hoje mais uma das práticas que fazemos no grupo dos Cavaleiros da Virtude. Essa é mais uma das nossas “dinâmicas livres” (dinâmicas recreativas e jogos). Ela consiste numa partida de estratégia e embate de times mistos onde cada lado tem um objetivo bem determinado. Vamos às regras:

1 - Dois jogadores tiram os times. Um deles será o time “resgate” e ou outro será o time “sequestro”. Cada um desses jogadores será o capitão de seu time.

2 - O time resgate designa um de seus membros para ser um refém capturado. Esse  refém deve ser posicionado na área de defesa do time sequestro, aqui chamado de prisão.

3 - Esse refém tem regras específicas de movimentação. Ele não pode correr e está desarmado. Ele só pode ser mover se for escoltado por alguém do seu time. A escolta não pode estar a mais de 3m do refém. O refém não pode atacar. O refém neste tipo de jogo é imortal e não sofre dano. Caso a escolta de resgate seja morta o refém deve ser reconduzido por um sequestrador de volta à sua prisão.

4 - O objetivo do time sequestro é manter o refém sob seu poder por 5 minutos. O time sequestro não pode “marcar caixão” e deve manter uma distância de pelo menos dez passos da prisão.

5 - O objetivo do time resgate é invadir a área do time sequestro e resgatar o refém, levando-o em segurança até a área de defesa do time resgate.

6 - Caso algum dos membros dos dois times seja morto ele deve se dirigir até a zona de respawn, levando sua arma em posição de rendição e contar até dez para poder voltar ao campo de batalha. O número de respawns é infinito.  

7 - Ganha o time que completar seus objetivos antes do outro.

É um jogo simples, mas que exige muita estratégia por parte dos dois lados. Algumas variações nas regras podem ser implementadas a fim que o jogo fique mais desafiador. Sugiro as seguintes:

O refém está desarmado, mas se algum combatente ceder uma arma, ele poderá combater. O refém quando atingido mortalmente não morre, no entanto. Ele larga sua arma e se rende.

Ao invés ter apenas um refém os dois grupos podem estar em busca de resgatar alguém. Neste caso a vitória só será alcançada se um time resgatar o seu refém e manter o refém do time adversário.

O capitão de cada time passa a ter um número finito de respawns. Se ele gastar todos os respawns ele morrerá e seu time perderá automaticamente a partida. 


quarta-feira, 11 de maio de 2016

Por que precisamos valorizar os grupos pelo que eles valem e não pelo que achamos que eles custam.

É sábado.  Vai chegando o período da tarde e a agitação na casa de Carlos Henryck, o “Caíke” não pára. São dezenas – literalmente falando – de espadas, lanças, machados, adagas e escudos sendo verificados, contados e catalogados. Tudo guardado em bolsas ou simplesmente amarrado e amontoado no carro da família – que dessa vez vai dar uma carona para levar os equipamentos até o campo de treino, o PEC (Ponto de Encontro Comunitário) do Residencial Santos Dumont, na cidade-satélite de Santa Maria – DF.

Na casa do Erik Lima as agitações começaram ainda mais cedo. Na quarta feira, para ser exato. É o dia da postagem semanal do grupo, alertando os membros a respeito do treino de sábado e das dinâmicas que vão acontecer. Dinâmicas que tinham sido definidas pelo menos uma semana antes. Assim como Caíke, Erik tem sua cota de equipamentos para levar, mas dessa vez o carro da família não está disponível. Ele conta com a ajuda de outros membros do grupo para levar o equipamento até o PEC.

Durante o treino, que começa às duas e meia e vai até às seis da tarde Caíke e Erik se dividem passando treinos (que eles pesquisaram durante toda a semana que passou), coordenando atividades, lutando e corrigindo atitudes de alguns colegas mais exaltados.  Engana-se quem pensa que os títulos de “Cavaleiro” e “Rei” são simples honrarias pomposas: representam muito trabalho e dedicação em nome do grupo.

Ao final do treino Caíke e outros membros do grupo dos armeiros dos Cavaleiros da Virtude (Erik e Henrique) vão juntar o arsenal, recontar tudo, separar as armas que precisam de reparos, empacotar tudo e depois ir para casa.

Tudo isso sem cobrar nada. Nenhum centavo. Zero. De grátis. Na faixa. 0800. Tudo isso para um sujeito chegar atrasado no treino, não fazer nada para ajudar, sentar debaixo da árvore para ficar de conversa fiada e depois ir embora reclamando que o treino foi “fraco”, ou “uma droga”. Tudo isso para que um cara que já treina há bastante tempo chegue sem bata, já no fim do treino porque estava assistindo o campeonato mundial de LOL (League Of Legends – o maior defensor da castidade e da virgindade desde a fundação da Igreja católica). Tudo isso para que um cara deixe de ir porque “o sol tá muito quente hoje”.

Minha mãe já dizia uma coisa muito séria: ingratidão tira afeição. Quanto tempo será que esse pessoal abnegado vai continuar fazendo o que faz para que você, que treina sem compromisso, perca o seu grupo?

“Ah Betão, mas eles fazem porque querem! Ninguém os obriga a gastar o sábado com a molecada!” comenta aquele rapaz com camiseta preta e cavanhaque trançado. Sim, é a mais pura verdade. Eles fazem porque querem. Mas não é por isso que você, ou qualquer outro tem o direito de desmerecer o trabalho deles, seja com comentários estúpidos como esse, seja comparecendo ao treino para não fazer nada e ainda sair reclamando.

Mas nem pense que é exclusividade dos Cavaleiros da Virtude. Os “capas pretas” da Ordem dos Assassinos ralam para caramba e não é só no treino. Se o Lukão e companhia não fizerem o trabalho deles direitinho, não tem treino. Não vai ter espada, treino, técnica, camaradagem, diversão... nada. E isso não é apenas no DF: nos grupos como o Kyôdai em Fortaleza, ou na Magnus Legio de Águas de Lindóia, a realidade é a mesma. Um pequeno grupo trabalha para valer, mantendo a unidade e a coesão do grupo maior. Em outras palavras, eles trabalham para que você possa ir lá exibir seu escudo novo ou a sua adaga personalizada.

E justamente porque nós jogadores recebemos isso de graça na maioria das vezes, ou pagando valores irrisórios, que ficamos mal acostumados. Tem gente que não treinaria swordplay se a mensalidade fosse de R$5,00 por mês. “Não tenho dinheiro”, reclamam em coro o pessoal “mão de vaca” que não tem dinheiro para treinar, mas não hesitam em gastar R$30,00 ou mais numa única escapada ao cinema para ver o novo filme da Marvel e engatar um lanchinho depois.

“Mas é o direito deles gastar o dinheiro deles como acharem melhor”, reclama a menina magricela, cabelos castanhos escorridos e óculos fundos de garrafa na cara. Sim, é um direito de eles gastarem o dinheiro como querem. Mas daí é bom que sejam capazes de eleger suas prioridades e saber com o que gastam. Tenho certeza que com alguma matemática criativa você pode economizar uns trocados para bancar a sua diversão de fim de semana.

Então, a melhor maneira de agradecer a esse pessoal é valorizar o grupo pelo que ele vale. Se o seu grupo cobra mensalidade pague e vá aos treinos. Se ele não cobra, também vá aos treinos com afinco e vontade. Pagando ou não ajude como puder. Não espere que as pessoas peçam uma mão para você. Seja proativo.  Vá lá e pergunte se não precisam da sua ajuda para nada e se você não pode fazer alguma coisa para facilitar o treino dos seus amigos.


Desculpem o texto excessivamente longo. 

domingo, 8 de maio de 2016

Símbolos... de clã.

O termo símbolo, com origem no grego symbolon (σύμβολον), designa um tipo de signo em que a realidade concreta (o significante) representa algo abstrato (religiões, nações, quantidades de tempo ou matéria etc.) por força de convenção, semelhança ou contiguidade semântica. Por exemplo, convencionamos o número como uma representação de quantidade ou de valor de alguma coisa embora aquele símbolo que usamos não exista na natureza.

O "símbolo" é um elemento essencial no processo de comunicação, encontrando-se difundido pelo quotidiano e pelas mais variadas vertentes do saber humano. Embora existam símbolos que sejam reconhecidos internacionalmente, outros só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto. Todo mundo sabe que uma cruz vermelha significa hospital ou atendimento médico, mas poucas pessoas sabem quem um relâmpago cruzando um par de óculos circulares é o símbolo icônico de Harry Potter.

E por que isso é importante para o nosso mundinho de espadas de espuma? Se você tem um grupo e este grupo tem algum símbolo no seu brasão seria interessante saber o que ele significa.

Grupos famosos usam a simbologia e os símbolos a seu favor. A Gladius Swordplay tem como símbolo um escudo cruzado por duas espadas (O simbolismo engloba também a técnica, a habilidade e a disciplina necessária àqueles que empunham a espada, assim como a honra, ética, respeito às regras e retidão de caráter e aos anos de experiência e dedicação ao engrandecimento do grupo). O Draikaner usa dois dragões vermelhos ladeando um escudo como símbolo. O Darastrix usa também um dragão, mas montado sobre um cálice. A Magnus Legio usa uma Quimera (eu pensava que era um leão marinho com asas, mas o Vinicius Madureira, da própria Maguns Legio esclareceu tudo). O Bellator usa uma espada trespassando um “B” maiúsculo. Meu grupo, os Cavaleiros da Virtude usam como símbolo um cavalo empinando. Acho que já deu para entender a referência.

Por isso mesmo é interessante saber que mensagem o símbolo do seu grupo está passando. Conheço um cara que queria colocar o nome do grupo dele como White Knights. Queria, porque quando ele descobriu que se tratava do nome de um grupo racista, desistiu na hora.

Vamos dizer que o seu grupo quer fazer um símbolo e ficou mais um menos assim: uma torre ladeada por duas espadas cruzadas. A torre representa o “castelo”: é símbolo de firmeza, força, tranquilidade, esperança e fidelidade. Dessa maneira, ela representa a parte estável do nosso ser, ou seja, aquela que, em meio aos sabores do clima e é capaz de manter a ordem e nos proteger em meio à batalha.

E a espada? A espada simboliza virtude, bravura e poder, e é um símbolo do estado militar. O poder que a espada representa tem um duplo aspecto: de um lado é destrutivo e pode ser uma destruição injusta, aplicada pela maleficência, e por outro lado é um construtivo e justo, podendo ser usada para estabelecer e manter a paz.


Nada mal para o seu grupo, não é mesmo? Você pode fazer um símbolo muito bacana sem ter que apelar para outros manjados como o lobo, por exemplo. O que me diz? 

SERVIÇO: 


www.dicionariodesimbolos.com.br/
Gladius Swordplay - www.swordplay.com.br
Draikaner - https://draikaner.wordpress.com/
Darastrix - www.darastrix.com.br/
Magnus Legio - https://www.youtube.com/user/Magnuslegio
Bellator - https://www.youtube.com/user/BellatorGCH
Cavaleiros da Virtude - https://www.facebook.com/groups/290815834386415/

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Respeito é palavra de ordem

Nem sempre as relações entre a organização do treino e aqueles que treinam são harmoniosas, como também entre os próprios colegas de treino durante os treinos e até fora deles. Treinar com amigos sempre é bom, treino duro, competitivo, mas a amizade e respeito sempre deverão prevalecer. Cada um sabe do momento particular que atravessa, então devemos respeitar nossos amigos de treinos. Uma atitude, uma palavra, um gesto, pode desencadear um processo de desentendimento que nem sempre se consegue reverter a situação e chegar a um final feliz. Uma frase mal colocada pode, mesmo sem intenção, desmotivar ou mesmo acabar com um grupo inteiro.

Creio que tem que existir um respeito mútuo entre as pessoas que se propõem a treinar juntos, dentro e fora dos campos de batalha, como também entre todos os alunos entre si e em nível do grupo. Tudo existe um limite, uma fronteira que não se pode ultrapassar. O respeito e a compreensão devem ser mútuos. Se essa amizade vem primeiro da vida particular para os campos de guerra, ou saiu dos campos de guerra para a amizade particular, nenhuma dessas vias dá o direito de um ou do outro de passar certos limites e certas brincadeiras. Ter respeito não deve ser medido pela graduação ou posto do guerreiro, se ele é habilidoso ou não, se tem muito tempo de treino ou não, mas sim por educação.

O respeito aos mais graduados é importante, como também dos mais graduados aos menos graduados e aos novatos. Não podemos esquecer que todo graduado teve seu início como novato. É como diz o ditado, comum em academias de artes marciais: “o faixa preta foi um faixa branca que não desistiu”. Os líderes do grupo não são proprietários dos participantes do grupo, nem os participantes podem deixar de entender que ali, no campo de batalha, ele é mais um guerreiro que está aprendendo uma técnica ensinada por um guerreiro mais graduado, mesmo que esse guerreiro mais graduado seja um amigo de longa data. Já presenciei em treinos, colegas mais graduados que, no meu ponto de vista, ultrapassaram o limite da relação entre ele e os colegas menos graduados. Da mesma forma, já presenciei casos de colegas querendo derrubar os líderes do clã como se vivêssemos numa realidade paralela à moda de Game of Thrones.

Esses fatos não são bons, desestruturam o ambiente do treino. Deve-se respeitar a todos, independentemente das graduações e sexo. Muitas vezes, esses limites não ficam bem claros, e surgem aborrecimentos, situações difíceis de serem contornadas. No meu grupo, já vivenciei certas situações desnecessárias de terem acontecido. O campo de treino é, em última medida, uma sala de aula. Eu repito isso sempre para que meus colegas percebam a importância do local onde pisam e como exige um respeito enquanto estiverem pisando nesse local, que ganha ares de “quase-sagrado”.

Estar sempre com o tabardo arrumado e limpo, postura correta, conduta correta e expressões corretas. Atitudes desrespeitosas, comentários indiscretos não podem acontecer. Os guerreiros muitas vezes se esquecem que podem ter mulheres ou crianças treinando e não precisam escutar certas coisas. Ou melhor, ninguém precisa escutar certas coisas e observações.

Certa vez um colega fez um comentário depreciativo sobre a postura de uma novata no treino. Eu o chamei em particular e lhe perguntei: “Você acha que estaria tudo certo se fosse sua irmã ou sua mãe que escutasse o que você acabou de dizer?”. Ele ficou calado. Educação é fundamental, e isso inclui o cuidado com a higiene própria. Não apenas de nossos corpos e equipamentos, mas também de nossas mentes.

Um tabardo sujo e rasgado não dá mais habilidade ao seu dono. Ser grosseiro também não. Não vejo ser sinônimo de “casca-grossa” um cara truculento. Treino duro não significa grosseria. Treine sempre buscando o golpe cheio, legítimo, preocupado com a segurança do outro, dentro das regras. Cabe aos organizadores, reis, chefes de clãs ou membros de conselhos agir da mesma forma. Eles são “O” exemplo a ser seguido. Se um dos líderes do grupo solta piadinhas racistas, como exigir que os novatos não o fizessem? O local de treino exige o mesmo respeito de um ambiente em que normalmente nos preocupamos com a nossa postura, seja a nível profissional ou social.

Por isso, redobre sua atenção e seu respeito. Todo mundo merece. 

domingo, 1 de maio de 2016

O terceiro embate da guerra

Tem um ditado que diz que a terceira vez paga por todas. Não sei se é verdade, mas que foi divertido, ah se foi!
Tenho amigos que são tímidos

E quando não são tímidos, são esquisitos...

Lutas sensacionais!

Elodin avançou com tudo!

Mas Brenda bloqueou

Ele ainda tentou repostar

Mas ela foi mais rápida. 

Eu vou chegar nela...


Eu vou chegar, juro!

Para de rodar essa droga!

Embate de gatinhos. 

Hora da revanche. Brenda quer acertar a cara de Elodin (não vale isso ruiva!)

Mas o Elodin esquiva e bloqueia com a espada. 

Brenda acerta o vazio. 

Elodin mata Brenda pelas costas! Que combate, senhores!

Lanceiras prontas para a briga!

Elas venceram!

3 contra 1. Tá tranquilo, tá favorável. 

Go go powerangers!

Para trás que essa bonequinha agora é minha. 

Vem para cima que te transformamos em almofada de afinetes!

Sarinha Detona

Sarinha Destrói!


domingo, 24 de abril de 2016

Manutenção: o segredo da segurança e da durabilidade.

Daí você chegou em casa daquele treino maravilhoso. Colocou o equipamento no cantinho ele e esperou até o treino da semana que vem. Mas daí no meio do treino a sua espada rasga, a sua lança solta a ponta e o seu escudo se parte ao meio.

É certo que armas de Swordplay quebram. Cedo ou tarde vai acontecer. O seu equipamento de swordplay vai quebrar, algumas vezes para uma condição além de qualquer forma de conserto. Isso é meio que inevitável, uma vez que usamos como matéria prima canos de pvc, EVA, papelão e espuma de poliuretano. Não foi feito mesmo para durar. Qualquer coisa pode dar cabo do seu equipamento: aquele golpe mais forte quebrou o “core” da sua arma, ou que aquele encontrão tenha acabado por rasgar a alça do seu escudo. Mas essas são coisas que acontecem. Fazem parte do esporte. São acidentes. Infelizes acidentes e acidentes acontecem.   

Acidente? Acidente que nada! Muitos desses acidentes poderiam ser evitados se as pessoas prestassem atenção nas suas armas durante os dias que antecedem os treinos. Cara, não custa nada dedicar uns 15-30 minutos para verificar se a cobertura de fita está rasgada, se o cano está partido, se a espuma perdeu sua capacidade de absorver impacto e fazer os reparos em casa mesmo. 90% de tudo que acontece uma arma de swordplay pode ser resolvido com um pouco de silver tape em casa mesmo.

Então eu gostaria de pedir que vocês, colegas de treino e leitores, fossem mais cuidadosos com o equipamento de vocês. Todo mundo sabe que equipamento de Swordplay não dura mesmo nada e se você não der manutenção em casa corre o riso de perder a arma no meio do treino e pior, pode até machucar um colega. No treino passado tive que parar de treinar para dar manutenção nas armas de dois amigos meus (uma katana e um mangual atroz). Vamos ser mais cuidadosos, ok? Não custa nada e faz muito bem a você e aos outros. 


sábado, 23 de abril de 2016

É hora de mudar de grupo?

Para quem está atualmente participando de algum grupo de Swordplay, a pergunta formulada no título deste artigo/teste pode ou deve ser feita com alguma frequência. Claro, ninguém deve entrar num grupo de Swordplay pensando em sair, mas não faz o menor sentido permanecer num grupo onde a sua diversão não prospera e você só tem aborrecimentos. Não existe uma forma segura de medir isso. Alguns se sentem incomodados se passam um ano inteiro sem progredir com sua posição no grupo, outros precisam de um novo e estimulante desafio a cada novo jogo. Outros ainda anseiam sempre por conhecer gente nova e interessante.

Este teste pode dar alguns parâmetros úteis para quem tem dúvidas se deve ficar ou ir embora…

OBS: este teste tem tantos parâmetros científicos quanto a previsão astrológica, baseada no dia, hora e posição geográfica do seu nascimento. Mas tem quem acredite.  

1. Durante o processo de iniciação dos treinos, os responsáveis apresentaram uma proposta do que você veria pelos dias a seguir. Com certeza ele falou dos desafios e das técnicas que vocês poderiam aprender. O que ele disse se confirmou na prática?
( )sim            ( )não

2. O conjunto de treinos traduz exatamente o que foi prometido durante o processo de escolha do grupo?
( )sim            ( )não

3. A diversão está acontecendo?
( )sim            ( )não

4. A sua área de atuação (defensor, infantaria leve, exótico, lanceiro, batedor, etc...) goza de prestígio dentro do grupo?
( )sim            ( )não

5. O seu rei ou grão-mestre se preocupa em tecer comentários a respeito da sua atuação no campo de batalha?
( )sim            ( )não

6. Seu Rei/Grão-mestre é acessível?
( )sim            ( )não

7. Ele tem credibilidade com o seu reino/clã?
( )sim            ( )não

8. Você o admira?
( )sim            ( )não

9. Seus colegas de treino, que estão nele a mais tempo que você, continuam motivados? Se todos têm o mesmo tempo de jogo, eles continuam motivados ainda?
( )sim            ( )não

10. A maior parte de seus colegas está satisfeito com o grupo que tem?
( )sim            ( )não

11. O reino está sempre aberto para novos membros?
( )sim            ( )não

12. Os membros que ascenderam a postos mais elevados dentro da hierarquia do clã estão satisfeitos com a mudança?
( )sim            ( )não

13. O ambiente de treino é estruturado e agradável?
( )sim            ( )não

14. As pessoas que se desligaram por alguma razão são bem vindas em seu retorno?
( )sim            ( )não

15. Quando há alguma punição mais severa no grupo (advertência séria, suspensão, etc.), ainda que fiquem tristes, as pessoas sentem-se tratadas com dignidade?
( )sim            ( )não

16. Seu reino é reconhecido como empreendedor e pioneiro?
( )sim            ( )não

17. Você se vê como um membro ativo do grupo, participando de decisões realmente importantes, tais como propor novos jogos, discutindo regras ou coisas do gênero?
( )sim            ( )não

18. Há uma preocupação constante com novas tecnologias e mídias (novos livros, suplementos, treinamentos, programas de Swordplay, cds de musica, filmes) e práticas cada vez mais apuradas de jogar?
( )sim            ( )não

19. Jogadores podem dar dicas ou participar de mudanças na construção da prática do treino?
( )sim            ( )não

20. É uma política do grupo fazer intercâmbio com pessoas de outros grupos?
( )sim            ( )não

21. Há incentivos para que as pessoas tragam novos jogadores?
( )sim            ( )não

22. Quando esses novos jogadores chegam, eles são bem tratados?
( )sim            ( )não

23. O grupo que você joga é reconhecido como um grupo “formador de talentos”?
( )sim            ( )não

24. O resultado dos seus trabalhos (títulos, reconhecimento, passagem de categoria), são justas?
( )sim            ( )não

Resultados:
Marque abaixo o número de respostas “SIM” que você assinalou durante todo o teste. Depois, some-os e localize sua posição no gabarito.
Número de SIM assinalados: ___________

Acima de 18.
Fique no grupo, a não ser que existam razões subjetivas para que você saia. Invista no grupo, pois você também estará investindo em sua diversão, na diversão dos seus colegas e como ser humano. O grupo mostra que tem capacidades de crescer e de auxiliar – e muito – no pleno desenvolvimento de seu potencial.

De 12 a 17.
Hora de abrir os olhos. Sem pressa nem desespero está na hora de começar a ouvir amigos e conhecidos que estão em outros grupos, analisar melhor a cena do Swordplay na sua cidade/região, e eventualmente rever a sua área de atuação (quem sabe seja a hora de mudar de arma). O tempo irá mostrar se você precisará usar ou não essa investigação para procurar outro grupo. Talvez as mudanças que você promova já sejam o bastante.

De 6 a 11.
Vale a pena mudar de grupo sim. Você está estagnado e sua diversão parece estar comprometida. É hora de partir ativamente para uma mudança, procurando avançar no seu desenvolvimento e buscando um ambiente mais agradável ao crescimento antes que você perca a vontade de jogar…

Até 5.

Mude já. Leia os classificados na internet e fale com todos os seus conhecidos de outros grupos. Se você não puder fazer nada disso crie você mesmo um novo grupo de Swordplay. Já não tem mais jeito. O casamento entre você e o seu grupo de jogo já acabou faz tempo… só esqueceram de avisar as partes.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Backstab!

Matar pelas costas é ou não é desonroso?

“O código do líder samurai (...)  Agir de forma honrada. Agir com coragem e espírito de guerreiro. Quando souber o que precisa ser feito, entre em ação. Agir com retidão. Faça a coisa certa”.  (DEFENDERFFER, Bill. O líder samurai. Elsevier editora Ltda. 2006 – página 65).


Matar pelas costas é uma das coisas mais polêmicas envolvendo a prática do swordplay. E até posso imaginar porque ela é assim. Muitos grupos de swordplay se baseiam numa ideia de idade média, com cavaleiros em armaduras brilhantes percorrendo os campos em busca de aventura, defendendo a justiça e a honra. Essa versão traz um código de cavalaria que entre outras coisas reza que o cavaleiro deve “lutar com honra e nunca levantar sua mão contra um inimigo incapaz de se defender”.

Vale ressaltar que na Idade Média não existia algo que parecesse realmente como “um código” de cavaleiros. Esse código teria sido criado durante a Renascença, a fim de reforçar o caráter de personagens dos folhetins, como é o caso do romance português sobre cavalaria “Eurico, o presbítero” e constantemente alterado durante as épocas seguintes. A cavalaria e seus códigos como conhecemos surgiu no livro “A Morte de Artur”, originalmente Le Morte d'Arthur ou Le Morte Darthur, escrito no século XV pelo inglês Thomas Malory sobre a história do Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda.

Faz sentido. Já que ninguém sabia ler, imagino que registros fossem difíceis de serem mantidos. E aliás, convenhamos, pelo que sabemos de História, os cavaleiros eram capazes de atos bárbaros e animalescos… afinal, eram nada mais que soldados treinados para a guerra. Nada daquela honra e coragem toda da Távola Redonda.  

Voltando ao mundo moderno e deixando os livros de história de volta na prateleira, o que isso tem a ver com swordplay? O grande cerne da questão é se matar pelas costas é honrado ou não. Se você levar em consideração fatos históricos, tanto samurias como cavaleiros medievais (e demais combatentes que portaram uma espada) não tinham qualquer escrúpulo em flanquear seu inimigo, atacar pelas costas ou mesmo lutar sujo. Não era considerado desonroso aproveitar-se de uma vantagem surgida da sua habilidade de combate ou da sorte. É como diz Defenderffer na citação inicial que abre este artigo: quando souber o que precisa ser feito, agir com coragem e determinação. Se isso envolver eliminar um combatente descuidado, vá lá e faça a “limpa”.

Mas é claro que mesmo apoiado em fatos e relatos históricos a questão não se encerra. Existem aqueles que realmente se ofendem por atacar pelas costas. E é um direito legítimo deles não gostar da prática, afinal de contas não estamos vivendo uma guerra de verdade e sim de fantasia: não se morre e nem se machuca com gravidade no swordplay então você pode se dar ao luxo de agir de uma forma mais romantizada ou heroica.

No fim das contas o que vai prevalecer é o entendimento do seu grupo sobre o assunto. Se o seu grupo prega que você deve ter visão do campo de batalha e estar sempre atento para não ser surpreendido por um traiçoeiro ataque furtivo é assim que você vai jogar. Agora se seu grupo afirma que é desonroso atacar alguém que está incapaz de se defender é essa pecha que você vai ganhar se atacar pelas costas.


O que vale mesmo é a diversão. Longa vida ao swordplay!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Entrevista: Império Kyôdai

Olá gentes...

Uma coisa que eu sempre quis fazer é uma seção com entrevistas. Mas nunca deu muito certo. Mas dessa vez eu acho que vai. Segue a primeira. O entrevistado é o Bruno Sara.

Antes de tudo galera, obrigado pela oportunidade e por cederem um pouco do seu tempo para essa entrevista. Estou vendo alguns rostos bonitos na página de vocês do face. Poderiam se apresentar rapidamente, dizendo como cada um começou no swordplay, o que cada um faz no clã, origem do nome do clã, signos, cores favoritas... esse tipo de coisa.
Eu sou o líder, no momento sou eu que cuido da parte do treino e programa as atividades e o conteúdo do clã.
Gilialison Fernandes é o vice-líder, responsável pela forja e mantém contato com parceiros.
Tatiane Braga cuida da nossa saúde nos treinos, quando se trata de lesões, machucados ou medicamentos está sempre à disposição.
Sabrina Morais responsável pela compra do lanche, função importante, pois ela não deixa a gente se alimentar com besteira.
Bennyson Bezerra trabalha até dia de domingo e chega tarde infelizmente nos treinos, mas está sempre gravando alguns vídeos e tirando algumas fotos para divulgação.
Gleyce Borges é a mais nova dentre nós, porém ela é responsável pelo cuidado com as crianças. Eu e o Gilialison éramos de outro clã, mas não concordávamos com a "doutrina" e organização e com isso resolvemos sair de lá. Mas antes de sair, óbvio, chegamos na liderança e falamos o que pensávamos e o motivo da saída. Os outros membros vieram aos poucos. Íamos de evento em evento com duas espadas divulgar nosso novo Clã, que na época se chamava Bushido Swordplay.  Embora tenha nos dado muito orgulho, resolvemos fechar por falta de mão de obra e começar do zero. Criamos então o Império Kyôdai depois de uma fase difícil, pois com o término do Bushido Swordplay os outros dois grupos resolveram nos tirar da aliança, mesmo sabendo que voltaríamos com um projeto novo... Enfim... Planejamos uma logomarca onde teria algo que representasse cada cultura ( Saxã, Nórdica, Asiática e Romana ) e as cores do grupo. Depois de muitos testes paramos de relutar e resolvemos assumir as cores do nosso Brasil e a formação em sua maior parte era dos remanescentes do antigo clã.
Sobre a origem do nosso nome, Império Kyôdai, vem pelo fato de que queríamos algo que expressasse “Irmandade” e a palavra Japonesa “Kyôdai” significa “irmãos” e já sobre o Império isso é devido ao fato de querermos expandir e deixar o nome do nosso grupo conhecido. Acredito que seja normal querer reconhecimento pelo fruto de seu trabalho.

Nossa! Vocês têm até nutricionista!!!
Hahahaah... Não, a Sabrina não é nutricionista, mas não deixa que na hora do treino venhamos a ganhar as calorias que acabamos de perder. Ela vai comprar em um determinado horário o lanche e sempre volta com frutas e suco, organiza o corte dos alimentos e organiza a fila e se ver alguém comendo porcaria briga e proíbe para o próximo treino. Ela é mandona, mas cumpre bem sua função até porque não adianta treinar e jogar fora aquilo q se propôs a fazer.

O Kyodai é uma referência nordestina no swordplay brasileiro. Quantos membros vocês têm atualmente?  É complicado manter um clã? Quais são as maiores dificuldades que vocês encontram?
Hoje contamos com cerca de 15 membros ativos e mais alguns que não mantém uma boa frequência. E isso se deve já ao maior problema que enfrentamos recentemente, um membro que fazia parte da liderança trouxe alguns membros da sua vizinhança e éramos cerca de quase 30 pessoas, não sei nas outras regiões e estados, mas aqui no Ceará pra nós era muito. Ele havia saído de outro clã no qual o considerava rebelde se assim podemos dizer, o acolhemos e ensinamos algo que até então ele não sabia, que era respeito NO COMBATE, respeito às regras, mas infelizmente não conseguimos ensinar o respeito às pessoas e sua violência era nítida. É um assunto que não gostamos de comentar, mas ele levou consigo os membros que trouxe já que foram os únicos a comprar sua estória dos fatos. Bom, sobre a complicação de manter um clã é simplesmente relativo ao mantimento de interesse dos membros, acredito que se formos capazes de agradarmos a todos e mantermos as dificuldades não acabariam, mas reduziriam bastante. Exemplo disso um jovem na cidade de Quixadá montou um clã, mas ele não conseguia manter algo eficaz e constantemente pedia nossa contribuição, hoje ele tem um reinado nosso naquela cidade. Algumas dificuldades continuam, mas hoje ele tem um apoio mais forte, não pelo fato de ser Kyôdai também é sim por acreditarmos nele, quando segundo ele, ninguém acreditou.

Quais são os maiores desafios para manter um clã de swordplay? Como vocês fazem para captar novos membros e manter uma estrutura sólida de treinos?
O Maior desafio para se manter um clã de Swordplay é referente ao armamento pois constantemente precisa de reparos e não temos uma mensalidade obrigatória, além de que parte dos nossos membros não trabalham, ou seja, não têm renda. Temos uma caixinha batizada de “Sicrano”, onde colocamos nos treinos e quem quiser nos ajudar com o valor que quiser; não estipulamos nada. Acredito que essa seja a maior dificuldade, pois quem trabalha com a parte da forja e compra os materiais sabe que nada é barato e dificilmente encontramos alguém que queira apoiar nossas idéias. É um ponto crucial já que somos uma prática lúdica que não pode, infelizmente, ser considerada como esporte, embora que erroneamente muitos fazem. Sobre a captação de novos membros, hoje em dia temos uma equipe maior, já que eu e o Gil temos outras responsabilidades. Colocamos os membros com certos desafios onde eles devem trazer pessoas que nunca participaram, como amigos, família e sempre que temos a oportunidade vamos a eventos de cultura nerd onde outros clãs organizam eventos. Como o sol nasceu pra todos aproveitamos a oportunidade e mostramos nossas qualidades tanto em batalha, quanto em conteúdo já que aqui influência bastante.

Como é a recepção dos novatos? Todo tipo de pessoa é bem vinda para treinar ou vocês têm alguma restrição?
Sobre a recepção dos novatos, nunca deixamos eles sozinhos, sempre perguntamos se estão gostando e nunca os deixamos muito tempo parados, sempre tentamos convencer a continuar fazendo alguma atividade. Já sobre restrição, não temos nenhuma, recebemos em nossos treinos qualquer pessoa que tenha verdadeiro interesse em treinar, independente de condições ou qualquer outro motivo. Óbvio sempre terá alguém que dará trabalho, mas vamos indo com ele até onde vemos que dá pra ir. Se ele se adaptar ficaremos muito felizes, caso não um adeus é sempre triste, mas é a vida.

Aqui no DF, local não é um problema para treino. Existem, literalmente, dezenas de espaços públicos disponíveis. E com vocês é assim também? Qual a maior dificuldade que vocês enfrentam para viabilizar os treinos?

Aqui é meio complicado referente a espaço já que tentamos encontrar de início um local que desse pra todos, sendo que alguns membros moram até em outras cidades da região metropolitana de Fortaleza. E isso é problema porque os melhores espaços, se assim posso dizer, ou são longe pra todos ou algum outro clã treinou uma vez e tomou como território. E se você resolver treinar naquele local, mesmo que não seja dia de treino desses clãs, gera uma confusão sem tamanho que seu BP só vai ser sobre isso. Lembrando que todo lugar é público, o difícil é explicar essa lógica.

Não existe a possibilidade de fazer um treino conjunto ou mesmo a união dos dois clãs?
Infelizmente não há essa possibilidade. Como abordei em uma das respostas, no término do Bushido Swordplay mesmo sabendo que iríamos voltar com um novo projeto, os outros dois grupos resolveram nos tirar da aliança. Aliança essa que nós corremos atrás de fazer com eles para unificar o Swordplay aqui! Com esse “banimento” se nós entrarmos em zona deles, somos tidos como invasores. Infelizmente é uma situação no mínimo nojenta, mas não nos importamos com isso, nosso espaço é muito pequeno comparado aos outros, mas com criatividade damos um jeito.

Qual é o roteiro de um treino normal do Império? O que uma pessoa que nunca veio ao treino de swordplay pode esperar do grupo?
Nosso roteiro de treino começa com aquele rotineiro alongamento e algo voltado pra parte física. Logo após, abrimos espaços para duelos onde a liderança fica passeando entre os duelistas, verificando erros de postura, o porquê de estar sofrendo ponto e tentar, juntamente com esse membro, consertar esses pequenos erros. Mais pra frente começamos as atividades coletivas onde buscamos testar seus conhecimentos estratégicos, liderança e trabalho em equipe. Lógico que sempre mantendo a diversão. Nosso foco é o fazer e se sentir bem, não buscamos rivalidade ou deixar esse sentimento paras os membros.

Como é a relação de vocês com as mídias e redes sociais? O que vocês acham dos vídeos de treinamento on-line? São válidos? Ou é só bobagem?
Infelizmente não temos "manjadores" no nosso grupo, incluindo a liderança que tenha uma intimidade com redes sociais e outras mídias. Tentamos diversas vezes fazer tutoriais variados, mas pela falta de conhecimento o produto final nunca fica bom o bastante para nós. Sobre vídeos de treinamentos achamos sim válidos, porém concordamos que não é a mesma coisa de que quando se tem um profissional lá perto de você tirando suas dúvidas. Vemos, buscamos entendimento e se não sai tão bem quanto esperado, buscamos uma forma de adaptar, mas de maneira nenhuma achamos besteira.

Como funciona a evolução pessoal dentro do clã? Até onde um novato pode chegar, se for esforçado o bastante?
A evolução pessoal de um membro do clã vai de Recruta a General, onde Recruta é o mais baixo e General é o maior reconhecimento que podemos dar a um membro que se dedica a batalhas. Porém temos evoluções onde os membros podem se dedicarem na parte apenas de estilo. Nessa categoria eles focam no crescimento naquela categoria, aperfeiçoando e mais pra frente ensinando a um novato. E também cedemos títulos para aqueles que querem nos ajudar administrativamente, mas se por acaso tiver um membro que tenha tempo e disponibilidade para fazer tudo, quem somos nós para barrar alguém que queira trabalhar!? Somos o tipo de grupo que busca ouvir todas as opiniões, porém gostamos de ouvir todas as suas razões que na sua opinião a faz tão boa.

Mais ou menos um ano atrás os Cavaleiros (meu grupo) fez uma ação social com doação de roupas e agasalhos para um lar de idosos. Vocês têm ações semelhantes? O que acham desse tipo de coisa?
Achamos esse tipo de iniciativa excelente, tanto que ano passado em um colégio de um bairro aqui nas redondezas, fizemos um evento onde a entrada era 1kg de alimento. Oferecemos just dance, RPG de mesa e Swordplay. Algumas pessoas não trouxeram e nos sentimos mal em querer barrar e cedemos a entrada, mas o resultado não foi tão insatisfatório e conseguimos ajudar a uma instituição que cuida de crianças carentes.

Vocês acham que o swordplay vem crescendo nos últimos anos no Brasil? O que falta para um desenvolvimento maior da atividade desportiva no Brasil?
Sim, o Swordplay vem crescendo grandiosamente no Brasil, exemplo nítido disso é o aparecimento de inúmeros grupos em diversos lugares. Mas nós do Império Kyôdai concordamos que crescimento não é amadurecimento e o que falta na nossa prática hoje é isso: líderes que estejam dispostos a uma melhoria no geral é não apenas no que é seu. As pessoas se fecham em seus casulos achando que fazendo algo pelo seu grupo faz algo pelo Swordplay em si, mas não. Correm atrás de benefícios onde somente quem se junta a eles podem usufruir disso e quem não quer se juntar que se exploda! Ou somos maduros e buscamos amadurecimento para a prática onde todos possam se beneficiar e entrar em concordância, ou apenas seremos números e nunca qualidade.

Caras, obrigado mesmo pela entrevista. Gostariam de comentar mais alguma coisa? Mandar beijo para a sua mãe, para o seu pai...?
Nós que agradecemos tamanho reconhecimento, ficamos muito felizes pelas suas citações e saiba que no que Betão ou Cavaleiros da Virtude precisar de nós, estaremos aqui. Buscamos algo pelo Swordplay, mas sabemos o quanto é difícil para ambos os grupos. Ficaríamos felizes se um dia nos encontrássemos nos campos de batalha, mas até lá torcemos para que tudo der certo para nós todos. Mais uma vez muito obrigado pela oportunidade.

domingo, 17 de abril de 2016

5 maneiras de capitalizar o seu grupo de swordplay

Swordplay é uma atividade lúdica, mas que exige alguns custos. Deslocamentos, adereços, bandeiras e banners, além de arsenal e manutenção constante deste mesmo arsenal são preocupações constantes de qualquer Grão-mestre ou Rei que se preze. E para fazer isso não basta boa vontade e gente talentosa: é preciso também dinheiro.
Apresento aqui 5 maneiras simples e relativamente seguras de capitalizar o seu grupo.

1 – Passa lá no Cicrano.
“Cicrano” é o simpático nome da caixa de contribuições financeiras voluntárias que o grupo Império Kyôdai, de Fortaleza – CE, possui. A caixa fica à vista de todos e contribui quem quer, da forma que achar melhor. Esse tipo de prática apela para a boa vontade do grupo e favorece um crescimento passivo das finanças do grupo. O seu caráter voluntário ajuda a dizer alguma coisa do grupo e quanto seus membros estão comprometidos com ele.

2 – Até o momento não identificamos o pagamento da sua mensalidade. Caso o pagamento já tenha sido efetuado, desconsidere esta mensagem.
É... a boa  e velha mensalidade. Cada grupo que optar por esta prática terá uma entrada de recursos mensais. Entretanto, dependendo do grupo e das condições sócio-financeiras de seus membros a mensalidade atrapalha mais do que ajuda. O fato de você pagar para bater espadinha pode espantar uma boa parte do pessoal.



3 – Eventos? Você disse eventos?
Participar e eventos nerds é uma boa forma de capitalização. Normalmente o swordplay não vai ser o carro-chefe do evento, mas mesmo assim ele ainda vai ajudar a fazer do evento um sucesso. Participar de eventos é uma boa forma de ganhar dinheiro e ainda divulgar o seu grupo. Situação ganho-ganha.

4 – Torneios
Fazer torneios é uma boa maneira de conseguir dinheiro. Você investe numa boa espada de PI para premiação e deixa que todo mundo que queria participar pague uma simples taxa de inscrição. No dia, além da competição principal, você pode colocar coisinhas para vender, como comidinhas e artesanato. Ajuda na divulgação do grupo e na socialização com outros grupos.

5 – Venda de equipamentos.
Os ferreiros do reino podem fazer armas para vender para fora e assim ajudar o caixa do reino. Esse é um método mais complicado de implementar porque já existem boas lojas de ferreiros por aí, mas se o seu grupo for excepcionalmente talentoso pode se sobressair.


É importante ter em mente que seja qual for o modo de capitalizar que você escolha ele vai ter um custo especial que é justamente a transparência e a competência com que você usa esses recursos captados. Imagine que seu grupo faz um mega evento e consegue US$300,00 dólares. Como os membros vão se sentir ao saber que o cara responsável pelas finanças gastou tudo numa festinha particular, regada à redbull, netflix e pipoca? 

Foi mesmo o fim dos Lordes de Ferro

Hoje, depois de muito tempo e muitos avisos, eu excluí definitivamente a conta do Instagram dos Lordes de Ferro. Foi o primeiro grupo de swo...